Finalmente vi este filme tão famoso que deu numerosos prémios a Isabelle Adjani. Não gostei. Não é um mau filme, pois permite leituras interessantes sobre a natureza humana e mesmo sobre os regimes políticos que dominavam o leste europeu na altura. Mas é um filme excessivo e desagradável de se ver. Coitada da Adjani. O realizador estava a passar por um divórcio tumultuoso e problemas com a sua Polónia natal, não admira que tenha passado os seus fantasmas para este filme. E Adjani é o medium de todas essas perturbações. Um filme a (não) rever. Paris 092015 Le Grand Action 2.5/5
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2.8.26
31.7.26
L'Histoire d'Adèle H. (François Truffaut, 1975)
REAL François Truffaut ARG François Truffaut, Jean Gruault, Suzanne Schiffman ELENCO Isabelle Adjani, Bruce Robinson EST 19.09.1975 (F. Sebastian) 13.09.1977 (Portugal, Lisboa, slas São Jorge, Quarteto) 7.12.1977 (Portugal, Porto) V. PV 1994 TV? & Paris 2008 FQL
Coleção Jorge Tomé Santos
12.4.26
La Légende Adjani (Erwan Chuberre, 2010)
LA LÉGENDE ADJANI (2010)
Autor: Erwan Chuberre
BIBLIOTECA F
Erwan Chuberre é fã de Isabelle Adjani. Traça o percurso da atriz com admiração intensa e permanente. Tende a mostrar o melhor da atriz menos nos seus trabalhos menos conseguidos. Fica extasiado com o recorde de 5 Césars conquistados por Adjani e pelos Molières que também recebeu. Não é muito habitual o feito de Adjani, e é pouco conhecido fora da França, mas ela começou no teatro com um retumbante sucesso e foi logo convidada a ser pensionária da Comédie Française, a mais jovem de sempre! Mas foi desviada para o cinema por François Truffaut. Voltaria ao teatro muitos anos depois para o entusiasmo dos seus fãs e dos críticos. Esse regresso aos palcos deu-lhe os cobiçados Molière. Foi dirigida por Truffaut, Pinoteau, Nuytten (com quem se casou), Claude Miller, Chéreau, Zulawski, Becquer. Paris/Porto 07.2020 (3/5)
9.4.26
Quartet (James Ivory, 1981)
Uma surpresa este encontro de James Ivory com Isabelle Adjani, então no auge da fama e da beleza. Ela recebeu o prémio de melhor atriz no Festival de Cannes por este papel. Adjani é uma mulher jovem casada com um polaco dedicado a négócios obscuros de compra e venda de antiquidades. Ele vai preso e ela é convidada por um casal (Maggie Smith e Alan Bates) a instalar-se com eles enquanto o marido permanecer na prisão. Na verdade, Bates pretende torná-la sua amante, com a anuência da mulher. Um ménage à trois nos loucos anos 20 em Paris, com duas mulheres atormentadas que têm de partilhar um homem predador. O filme é a primeira adaptação ao cinema de uma obra de Jean Rhys. Paris 2.2020 Cinémathèque 3,5/5
27.3.26
Les Cahiers Adjani (Cyril Brody, 2025)
Les Cahiers Adjani (Cyril Brody, 2025)
Documentário, França, 2025 ESTREIA 28.06.2025 (F. La Rochelle) VISTO Paris 16.11.2025 Beaubourg Festival Chéris-Chéries 2/5
13.1.23
Walter HILL
SOUTHERN COMFORT (1981)
REALIZADOR Walter Hill ARGUMENTO Walter Hill, Michael Kane, David Giler MÚSICA Ry Cooder ELENCO Keith Carradine, Powers Boothe, Fred Ward ESTREIA 25.09.1981 (EUA) 22.10.1982 ESTADO DE GUERRA (Portugal) REPRISE 26.03.2025 (França) VISTO Paris 07.04.2025 FQL NOTA 3/5
DRIVER (1978)
Um filme de ação bem anos 70, onde os carros falam mais do que as personagens. Ryan O'Neal e sobretudo Adjani mal falam, mas como é fascinante olhar para eles... Melun 01.2023 Variétés 2.5/5
14.11.22
Mascarade (Nicolas Bedos, 2022)
EP Cinemundo 2/03/2023
Um jovem e uma jovem muito belos, que vivem à custa dos ricos a quem se encostam, resolvem unir-se e aplicar um golpe a essa elite confortável da French Riviera. A nata dos atores franceses (Adjani, Ninney, Cluset, Devos) dá brilho mas pouca consistência a um argumento que lembra filmes americanos de melhor memória. Paris 2022 Lyon-Bastille 3/5
4.9.22
Jean BECKER
L'ÉTÉ MEURTRIER (1983)
Como imaginar a adaptação de L’Été Meurtrier, o romance de Sébastien Japrisot, sem Isabelle Adjani? Ela engrandece o filme de Jean Becker de uma forma inimaginável. Sem qualquer sombra de over-acting, Adjani devora tudo e todos à sua volta com uma encarnação assombrosa. Poucas atrizes poderiam fazer o que ela faz já para não falar da sua beleza... Um filme que nunca deixará de ser visto graças a Adjani. PV 198?? & Melun 04.2021 TV 4,5/5
LES VOLETS VERTS (2022)
Um famoso ator fica a saber aos 65 anos que tem um coração gasto, que pode estar nas últimas. Fica irritável, angustiado, e sensível aos gestos de todos os que convivem com ele. O filme adapta um romance de Georges Simenon. Paris 09.2022 Lyon-Bastille 2/5
27.8.17
Elaine MAY
Philadelphia, Pennsylvania, US 1932
REALIZADORA: A New Leaf (1971) The Heartbreak Kid (1972 ) Mikey and Nicky (1976) Ishtar (1987)
ARGUMENTISTA: A New Leaf (1971) Such Good Friends (1971) Mikey and Nicky (1976) Heaven Can Wait (1978) Ishtar (1987) The Birdcage (1996) Primary Colors (1998)
3º MIKEY & NICKY (1976)
REALIZAÇÃO: Elaine May ARGUMENTO: Elaine May PRODUÇÃO: Michael Hausman // Castle Hill Productions ELENCO: Peter Falk, John Cassavetes, Ned Beatty MÚSICA: John Strauss ESTREIA: 21.12.1976 (EUA) VISTO: Paris 2006 Max Linder & Porto 29.12.2024 Cinema Batalha NOTA: 4/5
4º ISHTAR (1987)
Tal como nas comédias românticas, também nos buddy movies o mais importante é a química estabelecida entre o par central de intérpretes. Tratando-se de comédias, este facto torna-se ainda mais importante. Warren Beatty e Dustin Hoffman nunca convencem na pele de dois cantores medíocres que aceitam uma proposta de trabalhar em Marrocos, onde passam por diversas aventuras. Warren Beatty, por exemplo, não tem qualquer jeito para a comédia. E que dizer de Isabelle Adjani, a Garbo francesa, como dizem os americanos, aqui reduzida aos seus belos olhos? O filme não é totalmente falhado, pois há cenas e diálogos inspirados, mas sabem a pouco. Uma desilusão. VC 08.2017 3/5
13.1.16
Subway (Luc Besson, 1985)
Duas razões me levaram ao cinema para ver Subway: Isabelle Adjani, claro, e as imagens fortes do filme que a Première publicou nos anos 80, quando eu comprava e era fã da revista. E esses são os dois pontos fortes do filme (Adjani e a imagem). Mas o filme não aguentou o crivo do tempo: é datado e a estética de videoclipe, ou do look, é a grande responsável por isso. O pior talvez seja a música de Eric Serra, que usa e abusa daqueles teclados dos anos 80 (mas foi nomeada aos Césars e ganhou o prémio Victoire de la musique!). O melhor? O elenco é um who is who do cinema francês da época: Isabelle Adjani, Cristophe Lambert, Jean-Hughes Anglade, Jean Reno, Michel Galabru, Richard Boringher, Jean-Pierre Bacri, entre outros. Paris 2016 Le Desperado 2,5/5
23.11.15
Mortelle Randonée (Claude Miller, 1983)
Mortelle Randonée (Claude Miller, 1983)
Como este polar é original! Um detetive, afetado pela morte da filha há vinte anos atrás, persegue uma jovem que se revela ladra e assassina internacional, mas em vez de a denunciar, segue-a e protege-a sem nunca se apresentar a ela. O detetive (fabuloso Michel Serrault) age, hipnotizado, como se a fugitiva pudesse ser a sua filha. O papel da jovem mulher perturbada foi talhado para Isabelle Adjani. Paris 2015 Le Desperado 3,5/5
20.11.15
La reine Margot (Patrice Chéreau, 1994)
Este filme foi feito para Isabelle Adjani. Sem ela, eu não teria sequer revisto o filme, penso. E no entanto, entre algumas coisas menos boas (o histerismo do cinema de Chéreau e de muito do cinema francês), o filme apresenta algumas qualidades. Por exemplo, o tratamento realista e cru da sanguinária família real, que parece uma máfia dos filmes de Scorsese. E a música de Goran Bregovic, que exprime através de sonoridades orientais e ocidentais o confronto cultural e religioso de que trata o filme. O filme foi remasterizado em 2013, 20 anos depois da sua produção. Porto 1995 Casa das Artes & Paris 11.2015 Le Desperado 4/5
28.5.14
Jean-Paul RAPPENEAU
LA VIE EN CHÂTEAU (1965)
Esta é uma das minhas comédias preferidas do cinema francês. Não é uma comédia nouvelle vague (tipo Rohmer) nem popularucha (Fernandel), é um divertimento inteligente e popular com os atores em estado de graça. E ganhou o prestigiado Prix Louis Delluc em 1965. Só pela interpretação de Catherine Deneuve vale a pena ver o filme. Vi o filme em 1996 e voltei a vê-lo agora que foi reposto numa cópia restaurada, lançada nas salas, em DVD e em Blue-Ray.
Lisboa 1996 Instituto Francês de Lisboa & Paris 05.2014 Le Champo 4/5
TOUT FEU TOUT FLAMME (1982)
Poderia ser uma excelente comédia pois tem uma história, personagens e atores muito bons, mas ficou longe do potencial... Pena, pois Adjani estava no auge da beleza e do talento. Paris 12.2021 Cinémathèque 2,5/5
BELLES FAMILLES (2015)
Rappenau é um realizador francês que tem feito cinema popular de qualidade. Algo de comum no Estados Unidos mas mais raro em França. São dele, por exemplo, Cyrano de Bergerac (1989) ou O Hussardo sobre o Telhado (1996), mas talvez o seu melhor filme seja mesmo a obra de estreia, La Vie en chateau (1965), uma comédia passada num chateau, num palácio rural, com Catherine Deneuve. De certa forma, este oitavo filme retoma um pouco as origens pois tudo se passa com a venda problemática de um chateau em meio rural que abre feridas no seio da família que habitou essa propriedade. A trama até é interessante mas tudo é posto a perder com o tom histérico e brusco do jogo dos atores; apenas Mathieu Amalric consegue fugir a esse rumo imposto pelo argumento e pelo realizador. Uma desilusão. Paris 10.2015 Odeon: 2,5/5
Cyrano de Bergerac (1989) DVDTECA
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