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26.6.21

Promising Young Woman (Emerald Fennell, 2020)

Um filme rape & revenge inesperado, mas bem em sintonia com o novo feminismo metooista. Uma jovem não consegue cumprir as expectativas que a família e os amigos têm dela. Ela é brilhante e desiste da universidade quando a melhor amiga é violada por um grupo de colegas e se suicida mais tarde. Ela é brilhante e vai prová-lo ao não deixar em paz a consciência dos que se safaram do crime com a sua amiga. Paris 2021 Bercy 4/5

11.12.18

Fargo (Ethan e Joel Coen, 1996)

A restauração digital de Fargo motiva a sua reposição nas salas, quase 22 anos depois de Frances McDormand (Oscar Best Actress) e dos irmãos Coen (Oscar Best Original Screenplay, Prix de la mise en scène em Cannes) terem recebido alguns dos prémios mais prestigiados do cinema. As qualidades do filme permanecem intactas, com uma história, personagens e ritmo fabulosos. E atores que nunca mais esquecemos: Frances McDormand, William H. Macy, Steve Buscemi, Peter Stormare, Harve Presnell. Um clássico a pôr ao lado dos filmes de Tarantino da mesma época. Paris Filmothèque QL 4/5
Prémio: Cannes Realizador, Oscar Atriz, Oscar Realizador N, Oscar Argumento, Oscar Filme N, GGlobe Filme N, GGlobe Realizador N, BAFTA Realizador, BAFTA Filme N, BAFTA Argumento N, César Filme Estrangeiro N, Spirit Filme, Spirit Realizador, NBR Top, NBR Atriz, NBR Realizador.

8.11.18

BlacKkklansman (Spike Lee, 2018)

Ao ver BlacKkklansman pensei estar a assistir a um daqueles filmes liberais dos anos 70, ou posteriores, sobre conquistas de direitos das minorias, liberdades de imprensa ou lutas contra os abusos de poder. Esperava a qualquer momento o aparecimento de Robert Redford... Mas não, o protagonista é negro e Spike Lee realiza, e nunca Lee esteve tão perto dos óscares, agora que fez um filme na boa tradição de Hollywood dos filmes liberais, com uma narrativa clássica. Um negro no início dos anos 70 integra a polícia, começa por espiar os encontros dos Black Panthers, mas logo propõe infiltrar-se no Ku Klux Klan...O tom do filme é cómico e descontraído, mas todas as contradições da sociedade americana da época estão bem à vista. O filme recebeu o Grand prix de Cannes. Paris 2018: 3,5/5

29.1.16

Spotlight (Tom McCarthy, 2015)

Spotlight é um tipo de filme que ainda vai saindo de Hollywood, mas que teve nos anos 70 os seus anos dourados: o filme das grandes investigações jornalísticas, em que os jornalistas surgem como heróis contra os poderes instalados. A investigação especial que Spotlight dramatiza teve como alvo a Igreja católica de Boston, e a cobertura que esta fez dos padres pedofilos que atuavam no seu seio. Muito bom. Paris 4/5

15.6.15

Alan PARKER

MIDNIGHT EXPRESS (1978)
Midnight Express é um filme de culto que eu nunca tinha visto. Mas faz parte da minha memória cinéfila: ao longo aos anos 80 ouvia-se muito falar de Alan Parker (realizou em 1980 Fame, que adorei na altura) e do seu filme multi-nomeado para os óscares. Midnight Express foi escrito por Oliver Stone (premiado com um óscar) a partir de um livro que relatava uma história verdadeira: um americano tenta embarcar na Turquia com haxixe colado ao corpo, é apanhado à entrada no avião e levado para a prisão, onde deveria ficar 30 anos. Trata-se de um bom filme de prisão, com uma narrativa fluida e a estupenda música de Giorgio Moroder (que também recebeu um óscar). Não é uma temática da minha preferência, mas o principal problema do filme reside na imagem dada dos Turcos. Muito negativa, sem qualquer nuance, ainda por cima reforçada pela opção de não se traduzir as falas em turco. A língua turca fica assim reduzida a um emaranhado de sons grotescos. Um daqueles filmes que não me interessará rever. Paris 06.2015 Le Lincoln 3/5

5.3.15

Birdman (Alejandro González Iñárritu, 2014)


Multi-oscarizado, Birdman não é sequer um dos meus filmes americanos preferidos do ano passado. Trata-se de um bom filme, ambicioso, mas ao mesmo tempo um pouco previsivel no retrato das relações entre as celebridades de Hollywood e os "verdadeiros" atores da Broadway. Que tema mais gasto e tratado sem grande inteligência, mas exposto com virtuosismo vistoso. Ainda assim prefiro o francês Maria Sils, de Olivier Assayas, que trata de assuntos afins. Paris 3/5

4.3.15

Morten Tyldum: (2014)

Este filme deve muito do seu interesse à extraordinária e verdadeira história de Alan Turing. Por isso o argumento de Graham Moore (adptando a obra Alan Turing: The Enigma de Andrew Hodges) foi premiado com um óscar. Além dos atores, também Alexandre Desplat foi multi-nomeado . Paris 3,5/5

20.5.14

Her (Spike Jonze, 2013)

Um verdadeiro filme de autor: produzido, escrito e realizado por Spike Jonze. Uma comédia romântica cruzada com a ficção científica. Mas uma história de amor como tantas outras, com princípio, meio e fim, entre um jovem homem e uma OS, uma criação (feminina) do computador (só com voz). O amor pode tudo. Ou apenas a crise do humano e do isolamento crescente dos seres. Original, como sempre com Jonze, mas esperava mais deste filme. Paris 2014 (3/5)