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28.7.26

The Party (Sally Potter, 2017)

Janet (Kristin Scott-Thomas) é eleita para o governo britânico e resolve dar uma festa para os amigos mais próximos. Mas a festa azeda rapidamente com as revelações feitas por um dos convidados... Além de ter realizado The Party, Sally Potter também escreveu o argumento, que prima pela facilidade satírica e por surpresas previsíveis. Com um texto tão fraco, os atores (que são a razão pela qual fui ver o filme) não conseguem dar o seu melhor. Grandes atores como Timothy Spall e Cillian Murphy espalham-se ao comprido, Patricia Clarkson é a víbora e a cínica de serviço, Talvez Scott-Thomas seja a que se sai melhor. Além destes há ainda Bruno Ganz (o estrangeiro), Cherry Jones e Emily Mortimer (as lésbicas). Uma festa e um filme falhados. Paris 2017 Les Halles 2,5/5

9.8.22

La Librería (Isabel Coixet, 2017)

La Librería merece estar numa lista dos filmes mais sedutores do ano passado (mas estreou em 2017 em Espanha). Narra a história de uma viúva, ávida leitora, que decide abrir uma livraria numa pequena vila costeira. A história não é original, vem num livro (adaptado pela realizadora Isabel Coixet) da escritora britânica Penelope Fitzgerald. A viúva (Emily Mortimer) não tem grandes apoios para abrir a livraria, mas quando abre os clientes aparecem, em particular um grande leitor (Bill Nighy), que se torna seu amigo. Mas uma aristocrata local (Patricia Clarkson) faz tudo para expulsar a livreira da velha casa que ela ocupou. O filme é uma produção espanhola mas é britânico até à medula. Foi nomeado para 12 Goyas e recebeu três dos principais prémios:  Película, Dirección e Mejor guion adaptado (dois prémios para Isabel Coixet). Foi um sucesso em Espanha, onde fez 500 000 espectadores. Paris 01.2019 Cinéma Lucernaire 4/5

1.6.20

The Sense of an Ending (Ritesh Batra, 2017)

Certamente o romance de Julian Barnes é melhor do que a sua adaptação ao cinema. A história de The Sense of an Ending tem a complexidade dos grandes romances, que dificilmente o cinema pode atingir (apesar do bom argumento de Nick Payne). Um homem de idade tem coisas no passado que não estão resolvidas, que ele calou para a sua ex-mulher e para si mesmo. São coisas da sua juventude, do seu primeiro amor, das amizades da universidade, de suicídios cuja explicação permaneceu obscura. O filme oscila entre o presente e o passado juvenil das personagens com desenvoltura mas sem brilho. Naturalmente o elenco britânico é o grande trunfo do filme: Jim Broadbent, Charlotte Rampling, Harriet Walter, Billy Howle, Emily Mortimer e Michelle Dockeryn. Melun 2020 (3,5/5)