O título Not Wanted pode referir-se à protagonista (Sally Forrest) assim como ao bebé que ela deu para adoção. Ela foge da casa dos pais para ir ter com o homem que a desejou durante um tempo, o único ser que ela julga interessar-se por ela. Este drama é particularmente sombrio, frontal, e tematicamente ousado para a época (maternidade fora do casamento, depressão feminina, precariedade social da mulher). Como se assistíssemos ao nascimento do cinema independente americano. Com Sally Forrest, Keefe Brasselle e Leo Penn. Paris 10.2020 Ecoles 3,5/5
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7.5.26
27.4.26
The Barkleys of Broadway (Charles Walters, 1949)
Realização de Charles WALTERS
Estreia nos EUA: 4/05/1949
O BAILADO DO CIÚME
Estreia em Portugal: 17/10/1950
Um casal de estrelas do musical (Fred Astaire e Ginger Rogers) conhece uma breve crise conjugal quando Ginger é seduzida e convencida por um jovem dramaturgo a tentar consagrar-se no teatro trágico. Um argumento ralo que apenas serviu para juntar a dupla maravilha Fred & Ginger no seu último e único filme a cores que fizeram juntos. O filme vale sobretudo pelos dois, sobretudo quando dançam juntos, e pela música de Harry Warren e Ira Gershwin. E, no entanto, no argumento desta comédia musical da MGM (produzida por Arthur Freed) temos os ases Betty Comden, Adolph Green e Sidney Sheldon. Let's dance! Paris 2014 Cinemateca Francesa 3/5
22.4.26
4.10.20
Never Fear (Ida Lupino, 1949)
Um jovem casal da dançarinos (Sally Forrest, Keefe Brasselle) começa a singrar no show business quando a mulher apanha uma doença que a deixa paralisada. Os sonhos de ambos desfazem-se e ela não encara nada bem a terapia a que tem de se sujeitar para recuperar a agilidade dos membros inferiores. As relações com o companheiro também se deterioram pois ela não aceita ser o ponto fraco da relação. Um drama intenso e realizado com a necessária contenção. Paris 10.2020 Ecoles 3,5/5
31.10.18
The Fountainhead (King Vidor, 1949)
Vontade Indómita é um dos filmes mais conhecidos de King Vidor. Nos anos 90 teve a honra de ser distribuído nas salas em Portugal por Paulo Branco. Vi-o em 1998 no cinema Ávila, que recebeu durante algum tempo, a reposição de clássicos em cópias novas. The Fountainhead é na origem um romance de Ayn Rand, que foi chamada a escrever o argumento do filme e, tal como o herói do seu romance, exigiu que o argumento fosse escrupulosamente respeitado pelo realizador. Howard Roark (Gary Cooper) é um arquiteto comprometido apenas com a sua verdade, a sua ambição, a sua visão artística. Vai defender a sua obra até às últimas consequências, até arriscar a prisão por ter explodido uma obra sua alterada pelos construtores. O indivíduo contra o coletivo é a grande questão do filme, questão quente na época em que foi produzido, quando os regimes coletivistas eram um inimigo a abater nos EUA... Uma obra-prima do cinema, pude confirmar agora. Com Gary Cooper (Howard Roark), Patricia Neal (Dominique Francon), Raymond Massey, Robert Douglas e Kent Smith. Vila do Conde 2018: 4/5
8.5.16
A Letter to Three Wives (Joseph L. Mankiewicz, 1949)
A Letter to Three Wives (1949) é um dos melhores filmes de Mankiewicz mas só quando o revi é que me apercebi disso. Os colegas do realizador tiveram razão quando atribuíram ao filme os óscares de melhor filme e de melhor argumento adaptado. Três amigas, na hora de embarcarem para uma saída com um grupo de crianças, recebem uma carta, dirigida às três por uma amiga comum em que esta revela que fugiu nesse dia com o marido de uma delas. O filme é essencialmente construído por flashbacks narrados por cada uma das três amigas e o desenlace (a descoberta de qual das três amigas tinha ficado sem marido) retoma ao presente da ação. Diálogos brilhantes, construção dietética assombrosa, atores irrepreensíveis, tudo a que nos habituamos a ver nos filmes de Mankiewicz. Paris 5/5
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