REALIZADOR Montxo Armendáriz (1º filme) PRODUÇÃO Elías Querejeta ARGUMENTO Montxo Armendáriz, Marisa Ibarra MÚSICA Ángel Illarramendi, Fermín Gurbindo PALMARÉS Fotogramas de Plata 1985 Melhor Filme Espanhol ESTREIA 21.09.1984 (Espanha) REPOSIÇÃO 23.04.2025 (França, Le Champo) VISTO Paris 13.05.2025 Le Champo NOTA 3/5
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30.7.26
10.4.23
Carlos SAURA
La Prima Angélica (Carlos Saura, 1974)
Paris 04.2023 Le Champo 3.5/5
Ana y Los Lobos (Carlos Saura, 1972)
Os franceses têm sido generosos com Carlos Saura. Regularmente têm estreado nas salas, em cópias novas, vários dos seus clássicos. Dois bons filmes dos anos 70 estrearam-se na semana passada. Ana y los Lobos (1972) é certamente um dos seus melhores filmes e uma das melhores metáforas sobre a Espanha franquista. Uma grande casa na província de Madrid abriga uma família que vive de glórias passadas, do culto dos mortos e da disciplina. Frustração é o que domina todos os membros da família, em particular os três filhos varões da matriarca da casa, que sublimam essa frustação por taras diversas. Um dedica-se ao colecionismo de uniformes militares, outro ao culto de uma vida ascética de eremita, o terceiro reincide na infidelidade com criadas e amas jovens mesmo nas barbas da mulher, que naturalmente sofre de ataques histéricos. A matriarca também sofre de achaques regulares neutralizados rapidamente por umas gotas. Chega então à casa uma jovem estrangeira (Geraldine Chaplin) para assumir o papel de ama das crianças, mas que depressa vai ser mais ama dos três varões lobos (ou dos três porquinhos?). O filme é impressionante, seguramente um dos mais importantes do cinema espanhol. Paris 2016? Le Champo
Mamá cumple cien años (Carlos Saura, 1979)
Igualmente notável foi a idéia de Saura voltar a esta Casa e a estas personagens (com os mesmos atores) anos depois em Mamá cumple cien años (1979). No final de Ana y los Lobos, Ana era violada e morta pelos três irmãos-lobos. Anos mais tarde, Ana regressa à Casa onde é bem recebida por todos como se fora da família. Vem para o centésimo aniversário da Mamã, que continua a depender de umas poucas de gotas para sobreviver aos achaques regulares que a atingem. Quanto aos filhos tarados, o obcecado pelos militares morrera entretanto, o obcecado por mulheres jovens fugiu com uma delas e o ex-aspirante a eremita mudou de obsessão e passa agora o tempo a tentar levantar vôo com umas asas que ele próprio fabrica. Ana y los Lobos é bem superior ao filme de 1979 mas os dois formam uma obra original no contexto do cinema espanhol. Aliás não conheço feito semelhante noutras cinematografias. Paris 01.2016 Le Champo 4/5
Deprisa, Deprisa (Carlos Saura, 1981)
Este filme marcou uma viragem na obra de Carlos Saura. Depois de vários filmes sobre a burguesia espanhola e a crítica à ditadura, que deu clássicos como Cria Cuervos (1976), Saura narra os dias feitos de liberdade e violência de um grupo de jovens que se dedicam ao roubo. Saura utiliza não-atores, alguns deles eram jovens delinquentes que acabaram por ser presos por roubos semelhantes aos apresentados no filme. Produzido por Elías Querejeta. O filme venceu o Urso de Ouro em Berlim. Paris 05.2017 Le Reflet Médicis 3/5
Antonieta (Carlos Saura, 1982)
Ignorava a existência deste filme, uma co-produção francesa, espanhola e mexicana um tanto atípica na carreira de Carlos Saura. Inicialmente não era ele que devia realizar o filme. É um dos filmes menos interessantes de Saura, mas a história é curiosa: uma investigadora (Hanna Schygulla), que está a escrever uma obra sobre o suicídio feminino no século XX, vai ao México para conhecer a história de uma mulher da alta sociedade (Isabelle Adjani) que se suicidou na catedral de Notre-Dame de Paris nos anos 1930. O filme é uma aula de história do México, mais do que o retrato de uma mulher. Paris 12.2014 Cinemateca Francesa 3/5
Ay, Carmela! (Carlos Saura, 1990)
Um filme muito premiado (13 Goyas, incluindo melhor filme, argumento e atriz para Carmen Maura) com uma história emocionante sobre os anos mais decisivos da História de Espanha no século 20. Carmen e o seu marido formam uma dupla de artistas que actuam para os Republicanos mas são apanhados em terreno conservador e fascista e não tem outra saída senão actuar para eles. Paris 02.022 Luminor 3,5/5
Argentina (Carlos Saura, 2015)
V2016
Jota (Carlos Saura, 2016)
Paris 01.2017 (2,5/5)
LOS GOLFOS (1960)
LLANTO POR UN BANDIDO (1964)
LA CAZA (1966)
LLANTO POR UN BANDIDO (1964)
LA CAZA (1966)
Paris, Le Champo 2013***
PEPPERMINT FRAPPÉ (1967)
PEPPERMINT FRAPPÉ (1967)
Paris, Latina 2008***
STRESS ES TRES, TRES (1968)
LA MADRIGUERA (1969)
EL JARDÍN DE LAS DELICIAS (1970)
ANA Y LOS LOBOS (1973)
STRESS ES TRES, TRES (1968)
LA MADRIGUERA (1969)
EL JARDÍN DE LAS DELICIAS (1970)
ANA Y LOS LOBOS (1973)
Paris, Le Champo 2016****
LA PRIMA ANGÉLICA (1974)
LA PRIMA ANGÉLICA (1974)
Paris, Le Champo 2023***
CRÍA CUERVOS (1976)
CRÍA CUERVOS (1976)
TV 2004****
Paris, Le Champo 2007****
ELISA, VIDA MÍA (1977)
LOS OJOS VENDADOS (1978)
MAMÁ CUMPLE CIEN AÑOS (1979)
ELISA, VIDA MÍA (1977)
LOS OJOS VENDADOS (1978)
MAMÁ CUMPLE CIEN AÑOS (1979)
Paris, Le Champo
DEPRISA, DEPRISA (1981)
DEPRISA, DEPRISA (1981)
Paris, Le Reflet Médicis 2017***
BODAS DE SANGRE (1981)
DULCES HORAS (1982)
ANTONIETA (1982)
BODAS DE SANGRE (1981)
DULCES HORAS (1982)
ANTONIETA (1982)
Paris, Cinémathèque 2014***
CARMEN (1983)
CARMEN (1983)
PV, Octopus 1984****
LOS ZANCOS (1984)
EL AMOR BRUJO (1986)
EL DORADO (1988)
LA NOCHE OSCURA (1989)
¡AY, CARMELA! (1990)
LOS ZANCOS (1984)
EL AMOR BRUJO (1986)
EL DORADO (1988)
LA NOCHE OSCURA (1989)
¡AY, CARMELA! (1990)
PV, Octopus 1994****
Paris, Luminor 2022****
¡DISPARA! (1993)
TAXI (1996)
PAJARICO (1997)
TANGO (1998)
GOYA EN BURDEOS (1999)
BUÑUEL Y LA MESA DEL REY SALOMÓN (2001)
SALOMÉ (2002) DVDTECA
EL SÉPTIMO DÍA (2004)
¡DISPARA! (1993)
TAXI (1996)
PAJARICO (1997)
TANGO (1998)
GOYA EN BURDEOS (1999)
BUÑUEL Y LA MESA DEL REY SALOMÓN (2001)
SALOMÉ (2002) DVDTECA
EL SÉPTIMO DÍA (2004)
FADOS (2007)
Paris, Le Reflet Médicis 2009***
IO, DON GIOVANNI (2009)
IO, DON GIOVANNI (2009)
FLAMENCO FLAMENO (2012)
Paris, Le Nouveau Latina 2012***
26.8.14
El desencanto (Jaime Chávarri, 1976)
El desencanto (1976) é um filme de culto do cinema espanhol. É um documentário que mostra a decadência da família Panero, do grande poeta Leopoldo Panero, uma família da elite intelectual do franquismo. Jaime Chávarri, através de entrevistas feitas à viúva e aos três filhos de Panero, dá-nos um retrato impressionante da decadência dessa família, mas também do regime franquista. O filme foi produzido por Elías Querejeta. Infelizmente vi o filme sem legendas. Não só a captação do som não é a melhor como a fala dos filhos Panero por vezes é pouco clara. VC 2014 (3/5)
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