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31.1.18

André Derain 1904 - 1914. La décennie radicale (2018)

Fiz bem em não perder esta exposição, apresentada no centro Pompidou, vista nos últimos dias. Pouco me dizia o nome de Derain. Acabei por ficar fascinado por este pintor que era posto nos píncaros da pintura francesa na primeira metade do século e depois tornou-se um nome secundário, de certo modo. Além da exposição, li o livrinho da Gallimard, coleção Découvertes, dedicado ao pintor. Derain foi um dos grandes fauves, passou pelo cubismo e outros ismos da época e encontrou uma forma (neo)clássica com obras tão interessantes quanto pouco conhecidas. Paris 2018 Pompidou 5/5

22.9.17

Gauguin (1989)

Mais um livrinho da coleção Découvertes da Gallimard que me dá a conhecer a vida e a obra de um grande pintor que, como outros da mesma época, passou miséria, fez a família passar miséria, foi incompreendido, abandonou mulher, filhos e amigos para se exilar no país da Arte, para se dedicar integralmente ao trabalho e à concretização de obra genial que mudou a forma de sentirmos o mundo. As cores de Gauguin, as formas de Gauguin, ficam connosco, sobretudo as que o inspiraram a vivência no Tahiti. Venham agora o biopic (já nas salas) e a exposição prevista para este outono parisiense. Vila do Conde 2017: 5/5

15.2.17

Pissarro. Patriarche des impressionistes (2012)

Pissarro nasceu nas Antilhas dinamarquesas, formou-se em França e pintou durante um tempo na Venezuela. Tudo durante a sua juventude. Quando se estabeleceu em França, em adulto, e constituiu família, não mais saiu do país a não ser para visitar os filhos que escolheram Londres para morar. Até aos 40 anos viveu de uma pensão dos pais, pouco a pouco foi ganhando notoriedade, mas sempre com dificuldades para sustentar a família numerosa. Viveu em várias pequenas localidades perto de Paris, até comprar casa em Eragny. Pintou sobretudo a natureza, as paisagens rurais, com ou sem a figura humana. No final da vida, inclusive por motivos de saúde, pintou várias séries de vistas urbanas, pintadas a partir da janela dos quartos que arrendava para o efeito. Pintou sobretudo Paris e Rouen. Participou em vários salons oficiais, mas também nos salons dos recusados e mais tarde dos impressionistas. Aderiu durante um tempo ao neo-impressionismo de Signac e Seurat. Um artista exemplar, pela solidariedade que revelou com os amigos e colegas pintores, e pela constante busca de novas formas de expressão. Belo livro. Vila do Conde 2017: 5/5

8.8.16

Léonard de Vinci (Alessandro Vezzosi, 1996)

Esta biografia de Leonardo Da Vinci foi escrita por Alessandro Vezzosi, especialista no pintor. Não imagino melhor introdução à vida e sobretudo à obra do genial pintor do Renascimento. Tudo é apresentado com um rigor que é fruto do conhecimento íntimo da bibliografia da vinciana e de fontes primárias sobre o artista. Não são esquecidos os pormenores relativos à atribuição das obras a Da Vinci e relativos às complexas condições de criação das obras. O contexto político das grandes cidades-estado italianas é também apresentado com competência. Excelente, em suma. Vila do Conde 2016: 5/5

2.8.16

Enquête sur Sherlock Holmes (1997)

Ensaio de Bernard Oudin
Se há personagem literária que merece uma biografia essa é Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle em 1887. Muitos pensaram que Sherlock realmente existia, foram criados em todo o mundo clubes em seu nome, e são incontáveis os filmes e as séries televisivas que o têm como personagem principal. VC 2016 3/5

Godard (Le cinéma) (Découvertes Gallimard, 2006)

Dos vários livros dedicados a personalidades da cultura e das artes da coleção Découvertes da Gallimard que já li, este é o menos biográfico. A biografia de Godard está na sua obra. A vida dele confundiu-se desde jovem adulto com o cinema, seja como cinéfilo, seja como realizador. O livro é portanto uma excelente introdução ao seu cinema, aos seus filmes, que são contextualizados e comentados, por vezes deixando-me na mesma perplexidade que me provocam certos filmes de Godard. Digamos que não mudei muito a minha visão e adesão aos filmes de Godard que, independentemente da sua qualidade e importância estética, tanto me impacientam (Pierrot le fou) como me entusiasmam (Le Mépris, Vivre sa vie). VC 2016    3/5

21.7.16

Simone de Beauvoir. Ecrire la liberté (2008)

Bastou um livro, Le Deuxième Sexe (1949), para tornar célebre Simone de Beauvoir. Essa obra está na origem do movimento feminista internacional: quantas obras têm esse mérito, dar origem a uma nova forma de ver o mundo e, por conseguinte, de mudá-lo? Esta breve biografia de Beauvoir, escrita por Jacques Deguy e Sylvie Le Bon de Beauvoir, é uma excelente introdução à vida e à obra da escritora, que começou por escrever romances e foi consagrada com o prestigiado prémio Goncourt em 1954 por Les Mandarins. Reconheço que não fiquei com vontade de ler os romances de Beauvoir, mas sim os ensaios e os livros autobiográficos como Mémoires d'une jeune fille rangée (1955). Mas a sua vida privada (a relação sui generis com Sartre), a sua procura de intervenção militante social em vários momentos charneira da sociedade francesa, e a sua paixão pelas viagens, são outros aspectos abordados no livro com a devida atenção. Caso para dizer: não apenas a obra mas também a vida de Simone de Beauvoir marcaram o século XX. PV 2016 4/5

15.3.14

The Pre-Raphaelites (1999)

Ensaio de Laurence des Cars
Há muito que a pintura dos Pré-Rafaelitas me fascina, mas pouco conhecia da sua história como movimento artístico. Um livrinho de divulgação, originalmente publicado em francês na coleção Découvertes Gallimard, serviu para me inteirar de toda a história do grupo. O meu interesse por estes artistas vitorianos cresceu ainda mais. The Pre-Raphaelites: Romance and Realism (1999), de Laurence des Cars. Paris 2014 (4/5)