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7.5.26

Funny Girl (W. Wyler, 1968)

Realização de William Wyler
Estreia nos EUA: 18/09/1968

Esta obra de William Wyler é famosa porque é o filme de estreia de Barbra Streisand, que com ele se tornou numa estrela global de primeira grandeza e viria a ganhar, com Funny Girl, o Oscar, o Golden Globe e o Donatello de melhor atriz. Mas, para além das músicas maravilhosas de Jule Styne e Bob Merrill e da estreante Streisand, pouco se aproveita hoje de verdadeiramente relevante neste musical pesado, convencional, que não marcou a sua época, aliás pouco rica em musicais memoráveis. O filme é um biopic de Fanny Brice, estrela dos musicais da Broadway do início do século. Mas o argumento prefere concentrar-se na vida privada de Brice (a sua paixão pelo marido) do que na sua carreira. No entanto, as melhores cenas para mim são as que se passam no meio teatral, no palco ou nos bastidores. Como não sou fã de Streisand, a atriz, não tenho grande apreço por este filme, a não ser pelos brilhantes momentos musicais. Paris 2017 Cinema Christine 4/5

Realização: William Wyler, Argumento: Isobel Lennart Auteur de l'oeuvre originale : Isobel Lennart Produtora: Columbia Pictures, Rastar Productions, Produtor: Ray Stark, Fotografia: Harry Stradling Autores das canções originais: Jule Styne & Bob Merryl ("People", "Don't rain on my parade", "Funny girl", "The Swan")

Intérpretes: Barbra Streisand (Fanny Brice), Omar Sharif (Nick Arnstein), Kay Medford (Rose Brice), Anne Francis (Georgia James), Walter Pidgeon (Florenz Ziegfeld), Lee Allen (Eddie Ryan), Mae Questel (Madame Strakosh), Gerald Mohr (Branca), Frank Faylen (Keeney), Mittie Lawrence (Emma), Gertrude Flynn (Madame O'Malley), Penny Santon (Madame Meeker)

FUNNY GIRL - UMA RAPARIGA ENDIABRADA
Estreia em Portugal: 25/03/1969
Porto: 14/10/1969
FUNNY GIRL (1968)
DVD Columbia 2001
DVDTECA
DVD francês de 2001 com extras, os mesmos da edição original americana da Columbia. Featurettes: Barbra et le cinéma (Barbra in Movieland, no original) Portrait de Barbra Streisand (This Is Streisand), Les succès de Barbra Streisand.

FUNNY GIRL 1964
Original Broadway Cast 1964
CD Angel Records 1992
DISCOTECA

FUNNY GIRL (1968)
Original Soundtrack Recording
CD CBS
DISCOTECA

6.5.26

Terms of Enearment (James L. Brooks, 1983)

Fazem falta hoje no cinema americano talentos como James L. Brooks ou Nancy Meyers. Fizeram dramas e comédias com diálogos e atores impagáveis. Nem nas tão celebradas séries de hoje se encontra este nível de escrita e interpretação. Que boa ideia a reposição do filme nas salas de cinema. Paris 09.2022 Le Champo 4/5
Este filme marcou os anos 80. Uma comédia dramática sobre a relação problemática entre mãe e filha (Shirley MacLaine e Debra Winger), tendo esta desenvolvido um cancro fatal. Entre ligeireza e gravidade, James L. Brooks consegue encontrar o tom justo para contar esta história de Larry McMurtry. Mas o filme é sobretudo um show dos atores. Shirley MacLaine e Jack Nicholson receberam o Oscar e o Golden Globe. Debra Winger, nomeada para vários prémios, também é excecional. James L. Brooks, na sua estreia na realização, venceu quase tudo o que havia a vencer, pois ele escreveu, realizou e produziu o filme. Com base nestas três funções acabou por receber três Oscars e dois Golden Globes. A edição em DVD do filme traz um bom comentário áudio por James L. Brooks. Muito bom filme VC 08.2016 DVDTECA 4/5

27.4.26

Judy (Rupert Goold, 2019)

Estreia nos EUA:
Estreia em Portugal: 10 10 2019
DP: Outsider Films

Judy é um retrato comovente de Judy Garland. Rupert Goold, diretor de teatro, adapta para cinema (com argumento de Tom Edge) a peça de teatro End of the Rainbow (Peter Quilter) e permite a Renée Zellweger (que recebeu o Golden Globe, o Oscar e o BAFTA) brilhar como nunca no papel da grande entertainer americana. Com Rufus Sewell, Finn Wittrock, Michael Gambon, Jessie Buckley, Bella Ramsey, John Dagleish. Produção da Pathé, BBC Films, Calamity Films e BFI. Paris 2020 Les Halles 3,5/5

17.4.26

Misery (Rob Reiner, 1991)

 
REAL Rob Reiner ARG William Goldman, baseado em Stephen King ELENCO James Caan, Kathy Bates Richard Farnsworth EST 29.11.1990 (US) 24.05.1991 (Portugal) VISTO Paris 13.01.2026 Filmothèque QL
PALMARÉS Kathy Bates ganhou o Oscar e o Golden Globe

12.4.26

Annie Hall (Woody Allen, 1977)

Programa da recente reposição na Filmthèque QL
ANNIE HALL (1977) é um dos grandes filmes de Woody Allen, o primeiro que o coloca no panteão das suas grandes referências, como Fellini e Bergman. Homenagem ao cinema destes dois mestres, por meio do tema, caro a Bergman, do casal em crise, e através da narrativa fragmentada e centrada no próprio sujeito do discurso, como acontecia em Oito e Meio de Fellini. Apesar destas referências óbvias, Woody Allen faz um filme muito original no contexto do cinema americano dos 70s, já de si inovador. E claro, Diane Keaton teve aqui o papel da sua vida, tenho recebido todos os prémios que podia receber (Oscar, BAFTA, NY Film Critics, entre outros). Paris 01.2018 Filmothèque du Quartier Latin 5/5

1.4.26

Kramer Vs. Kramer (Robert Benton, 1979)

KRAMER VS KRAMER (1979)
Uma das boas e mais fortes memórias da minha adolescência, Kramer contra Kramer tem os dois atores que eu mais admirava na altura, Dustin Hoffman e Meryl Streep, ambos galardoados com o óscar por este filme (respetivamente Best Actor e Best Actress in a Supporting Role). Um homem e uma mulher lutam pela guarda do filho menor (diz-nos o título), mas em primeiro plano estão os sentimentos complexos de ser mãe e de ser pai; é um dos melhores que conheço sobre a paternidade. Recebeu o óscar de melhor filme, melhor realizador e argumento (ambos para Benton) e o Golden Globe para melhor filme e melhor argumento. Muito bom. Paris 03.2017 Christine 4/5
ESTREIA 21.03.1980 (Portugal)
PALMARÉS
OSCAR 5 prémios: Filme, Realizador, Argumento, Ator (Dustin Hoffman), Atriz secundária (Meryl Streep). 9 nomeações, inc. Atriz secundária, Ator secundário, Foto, Montagem. GOLDEN GLOBE 4 prémios: Filme, Argumento, Ator, Atriz. NBR Top Ten Films, Atriz (Meryl Streep)
Coleção Jorge Tomé Santos
Programa de sala (Cinema 222)

30.6.20

Murder on th Orient Express (Sidney Lumet, 1974)

MURDER ON THE ORIENT EXPRESS (1974)
Penso que já não tenho muita paciência para mistérios criminais à la Agatha Christie: nem no cinema eles suscitam entusiasmo. Murder on the Orient Express (1974) reúne um cast impressionante para uma trama apenas engenhosa. Ingrid Bergman recebeu o Oscar e o Golden Globe de melhor atriz coadjuvante. John Gielgud recebeu o Golden Globe. Albert Finney foi nomeado ao Oscar, assim como o argumento e o Score (de Richard Rodney Bennett). Foi nomeado para Best Film nos BAFTA. Paris 07.2015 Cinémathèque 3/5

9.3.18

I, Tonya (Craig Gillespie 2017)

O mais interessante deste filme é o retrato da América que nos propõe, através de um fait divers do mundo da patinagem artística. Tonya foi campeã americana (e olímpica) daquela modalidade, mas a sua carreira acabou quando foi acusada de ter atacado uma concorrente. Mas Tonya vem de uma classe social que é barrada, por vezes de forma simbólica e subtil, no acesso à elite da patinagem artística. As marcas da sua origem social estão no seu corpo e no seu gosto estético, assim como em outros aspectos da sua vida privada, e a consciência do preconceito social de que essa origem é alvo, espicaça (no duplo sentido de estimular e torturar) todo o tempo a protagonista. Recebeu o Oscar e o Golden Globe para melhor atriz secundária. Paris 3/5

9.3.17

The Three Faces of Eve (Nunnally Johnson, 1957)

Este deve ter sido um projeto bem pessoal de Nunnally Johnson, que produziu, escreveu e realizou o filme. Ou talvez não, já que Johnson era um argumentista e produtor consagrado desde os anos 30, e realizou alguns (poucos) filmes na década de 50. No final desses anos, Hollywood procurou realizar projetos marcados pelo realismo, por vezes devedores do mundo da televisão. Neste filme, baseado numa história real dos anais da psiquiatria, uma mulher assume várias personalidades, boa e más, e é tratada por psiquiatras até ser curada. A Eve White é a boa dona de casa, recatada, boa esposa e boa mãe; a Eve Black despreza a boa Eve e vive para a farra. Pode ter sido um caso clínico marcante que até virou filme, mas diz-nos mais sobre o papel da mulher na sociedade do que muitos biopics. Joanne Woodward ganhou o óscar para melhor atriz, um prémio mais do que merecido. Paris 2,5/5

24.2.17

Fences (Denzel Washington, 2016)

Este filme tem origem teatral e isso nota-se: diálogos e mais diálogos, um protagonista verborraico (e irritante), cenas de interior ou filmadas como se assim fossem. August Wilson adaptou a sua própria peça, premiada com um Pulitzer, sobre uma família negra nos anos 50. O filme foi nomeado para quatro óscares: Best Picture, Best Actor (Denzel Washington), Best Supporting Actress (Viola Davis ganhou o óscar) e Best Adapted Screenplay. Paris 2017: 2,5/5