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21.7.26

Festa (Ugo Giorgetti, 1989)

Festa é descendente de À Espera de Godot. No primeiro andar de uma mansão decorre uma festa, que nunca vemos; no rés-do-chão três homens, dois jogadores de bilhar e um tocador de gaita esperam a sua vez de intervirem na festa, mas isso não acontece. À volta deles, garçons e criadas da casa andam de um lado para o outro, ocupados. Antonio Abujamra, Adriano Stuart e Jorge Mautner são os três à espera e nem direito a uma bebida têm. Têm o estatuto dos artistas, que trabalham quando são chamados, para distrair um público imprevisível que se tem de contentar a todo o custo. Inclusive pela arte e pelas habilidades que dominam. O filme mostra situações universais dos profissionais dependentes, mais ou menos humilhados. Mas o tédio não afeta só os personagens mas também os espectadores, como me aconteceu a mim por momentos. O elenco inclui ainda Otávio Augusto, Ney Latorraca, Patrícia Pillar e José Lewgoy. O filme foi o grande vencedor em Gramado (melhor filme, argumento e atores). Melun 2020 TV 3/5

9.7.26

O Baiano Fantasma (Denoy de Oliveira, 1984)

José Dumont, excelente, protagoniza uma história de favela, com a sua população na luta diária pela sobrevivência, incluindo aqueles que querem dar a volta por cima com esquemas fora da lei. O Brasil não parece ter mudado mesmo. Melun, março de 2021 TV 2,5/5

1.5.26

Mar de Rosas (Ana Carolina, 1977)

O primeiro filme de Ana Carolina foi festejado pelos prémios APCA, de São Paulo, que contemplou a própria realizadora, o ator (Hugo Carvana), a atriz (Norma Benguell) e coroou Mar de Rosas como o melhor filme do ano. É um road-movie à brasileira, com um casal em crise e a desfazer-se na estrada sob o olhar da filha (Cristina Pereira). A mulher fere gravemente o marido e foge com a filha. Uma boa primeira obra. Melun 2020 TV 3,5/5