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25.6.20

James Tissot. L'ambigu moderne (Musée d'Orsay, 2020)

O musée d'Orsay reabriu as portas com James Tissot, pintor de nome e gostos ingleses, mas francês de Nantes, cidade portuária que lhe passou para sempre a paixão pelas atividades à beira-mar. Vendo a retrospetiva da sua obra, nota-se que ele pouco se interessava pela paisagem em si mas pelas pessoas, pelas mulheres sobretudo, e sim, também pela natureza como quadro da ação humana. Para um francês nascido e vivido num século tão rico de pintura francesa, surpreende as suas influências inglesas (os pré-rafaelitas) e alemãs (do Renascimento). Recusou a participação de um salão dos impressionistas e viveu uma década de glória em Inglaterra, onde fez muitas das suas melhores obras. Na parte final da vida, estabeleceu-se em França e dedicou-se à arte religiosa, tenho ilustrada uma Vida de Jesus que marcou a cultura da época. Paris 2020 Musée d'Orsay 4/5

17.9.19

Berthe Morisot (M. Orsay, 2019)

Grande retrospetiva de uma pintora impressionista, reconhecida pelos seus contemporâneos, que não quis pintar as mesmas coisas que os seus colegas homens. Como estes, pintou sobretudo mulheres, mas interessou-se também pela moda e pela toilette, pela vida privada e feminina das mulheres. Paris Musée d'Orsay 3,5/5

17.7.19

Le modèle noir. De Géricault à Matisse (Musée d'Orsay, 2019)

Os negros quase sempre tiveram um papel secundário ou meramente figurante nas artes plásticas até bem recentemente. Mas desde o início do século 19 lá foram aparecendo, e esta exposição obriga-nos a ver o que muitas vezes não víamos nos qiadros de Géricault a Matisse. E alguns modelos negros foram conhecidos na sua época, aparecendo em vários quadros de grandes mestres. Paris Musée d'Orsay 3/5

15.6.17

Au-delà des étoiles (Orsay, 2017)


Au-delà des étoiles. 
Le paysage mystique de Monet à Kandinsky

A paisagem como meio privilegiado de transmitir emoções e sentimentos pessoais... a paisagem como terreno simbólico e místico... Muitos artistas a partir dos simbolistas do fins do século XIX exploraram essas dimensões da paisagem e criaram tantas obras-primas como as que podemos ver nesta exposição impressionante. Não faltam os nomes que todos conhecem (Monet, Van Gogh, Gauguin) mas há muitos de que pouco ou nada conheço e quem tem obras excelentes nesta exposição: Hodler, O'Keefe, Klimt, Denis, Lawren Harris, Tom Thomson, Emily Carr. Paris 5/5

6.1.17

Spectaculaire Second Empire, 1852-1870 (Musée d'Orsay)

Uma grande e interessante exposição sobre um período político marcado pela ambição imperial de Louis-Napoleon Bonaparte (ou Napoleão III) e da sua esposa Eugénie de Montijo, período marcado pelo luxo e pela celebração do poder através das artes. Objetos, pinturas, esculturas, dominam numa exposição que abraça todas as atividades culturais (urbanismo, arquitetura, teatro, opereta, lazer, etc.). Na abertura noturna o museu estava apinhado. Como sempre às 21h30 os visitantes tiveram de ser empurrados para a saída. Que bom! Paris 4/5

6.7.15

Dolce vita? Du Liberty au design italien (1900-1940)

Vittorio  Zecchin: As Mil e uma Noites, style Liberty (c. 1914)

Fui ao Musée d'Orsay ver Bonnard, mas esta exposição sobre a pintura e o design italianos das primeiras décadas do século XX acabou por me surpreender mais. Apenas conhecia os futuristas (de que não gosto muito), mas há coisas muito interessantes como o estilo arte nova, chamado Liberty em Itália.