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31.7.26

Minha Mãe é uma Peça 2 (César Rodrigues, 2016)

 

REALIZADOR: César Rodrigues ARGUMENTO: Paulo Gustavo e Fil Braz, baseado num peça de teatro PRODUÇÃO: Iafa Britz // Midgal Filmes, Downtown Filmes, Universal Pictures, Paramount Pictures e Globo Filmes ELENCO: Paulo Gustavo, Mariana Xavier, Rodrigo Pandolfo, Herson Capri, Alexandra Richter, Samantha Schmütz, Suely Franco e Patrícya Travassos ESTREIA: 22.12.2016 (Brasil) VISTO: VC 25.12.2024 Globo

21.7.26

O Amor no Divã (Alexandre Reinecke, 2016)

Na origem, uma peça teatral: Terapia de casal, de Juliana Rosenthal. Dois casais atravessam uma crise conjugal, sendo que a mulher mais velha (Zezé Polessa) é terapeuta do casal jovem. Este idealiza a relação da terapeuta e do marido e imagina-os como um exemplo para a sua própria relação. O filme é uma transposição sem chama da peça de Rosenthal. O melhor é mesmo apreciar o quarteto de atores: Fernanda Paes Leme, Paulinho Vilhena, Zezé Polessa e Daniel Dantas. Vila do Conde 2020 Netflix 2/5

Animal Político (Tião, 2016)

REAL.ARG Tião ELENCO Elisa Heidrich, Victor Laet, Isabel Novaes PROD Leonardo Lacca ESTREIA 2.02.2016 (F. Roterdão) 8.06.2017 (Brasil)

EXIBIÇÃO
Porto, cinema Trindade 23.10.20, 18h Ciclo É Tudo Brasil!

19.7.26

Um Namorado para Minha Mulher (Julia Rezende, 2016)

Uma realizadora (Julia Rezende) e uma atriz (Ingrid Guimarães) habituadas ao sucesso resolveram fazer um remake de um filme argentino de grande sucesso (Un novio para mi mujer, 2008). O filme atraiu muita gente às salas mas muito menos do que as comédias brasileiras originais. De facto, o filme argentino é um pouco melhor do que o remake brasileiro. Divertido mas logo se esquece. Melun 03.2021 TV 2/5

8.7.26

Os Dez Mandamentos - O Filme (Alexandre Avancini, 2016)

Os Dez Mandamentos foi um fenómeno social e cultural desde que estreou nas salas brasileiras. Presos viram pela primeira vez cinema na grande tela desde que entraram para a prisão e grupos, de freiras por exemplo, foram ao cinema a título excecional. Tudo para ver um filme que resume em duas horas uma novela de enorme sucesso da Record. Foi certamente neste canal que vi as reportagens sobre este fenómeno, que é tudo menos cinematográfico. Os Dez Mandamentos - O Filme é de facto um produto televisivo, sucedâneo da novela homônima, tendo herdado desta os seus clichês estéticos. Como ponto a favor a agilidade narrativa, que capta a nossa atenção sem quebras. Brasil, novembro 2017 Salvador 2/5

6.7.26

Elis (Hugo Prata, 2016)

Elis abriu o 19° Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Não admira, trata-se de um filme que consagra não só uma grande cantora brasileira mas um mito nacional. Os momentos essenciais da carreira e da vida de Elis Regina estão no filme (mas... e a colaboração extraordinária com Tom Jobim?) e os atores principais (Andreia Horta, Caco Ciocler, Gustavo Machado) asseguram grande credibilidade às cenas. No entanto, Elis é um biopic preguiçoso, escolar, que cumpre o que se espera deste género, mas nada oferece de relevante em termos cinematográficos. Digamos que é um notável cartão de visita do cinema mainstream e industrial brasileiro. Paris 2017 Arlequin 3/5

A Cidade onde Envelheço (Marília Rocha, 2016)

 
Francisca, uma jovem portuguesa a viver em Belo Horizonte há um ano, recebe a visita de uma amiga portuguesa, Teresa. Esta descobre a cidade maravilhada, aquela sente cada vez mais saudades de Lisboa. Vamos conhecendo BH e os mineiros através das relações que cada uma das jovens estabelece. No início há uma estranha tensão entre as amigas, pois a solitária Francisca não encara bem dividir a casa com a amiga por um tempo indeterminado. Cada uma tem os seus próprios amigos, mas com o tempo elas aproximam-se e acabam por desenvolver uma amizade mais forte do que antes. Porto, outubro 2020 cinema Trindade 3,5/5

4.7.26

Era o Hotel Cambridge (Eliane Caffé, 2016)

 
Um prédio de São Paulo ocupado por brasileiros e estrangeiros sem teto; estes lutam contra a ordem de despejo recentemente estabelecida pela justiça. Um filme muito original, por vezes sublime (aquela senhora a cantar uma ranchera através do Sype...), muitas vezes surpreendente. Descobri uma excelente realizadora. Paris 11.2017 FCBP 3,5/5

24.5.26

Mãe Só Há Uma (Anna Muylaert, 2016)

Mãe Só Há Uma, certo, mas para Pierre, adolescente que fica a saber que foi roubado em bebé à sua família biológica, as coisas não são assim tão claras. De uma família a outra (título francês), de Pierre a Filipe, de rapaz (com as unhas pintadas de azul) a rapariga (veste-se com roupa feminina), a identidade do rapaz não sabe onde estacionar. Mais um bom filme de Anna Muylaert, que também escreveu o argumento. Paris 2016 Le Brady 4/5

1.5.26

O Ninho (Reolon e Matzembacher, 2016)

O NINHO (TV, 2016)
O Ninho é a segunda obra da dupla Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, que no ano passado assinou o bom filme Beira-mar. Na verdade, O Ninho é uma série televisiva em 4 épisodios. Foi exibida na abertura do Festival do Marais. A história passa-se no sul do Brasil, durante o inverno (tal como Beira-Mar). Um soldado chega a Porto Alegre à procura do irmão, que abandonou a família na adolescência. Não o encontra, mas conhece um grupo de gays que passa a ser a sua família. Um dos melhores filmes brasileiros de 2016. Paris 11.2016 Luminor 3/5

Amores Urbanos (Vera Egito, 2016)


Amores urbanos, estreia na realização de Vera Egito, mostra-nos um Brasil pouco visto no cinema. Os protagonistas são três amigos, jovens adultos, que levam uma vida independente dos pais, entre os quais uma lésbica e um gay assumidos. A jovem quer viver a sua vida afetiva às claras forçando as namoradas a um compromisso semelhante. O rapaz gay, pelo contrário, não quer comprometer-se com nenhum dos namorados. A grande amiga de ambos, enganada pelo namorado (estava noivo de outra), encontra-se numa encruzilhada sentimental e profissional. Quase não há cenas no exterior dos seus apartamentos e grande parte das cenas consiste em conversas. Uma primeira obra que promete muito. Paris 11.2017 3/5

29.4.26

Tô Ryca! (Pedro Antonio, 2016)

Para herdar uma fortuna caída do céu, uma jovem favelada e desbocada tem de passar por uma prova difícil: torrar muitos milhões em poucos dias em serviços, não em bens. Fácil no início, impossível depois. Onde é que já vimos isto? Mas a protagonista é um achado, o filme resulta porque Samantha Schmütz tem um talento cómico evidente. Por onde anda Samantha? Melun 2020 (2,5/5) 

Tô Ryca! (Pedro Antonio, 2016), produzido por Paulo Boccato e pela Telecine e Paramount, com Samantha Schmütz, Katiuscia Canoro, Marcus Majella, Fabiana Karla e Marília Pêra. Grande sucesso: mais de 1 milhão de espectadores.

Rogério Duarte, o Tropikaoslista (José Walter Lima, 2016)

Rogério Duarte, o Tropikaoslista
(José Walter Lima, 2016)
 
Um bom retrato do tropicalista Rogério Duarte, de que conhecia pouca coisa (as capas de discos que ele desenhou e/ou concebeu). Paris 11.2017 L'Arlequin 3/5

Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016)

Documentário de Beto Brant e
Camila Pitanga

Paris 30.03.24 Arlequin FCBP 4/5

28.4.26

Aquarius (Kleber Mendonça Filho, 2016)

Aquarius é o meu filme preferido de 2016. Sónia Braga (no seu melhor desempenho no cinema) é Clara e vive pacificamente a sua reforma no seu apartamento com vista para o mar de Recife. Mas o seu prédio vai ser demolido, Clara torna-se o único inquilino e vai oferecer resistência e luta à especulação imobiliária. É um filme de personagem, em que esta anima o curso dos acontecimentos. Gosto desse tipo de filmes. E Aquarius é excelente ao dar todo o espaço e protagonismo a Clara, que foi crítica musical nos gloriosos e também combativos anos 70. Paris, outubro de 2017 Luminor 5/5

Danado de Bom (Beby Brennand, 2016)

Documentário de Beby Brennand

Danado de Bom. As Músicas e as Histórias de João Silva (2016). Documentário de Beby Brennand, e um excelente retrato de João Silva, prolífico músico de Pernambuco, um autêntico génio do nordeste, que escreveu cerca de 3000 canções. Paris 4/5

26.4.26

Elis (Hugo Prata, 2016)

Elis (Hugo Prata, 2016)

Elis abriu o 19° Festival de Cinema Brasileiro de Paris. Não admira, trata-se de um filme que consagra não só uma grande cantora brasileira mas um mito nacional. Os momentos essenciais da carreira e da vida de Elis Regina estão no filme (mas... e a colaboração extraordinária com Tom Jobim?) e os atores principais (Andreia Horta, Caco Ciocler, Gustavo Machado) asseguram grande credibilidade às cenas. No entanto, Elis é um biopic preguiçoso, escolar, que cumpre o que se espera deste género, mas nada oferece de relevante em termos cinematográficos. Digamos que é um notável cartão de visita do cinema mainstream e industrial brasileiro. Paris 2017 Arlequin 3/5