Manila é um murro no estômago como foi em tempos (pelo menos para mim) Los Olvidados de Bunuel. É o retrato da miséria moral e material que engole as pessoas como um redemoinho irresistível e fatal. Um jovem da província vai para Manila em busca da namorada que foi atraída para a capital e acabou por desaparecer. Tanto ele como ela, separados na maior parte do filme, vão passar por um calvário que lhes assegura um sacrifício no final. Tudo é tão brutal neste filme, nesta realidade, que os recentes acontecimentos nas Filipinas não causam grande surpresa. Brocka realizou Manila em 1975, Mendoza realizou Ma'Rosa 40 anos depois, e entre os dois momentos nada parece ter mudado na sociedade filipina. Outro murro no estômago. Paris 12.2016 Le Champo 4,5/5

