Mathieu Amalric não poderia fazer um biopic certinho como muitos outros. Encontrou em Jeanne Balibar a intérprete perfeita para encarnar a cantora Barbara, que é a típica artista de culto. Os seus fãs, não muitos mas ferventes, adoram-na. O filme é feito para eles. Para quem é indiferente à cantora, o filme pode ser penoso. Assistimos à fórmula típica do filme dentro do filme, pois Amalric aparece filmando o seu biopic, ou melhor a sua atriz. Filme ambicioso, inteligente, mas por vezes dispersivo. O filme é um dos três que podem ser o candidato francês ao Oscar. No caso de ser escolhido não terá à mínima hipotese de ganhar a estatueta. Paris Bastille 3,5/5
