Il Maestro di Vigevano é uma comédia sobre a classe docente, pouco retratada no cinema... Alberto Sordi e Claire Bloom formam um casal frustrado pela miséria que lhes impõe a profissão de Sordi, professor do ensino primário. Este está tolhido não só pela carreira e pela obediência cega que deve ao diretor da escola como também pelos preconceitos masculinos que o fazem vigiar de perto a mulher. Até quando vai aguentar? Paris 2020 Le Champo 3/5
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6.10.20
31.1.15
La decima vittima (Elio Petri, 1965)
Impressionante: é o sexto filme de Elio Petri que estreia nas salas francesas, em cópias novas, desde 2010. O melhor do cinema político italiano dos anos 60/70 tem tido uma repercussão notável entre o público, de outro modo não se explicaria tamanha insistência neste autor. Esta semana estreou então La decima vittima (1965) com Marcelo Mastroianni e Ursula Andress, um filme que é um cruzamento entre James Bond e Alphaville de Godard. De facto é um filme de ficção científica que encerra uma crítica avassaladora da sociedade moderna tal como estava a desenhar-se na época em que foi realizado o filme. A sociedade deste filme inventou um jogo que canaliza os instintos de violência dos cidadãos, permitindo que a caça entre um predador e uma vítima termine num assassínio executado na perfeita legalidade. A televisão e as empresas logo entrevêem os lucros desse jogo. Assim, a televisão ainda não tinha feito os estragos que fez ao cinema italiano mas no filme de Petri ela aparece já no centro do processo da vulgarização e aviltamento da vida humana. Um bom filme de FC política. Paris 2015 Le Champo 3/5
18.2.14
La proprietà non è più un furto (Elio Petri, 1973)
Elio Petri fez nos anos 1970 uma série de filmes marcantes sobre as contradições da sociedade capitalista e italiana em particular. Filmes inimagináveis hoje em dia, e no entanto necessários perante a crise enorme que se instalou nas sociedades nacionais da Europa. Por que razão o cinema está tão divorciado das questões que as pessoas colocam, às vezes de forma violenta ou apenas indiscutível, manifestando-se nas ruas?
Forte, político e justo como o cinema italiano dessa época nos habituara. Paris 2014 Le Champo 4/5
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