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25.7.26

Tim Maia (Mauro Lima, 2014)

Os brasileiros mais uma vez acertaram. Fizeram um bom biopic (ou cinebiografia) de um dos músicos mais populares do Brasil, o rei do Soul brasileiro, que já dera um musical de grande sucesso. O melhor do filme é a interpretação de Tim Maia por Babu Santana, até refizeram os LPs mostrados no filme com a sua cara. O filme está a ser um sucesso de público e de crítica, mas a meu ver há melhores neste filão brasileiro dos biopics musicais. Há personagens desenvolvidas de forma desinteressante (Roberto Carlos, o amigo que faz de narrador). Mas também há piores como o último do consagrado Clint Eastwood. Bahia 2014 Lapa Center 3,5/5

18.7.26

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (Daniel Ribeiro, 2014)

 
É um dos melhores filmes brasileiros que vi nos últimos anos. Encontrou o tom justo para contar uma história de amizade e de amor entre adolescentes. E é um dos melhores filmes sobre a vida na escola, onde se passa boa parte do filme. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho é a longa-metragem de estreia de Daniel Ribeiro. Foi premiada no Festival de Berlim e estreou em vários países, incluindo França. O filme de Ribeiro recebeu o prémio da crítica (FIPRESCI) de melhor filme da mostra Panorama e o prémio Teddy de melhor filme com temática LGBT. Guilherme Lobo, Fabio Audi e Tess Amorim são os atores principais deste filme. Esta longa nasceu da curta-metragem Eu não Quero Voltar Sozinho, que obteve bastante êxito em festivais e na net. Salvador da Baía agosto de 2014 Espaço Itaú Glauber Rocha 4/5
Filme de Daniel Ribeiro

Superpai (Pedro Amorim, 2014)

Esperava bem mais deste filme, feito com jovens talentos da comédia brasileira. Mas o filme é muito americanizado para o meu gosto. O grande problema é o argumento, cheio de peripécias imbecis e diálogos sem graça nenhuma. Salvador, 11/2017 Shopping Barra 1/5

1.5.26

Sinfonia da Metrópole (Juliana Rojas, 2014)

Sinfonia da Metrópole (Juliana Rojas, 2014)
Que grande surpresa no cinema brasileiro! Uma comédia musical em que os protagonistas são coveiros no cemitério da Consolação, em São Paulo. Paris 12.2017 Cinemateca Francesa NOTA: 3,5/5

Boa Sorte (Carolina Jabor, 2014)



Boa Sorte é o primeiro filme de ficção de Carolina Jabor, pois antes tinha dirigido um documentário sobre o samba. Conta a história de amor entre dois jovens que estão internados numa clinica psiquiátrica. Se não fosse brasileiro, não teria qualquer interesse em ver este filme banal, realizado sem nervo e com desenvolvimentos no argumento mais que batidos. Mas foi bom reencontrar em boa forma Deborah Secco e Cassia Kis. Estreia no Brasil: 20/11/2014 Paris 2015 Arlequin 2/5

Casa Grande (Felipe Barbosa, 2014)

Casa Grande, estreia de Fellipe Barbosa na longa-metragem, é um interessante filme sobre a falência de uma família da burguesia carioca, que vive numa enorme moradia da Barra. É também a história da descoberta do mundo pelo filho adolescente, prestes a entrar na universidade. Com o mundo familiar ruindo, Jean acaba por descobrir a complexidade da realidade à sua volta e as certezas que tinha desfazem-se. No entanto, algumas facilidades do argumento comprometem a ambição do filme. Paris 2015 Arlequin 3,5/5

Ventos de Agosto (Gabriel Mascaro, 2014)


Este é um dos melhores filmes recentes vindos do Brasil. Os realizadores brasileiros fazem bem em aproximar-se do documentário para fazer ficção. Trata-se de uma via para a renovação de um cinema demasiado marcado pela influência televisiva. Neste filme, os participantes não são atores profissionais (com excepção da protagonista e poucos mais) e há o cuidado em prestar a atenção à vida quotidiana da aldeia onde se passa a ação e ao trabalho da natureza. Muito belo. Estreia: 13/11/2014 (Brasil), 26/08/2015 (França) Paris, cinema Arlequin abril de 2015: 3,5/5

Trinta (Paulo Machline, 2014)


Uma excelente abertura do 17e Festival du cinéma brésilien de Paris (2014). Trinta não é um filme excelente, longe disso, mas põe os corações verde-amarelos bem no alto, com a história fantástica de João Jorge Trinta, vindo do Maranhão para revolucionar os desfiles do carnaval carioca. Começou como bailarino da companhia do Municipal do Rio e depois passou para a escola do Salgueiros. O filme retrata no essencial a sua luta para impor as suas ideias estéticas e para impor a sua efeminada pessoa, que sofria a resistência machista de muitos colegas. O cinema não precisa de nos dar filmes geniais para nos comover: basta uma narrativa bem ficelada sobre uma personagem fascinante mas desconhecida para ficarmos agradecidos. Estreia no Brasil: 13/11/2014 Paris 2017? Arlequin 3/5