Miklós Jancsó na Cinémathèque
Costumo ir às sessões de cinema B da Cinemateca Francesa e geralmente tenho boas surpresas. Na verdade é o elemento surpresa que me atrai a essas sessões sempre tão concorridas. Como a Cinemateca está a apresentar uma retrospetiva de Miklós Jancsó, uma sessão dupla de cinema B foi-lhe dedicada. Mas foi uma grande desilusão. Quem me dera ter ido antes ver um velho clássico de Hollywood, mesmo de terceira categoria. La Pacifista (1970), protagonizado por Monica Vitti, é um dos piores filmes que conheço. Vizi privati, pubbliche virtù (1976), que passou por Cannes, é mais interessante. São bem filmes dos anos 70, de um realizador do Leste das ditaduras comunistas. Em ambos os filmes são encenados desafios desregrados aos poderes instituídos: no filme La Pacifista a democracia capitalista contemporânea é alvo de um belicoso grupo neo-fascista e em Vizi privati o império austro-húngaro é minado por dentro pela vida dissoluta do herdeiro do trono (que é morto a mando do próprio pai). La Pacifista: 1/5 & Vizi privati, pubbliche virtù: 2/5


