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27.4.26

Once a Clear Day You Can See Forever (Vincente Minnelli, 1970)

Once a Clear Day You Can See Forever reúne grandes nomes do cinema musical do passado (Minnelli, Alan Jay Lerner e Montand) com uma estrela em ascensão no final dos anos 60: Barbra Streisand. Sem fazer a mínima sombra aos clássicos do passado, Melinda (título alternativo) vê-se com bastante agrado precisamente pelos nomes envolvidos. Para mim, o melhor são as canções de Alan Jay Lerner (lyrics) e de Burton Lane (score), algumas ficaram mesmo no repertório até hoje (mas é verdade que na base do filme está o musical homónimo da Broadway). A história anda à volta da relação entre um psiquiatra (Montand) e uma jovem (Barbra) que, ao submeter-se a umas sessões de psiquiatria, descobre uma antiga encarnação. Sob hipnose, a jovem transforma-se numa aristocrata inglesa que protagoniza cenas oníricas de grande beleza plástica. Quando canta, Barbra é enorme, mas também há cenas em que o seu histrionismo é quase insuportável. Para além de Montand, aparece num pequeno papel Jack Nicholson, cool como sempre. VC agosto de 2017 3,5/5

12.4.26

The Owl and the Pussycat (Herbert Ross, 1970)

Barbra Streisand e George Segal
Uma comédia romântica original sobre o encontro entre uma call-girl e um aspirante a escritor, dois seres perdidos e neuróticos (Barbra bate Segal aos pontos neste quesito) que começam por se insuportar e acabam mansos nos braços um do outro. Streisand foi nomeada para os Golden Globes, para mim estraga o filme com a sua interpretação overacted e cabotina. Quando é bem dirigida, como no seu primeiro filme Funny Girl, com o veterano Wyler, ou no disco Guilty, com Barry Gibb, Streisand é soberba. Mas neste filme de Herbert Ross está à solta e insuportável. VC 07.2018 DVDteca 2/5 

14.8.19

Getting Straight (Richard Rush, 1970)

GETTING STRAIGHT (1970)
Talvez o melhor de Getting Straight seja Elliott Gould, que dá corpo às convulsões da época de grandes transformações sociais lideradas e desejadas pelos jovens contra a autoridade da geração mais velha que domina as instituições (estamos nos últimos anos dos 1960s). O filme em português chama-se O Protesto e é disso que se trata, de um protesto interminável que toma conta dos estudantes de uma faculdade, onde Elliott tenta desesperadamente terminar o curso para passar a exercer uma profissão e ter dinheiro nos bolsos, to get straight enfim, se bem percebi o título original. Mas o protesto dos colegas fala mais alto ao estudante que ele foi até aí, que viveu do desenrascanço e mesmo da falta de profissionalismo. Com Jeff Corey, Bailey, Robert F. Lyons, Harrison Ford. TV 08.2019 3,5/5