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6.5.26

The Bostonians (James Ivory, 1984)

REAL James Ivory ELENCO Vanessa Redgrave, Christopher Reeve, Jessica Tandy VISTO TV 1987





As Mulheres de Boston / The Bostonians (
1984)

VC TV 1987



29.4.26

A Partilha (Daniel Filho, 2001)

Depois de tantas comédias brasileiras espalhafatosas e com pouco interesse que vi recentemente, foi com receio que me pus a ver A Partilha que, precisamente há 20 anos, estreou no Brasil e teve muito sucesso, quase 1,5 milhão de espectadores nas salas. O filme é uma comédia dramática bem interessante e sublimada pelo quarteto de atrizes da Globo, encabeçado por Glória Pires, e o bom texto é na origem uma peça teatral de Miguel Falabella. A música é de Nelson Motta e Ed Motta (nomeada ao Guarani) e as atrizes são Glória Pires (venceu o Guarani e foi nomeada ao Grande Otelo), Andrea Beltrão (nomeada ao Grande Otelo), Lília Cabral e Paloma Duarte. Elas são irmãs e reencontram-se para fazer a partilha dos bens que a mãe lhes deixou. Previsivelmente há muitas brigas, reconciliações, risos e lágrimas. Um condensado da vida. Melun 2021 TV 3,5/5

28.4.26

Índia, a filha do sol (Fábio Barreto 1982)

O longa de estreia de Fábio Barreto é um belo filme sobre o amor de uma índia (Glória Pires) por um cabo do exército (Nuno Leal Maia) no interior de Goiás. O cabo aparece para resolver um problema num garimpo de pedras preciosas e atrai uma jovem índia para lhe fazer companhia, mas a natureza e intenções do homem cedo se revelam. Filme que oscila entre a doçura da música de Caetano Veloso "Luz do sol" e da protagonista, as paisagens exuberantes, e a violência do militar. O filme é baseado num conto de Bernardo Élis. Muito bom. Melun, janeiro de 2021 TV 3,5/5

Crô em Família (Cininha de Paula, 2018)

Crô é rico e tem uma escola de etiqueta. Mas um dia desembarca na sua mansão a família de que ele ignorava a existência. Tudo indica que é uma falsa família, que decidiu expoliá-lo. Mas vai ser difícil abrir os olhos de Crô. De Cininha da Paula. Com Marcelo Serrado, Tonico Pereira e Arlete Salles. Melun 11.2020 TV 1,5/5

Menino do Rio (Antônio Calmon, 1982)

Este filme capta como poucos uma época e uma cidade num determinado momento da sua história. O menino do Rio foi primeiro uma canção de Caetano Veloso, projetada para a eternidade na voz de Baby Consuelo, consagrada na abertura da novela Água Viva... Uma canção e um filme que transmitem uma atmosfera e mesmo qualidades sensoriais, a maresia, o calor, e o ritmo lento da juventude que se dedica ao surf e à asa delta nas praias do Rio. O filme parece um filme hippie fora de época, com rapazes e moças de cabelos longos, em encontros na praia ou nas casas de praia, mas esta atmosfera despreocupada esconde os problemas familiares dos dois amigos protagonistas, marcados pela ausência dos pais. Um deles ficou sem família, o outro nunca vê a sua. Os laços entre o jovem rico, que vive numa vivenda na praia, e o jovem pobre, sem casa, estreitam-se e eternizam-se quando um tenta salvar o outro no mar, morrendo na tentativa. O filme parece inócuo como A Lagoa Azul, filme da mesma altura, mas a sua história reserva boas surpresas. Foi um grande sucesso de público e marcou uma geração. Podia tê-lo visto na minha juventude se eu fosse brasileiro, mas assim não aconteceu. Foi bom ter descoberto o filme agora. Melun 2020 (3,5/5)

Menino do Rio (Antônio Calmon, 1982), produzido por Embrafilme, Filmes do Triângulo, Luiz Carlos Barreto Produções Cinematográficas (Lucy e Luiz Carlos Barreto), argumento de André De Biase e Tonico De Biase, roteiro de Antonio Calmon e Bruno Barreto, com André De Biase e Cláudia Magno, Claudia Ohana, fotografia de Carlos Egberto, música de Guto Graça Mello, canções de Guilherme Arantes, Lulu Santos e Nelson Motta (letras).  

Trilha sonora do filme1.De Repente, California (Lulu Santos e Nelson Motta), por Ricardo Graça Mello 2.We Got the Beat (Charlotte Caffey), por The Go-Go's (as Go. Go's) 3.Tesouros da Juventude (Lulu Santos e Nelson Motta), por Lulu Santos 4.Corpos de Verão (Guilherme Arantes e Nelson Motta), por Bebel Gilberto (as Bebel)  5.Perdidos na Selva (Julio Barroso), por Gang 90 & Absurdettes 6. Garota Dourada (Wander Taffo, Nelson Motta e Lee Marcucci), por Rádio Táxi 7.Sob o Azul do Mar (Guilherme Arantes e Nelson Motta), por Ricardo Graça Mello  8.Our Lips are Sealed (Jane Wiedlin e T. Hall), por The Go-Go's (as Go. Go's)  9.Turbilhão de Emoções (Guto Graça Mello), por Guto Graça Mello.

Menino Do Rio - Trilha Sonora Original Do Filme (1981)
LP Vinil CBS 1981
DISCOTECA

Chuvas de Verão (Carlos Diegues, 1978)


Desde que vi este filme pela primeira vez na televisão que me impressionou a abordagem delicada da solidão e do amor na velhice. Temas raros no cinema na altura da estreia do filme. Há momentos pouco interessantes mas também há cenas soberbas neste filme protagonizado por Joffre Soares que começa uma nova vida no dia em que se aposenta. Como sempre, adorei ver os atores (Cristina Aché, Daniel Filho, Jofre Soares, Paulo Cesar Pereio, Marieta Severo, Miriam Pires) assim como ouvir a excelente música popular brasileira que tem um papel importante na vida das gentes simples. Melun 2020 TV 4/5

A Dama do Lotação (Neville d'Almeida, 1978)


Este filme, ou melhor, a fama e as imagens que conhecia dele, habitaram os meus sonhos de adolescente, muito por causa de Sônia Braga. Mas só agora, graças à internet, pude vê-lo. Sónia, em sensualidade só tinha concorrência nas italianas peitudas dos anos 70. Mas a vantagem vai para a brasileira, que tem um papel mais emancipado que as italianas, presas do machismo latino. Sónia é Solange, uma moça que casa virgem com um homem que conhece desde a infância, mas a quem ela recusa dar-se. O marido estupra-a e ela, para ultrapassar a frigidez e salvar o casamento, dá-se a dezenas de homens, entre os quais os únicos confidentes do seu marido (o pai e o seu melhor amigo). O marido, quando descobre que é traído (e traídos são cada um dos amantes-de-um-dia de Solange), arrisca virar um serial killer para salvar a sua honra. Desiste na hora. Decide morrer. Uma história destas só podia sair da máquina do grande Nelson Rodrigues, que assinou filmes fundamentais da década de 1970. Não conheço melhores comédias eróticas do que as brasileiras destes anos. São as que vão mais longe na representação quase explícita do sexo. Além disso, contam com grandes argumentistas como Rodrigues, com os melhores atores da época e com música de luxo. Neste filme, Caetano Veloso assina a trilha e o tema principal, Pecado Original. TV 2017: 4/5

Eu Te Amo Renato (Fabiano Cafure, 2012)

Um filme independente, de baixíssimo custo, com qualidades técnicas evidentes, mas com problemas de narrativa também evidentes. O filme é uma homenagem à música de Renato Russo, com muitas das suas canções ilustrando as cenas de amor do trio Ingrid Conte, Vinicius Moulin e Felippe Vaz. Essa relação a três, mas também entre os rapazes e entre a rapariga e cada um deles, ocupa grande parte do filme, em interiores e também nas belas paisagens da cidade história de Valença, interior do Rio. Vale apenas como homenagem a Renato. Uma declaração de amor que nunca mais acaba... Melun 04.2020 TV (2/5)

26.4.26

Jeca Contra o Capeta (Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner, 1975)

Uma comédia tardia de Mazzaropi sem o charme dos primeiros filmes. Mazzaropi é o caipira incorruptível (não cede ao dinheiro nem à luxúria), com absoluta confiança em Deus, guiado pelo (bom) senso comum. De comédia já pouco tem este filme tardio, mas todos os filmes de Mazzaropi tiveram bilheteiras históricas. Por que ao ver Jeca contra o Capeta não consigo deixar de pensar no Brasil de hoje, que defende esses valores do famoso caipira contra todos os outros? Assustador. Melun 04.2020 (2,5/5)
Jeca Contra o Capeta (Amácio Mazzaropi e Pio Zamuner, 1975), PAM Filmes, roteiro de Amácio Mazzaropi, Gentil Rodrigues e Pio Zamuner, com Amácio Mazzaropi, Roberto Pirillo, Geny Prado, Néa Simões, Leonor Navarro e Rose Garcia, música de Hector Lagna Fietta.

O Fuzileiro do Amor (Eurípedes Ramos, 1956)


Mazzaropi, o caipira, faz-se recruta para fuzileiro naval por amor, para poder casar com a namorada, cujo pai é fuzileiro e exige que o futuro genro também o seja. Mas Mazaroppi tem um irmão gémeo por perto, com a patente de sargento. Não vão faltar as peripécias do costume, previsíveis, mas muito cómicas. Melun 04.2020 (3/5)
O Fuzileiro do Amor (Eurípedes Ramos, 1956), roteiro de Victor Lima, produção de Oswaldo Massaini (Cinedistri), produtores associados: Alipio Ramos e Eurípedes Ramos, com Mazzaropi e Theresa Amayo, Roberto Duval, Pedro Dias, Gilberto Martinho, Wilson Grey, Agildo Ribeiro, música de Radamés Gnatalli.


Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959)

O cangaço é o western brasileiro e alguns dos filmes brasileiros mais aclamados de sempre, os de Glauber Rocha precisamente, abordam essa realidade do sertão seco e violento. Mas os Três Cangaceiros são uma paródia desse universo, como se os irmãos Marx desembarcassem no sertão brasileiro. Ankito, Grande Otelo e Ronald Golias são os fantásticos trapalhões que levam tudo à frente. Em público são medrosos e fogem dos cangaceiros, disfarçam-se de onças para combateram esses bandidos e chegam a passar-se por eles e quase são linchados. As trapalhices não têm fim. Mas é sobretudo pelos comediantes que se vê hoje com prazer esta comédia tosca, feita com meios de produção mínimos. Melun 2020 (3/5) 

Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959), produção de Herbert Richers, roteiro de Victor Lima, com Ankito, Ronald Golias, Grande Otelo, Neyde Aparecida, Atila Iório, Carlos Tovar.

Cala a boca, Etelvina (Eurípedes Ramos, 1959)

Chanchada deliciosa que deve tudo aos atores, sobretudo a Dercy Gonçalves, que é Etelvina, uma empregada doméstica promovida a patroa durante alguns dias. Uma comédia de enganos que gera as situações mais engraçadas, adaptada de uma peça de Armando Gonzaga. No Brasil este tipo de comédias, as chanchadas, tinham sempre vários números musicais, que hoje são preciosos documentos dos grande artistas da época. Neste filme vemos Emilinha Borba, Nelson Gonçalves e Jackson do Pandeiro, só para nomear nomes maiores ainda hoje. Melun 2020   3/5 

Cala a boca, Etelvina (Eurípedes Ramos, 1959), chanchada, produção de Oswaldo Massaini, roteiro de Eurípedes Ramos e Victor Lima, adaptado da peça teatral de Armando Gonzaga, realizado por Eurípedes Ramos e Hélio Barroso (cenas musicais), com Dercy Gonçalves (Etelvina), Humberto Catalano (Libório), Manoel Vieira (Macário), Otelo Zeloni (Paquito), Zezé Macedo (Pancrácia), Paulo Goulart (Adelino), filme da produtora e distribuidora Cinedistri, música original de Radamés Gnatalli, números musicais de Emilinha Borba ("Cachito", de Consuelo Velasquez), Nelson Gonçalves ("Atiraste uma Pedra", de Herivelto Martins), Os Golden Boys ("Meu Romance com Laura", de Jayro Aguiar), Jackson do Pandeiro ("Fantasia Nordestina", de Humberto Ferreira e Luiz Gonzaga) e Sílvio Mazzuca ("Tequila", de Chirck Rio), coreografia de Helba Nogueira.

Assalto ao Banco Central (Marcos Paulo, 2011)

Assalto ao Banco Central inspira-se no assalto ao Banco do Brasil em Fortaleza, um dos maiores assaltos a bancos do sempre. O elenco é um who's who dos atores masculinos nos últimos anos (Eriberto Leão, Milhem Cortaz, Lima Duarte, Gero Camilo, Cássio Gabus Mendes, Milton Gonçalves, Tonico Pereira, Vinícius de Oliveira e Antônio Abujamra). Apenas duas atrizes têm um certo destaque: Hermila Guedes e Giulia Gam. Para além dos atores há pouco mais a elogiar neste filme que se esquece facilmente. Melun, novembro de 2020 TV 2/5

Floradas na Serra (Luciano Salce, 1954)

  

Floradas na Serra é protagonizado por Cacilda Becker, uma diva do teatro brasileiro que eu nunca vira antes (que eu me lembre). É acompanhada por Jardel Filho, Ilka Soares, Silvia Fernanda Ilka Soares, Gilda Nery, e John Herbert. O filme adapta o romance homônimo de Dinah Silveira de Queiroz, escritora já célebre à época. O filme é sobre os amores da personagem de Cacilda Becker, que está gravemente atingida pela doença, e no sanatório onde se recupera conhece um por quem se apaixona. Um dos mais belos e elegantes dramas do cinema brasileiro. Melun 2021 TV 4/5

23.4.26

High Hopes (Mike Leigh, 1988)

HIGH HOPES (1988)
REALIZADOR Mike Leigh ARGUMENTO Mike Leigh PRODUÇÃO Victor Glynn, Simon Channing-Williams ELENCO Philip Davis, Ruth Sheen, Edna Dore, Philip Jackson, Heather Tobias, Lesley Manville, David Bamber FOTO Roger Pratt MÚSICA Andrew Dickson ESTREIA 24.09.1988 (UK) 24.06.1994 GRANDES AMBIÇÕES (Portugal) VISTO TV 1995 & Paris 27.03.2025 Cinémathèque NOTA 4/5 
PALMARÉS European Film Awards: Atriz (Ruth Sheen), Compositor (Andrew Dickson) Atriz (Edna Doré), nomeado a Melhor Filme. Independent Spirit Awards (USA): Nomeado para Melhor Filme Festival de VENEZA: Prémio FIPRESCI (Mike Leigh)

19.4.26

Enid (James Hawes, 2009)

ENID (2009)
Enid Blyton é uma das escritoras mais marcantes do último século. Criou Noddy e The Famous Five, entre outras histórias para crianças e jovens, que ainda hoje são muito lidas. Escreveu mais de 700 livros e foi injustamente acusada de ter uma equipa de ghost writers que escrevia por ela. Vendeu até hoje mais de 600 milhões de livros. Mas através deste biopic, Enid, feito para a cadeia televisiva BBC Four, fiquei a saber que como ser humano era quase desprezível. E não falo das acusações que lhe foram feitas de ter sido racista, sexista e homófoba, mas da atitude que teve em relação aos pais, aos irmãos, às filhas e ao seu primeiro marido. Ignorou-os, afastou-os da sua convivência e, particularmente, destruiu a relação entre as filhas e o pai delas. Pude confirmar através de um documentário que nada disto foi inventado neste biopic dramático. Soberana no papel de Enid temos Helena Bonham Carter, que recebeu o Emmy e foi nomeada ao Bafta, e ainda Matthew Macfadyen, Kenneth Darrell Waters, Denis Lawson. O realizador James Hawes foi nomeado ao Bafta (TV). Melun 06.2020 (2/5)

13.4.26

Days of Being Wild (Wong Kar-wai, 1990)






REAL. ARG Wong Kar-Wai FOTO Christopher Doyle ELENCO Leslie Cheung, Carina Lau, Maggie Cheung, Andy Lau, Rebecca Pan, Tony Leung ESTREIA 15.12.1990 (Hong-Kong) 6.03.1996 Nos Années Sauvages (França)  Leopardo 27/05/2021 DIAS SELVAGENS (Portugal) VISTO VC 2001 TV, Paris 2013 Le Champo, Paris 13.04.2026 Christine NT 4/5

12.4.26

La Maman et la Putain (Jean Eustache, 1973)

TÍTULO: La Maman et la Putain (1973) REALIZAÇÃO: Jean EUSTACHE ARGUMENTO: Jean Eustache PRODUÇÃO: Elite Films, Ciné Qua Non, Les Films du Losange, Simar Films, V.M. Productions ESTREIA: 17.05.1973 (França) 8.06.2022 (França, reprise) ELENCO: Jean-Pierre Léaud (Alexandre), Bernadette Lafont (Marie), Françoise Lebrun (Veronika Osterwald) PRÉMIOS: Cannes Grand Prix du Jury VISTO: Vila do Conde 2004 TV     NOTA: 5/5

The Secret of My Success (Herbert Ross, 1987)

Esta comédia típica dos 80s está mais perto do pior do que do melhor cinema que essa década nos deu. Foi um enorme sucesso na estreia, mas hoje sobram os tiques e a horrível música que pontua a ascensão do jovem Brantley. A única coisa boa neste filme é a presença de Michael J. Fox no papel de um jovem recém-licenciado do Texas que chega a Nova Iorque para conquistar um lugar ao sol. TV 12.2014 2/5

7.4.26

Meatballs (Ivan Reitman, 1979)

Um verão num campo de férias. Bill Murray é o animador principal e faz toda a diferença e valor deste filme. É a estreia do Bill Murray que conhecemos de outros filmes posteriores como Ghostbusters, o mesmo humor delirante e completamente incorreto. Foi um sucesso comercial sem precedentes do cinema canadiano. Melun 01.2021 TV 2,5/5