Mostrar mensagens com a etiqueta P. GGlobe FilmeN. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta P. GGlobe FilmeN. Mostrar todas as mensagens

24.5.26

The Tow Popes (Fernando Meirelles, 2019)

The Two Popes evoca a passagem de testemunho entre os dois últimos papas, um alemão e um argentino. O filme termina com os dois assistindo à final da copa do mundo de futebol entre a Argentina e a Alemanha. O filme tem muitos momentos bem humorados como este, apesar das questões abordadas serem particularmente sérias, como o afastamento da Igreja dos problemas das pessoas e as enormes desigualdades na América latina. The Two Popes está justamente nomeado para quatro Globos de Ouro: Best Motion Picture, Director, Actor (Jonathan Pryce) e Actor in a Supporting Role (Anthony Hopkins). Vila do Conde 12.2019 NETFLIX 3/5

21.5.26

Leaving Las Vegas (Mike Figgis, 1995)

REAL Mike Figgis ARG John O'Brien, Mike Figgis ELENCO Nicolas Cage, Elisabeth Shue, Julian Sands EST 15.09.1995 (TIFF) 3.05.1996 (Portugal, salas) VISTO Paris 1.06.2026 Le Reflet Médicis



6.4.26

Marty Supreme (Josh Safdie, 2025)


REAL Josh Safdie PROD Anthony Katagas, Ronald Bronstein, Josh Safdie, Eli Bush, Timothée Chalamet ARG Ronald Bronstein, Josh Safdie PROD A24 ELENCO Timothée Chalamet, Gwyneth Paltrow, Odessa A'zion, Kevin O'Leary, Tyler, The Creator, Abel Ferrara, Fran Drescher, Penn Jillette, Sandra Bernhard, Spenser Granese, Cody Kostro, John Keating, Charles Glover, Dennis Creaghan, Anthony Thomas Larkin, J. Christian Ingvordsen, Toree Hill, Blake Gioviti, Musto Pelinkovicci, Daniel Napolitano ESTREIA 6.10.2025 (F. New York) Cinemundo 22.01.2026 (Portugal) VISTO Paris 6.04.2026 Saint-André-des-Arts 

Marty Supreme é um herói típico dos irmãos Safdie. É um sobrevivente, que cai, rasteja e se ergue, para logo voltar a cair. Já me tinha acontecido com outros filmes dos Safdie: a espiral descendente do heroi depressa me cansa. Mas a passagem do indie para o mainstream de Josh Safdie é brilhante. 3/5

8.5.24

Pretty Woman (1990)

Filme de Garry Marshall
Paris 2024 Cinémathèque 4.5/5

Elenco:
Richard Gere, Edward Lewis, Julia Roberts, Vivian Ward, Jason Alexander, Philip Stuckey, Laura San Giacomo, Kit De Luca, Ralph Bellamy

Produtores:
Touchstone Pictures
Silver Screen Partners

Apresentação do Arnaud Desplechin

27.7.22

Indiscreet (Stanley Donen, 1958)

Indiscreet vê-se hoje com algum prazer devido ao par Cary Grant & Ingrid Bergman. O argumento é fraco e a realização de Donen muito pouco inspirada. Nada nesta comédia romântica está ao nivel do que já tinha sido feito no género nas décadas anteriores. Uma atriz famosa e solteira (Bergman) encontra o seu par ideal (Grant) mas o desenlace feliz chega depois de muitas peripécias teatrais. Paris 2015 Le Champo 2,5/5

18.2.21

Foul Play (Colin Higgins, 1978)

FOUL PLAY (1978)
Uma comédia romântica sobre uma loira ingénua que é perseguida por grandes criminosos que planeiam assassinar o Papa. Ela ficou acidentalmente com uma prova do crime que está para ser cometido. Para além da loira em perigo o filme cita ainda Hitchcock na sequência final em que o Papa seria assassinado durante a representação da opereta The Mikado de Gilbert and Sullivan. Com Goldie Hawn, Chevy Chase, Dudley Moore, Burgess Meredith, Eugene Roche, Rachel Roberts, Brian Dennehy e Billy Barty. O filme teve várias nomeações aos prémios Golden Globes. Melun 02.2021 TV 3,5/5
PALMARÉS Golden Globe nomeações: Filme, Argumento, Ator, Atriz, Canção, Oscar nomeação: Canção

11.2.20

Baby Boom (Charles Shyer, 1987)


Nos anos 80 fizeram-se alguns filmes sobre os efeitos do capitalismo mais feroz na vida das pessoas, incluindo daquelas que beneficiavam e não questionavam esse espírito invasor da organização económica dominante. BABY BOOM (1987) começa com um apontamento sociológico sobre o grande avanço das mulheres no mercado de trabalho competitivo capitalista e sugere a incompatibilidade entre esse avanço e a manutenção da capacidade da mulher de criar uma família. Diane Keaton atinge a igualdade com os homens na grande empresa onde trabalha tornando-se, nas suas aspirações pessoais e familiares, um homem como os outros. Mas estes podem ter filhos e ela não. Até que um dia cai-lhe no colo uma bebé, filha de um primo inglês que ela nunca viu, e a sua vida vai virar-se do avesso. Sai da grande empresa e da grande cidade e vai para o campo, começando tudo de novo. Nunca ouvi falar do realizador Charles Shyer,  mas conheço bem e aprecio Nancy Meyers, que escreveu o argumento com Shyer, e produziu o filme com Bruce A. Block (para a United Artists). Meyers especializou-se em comédias adultas sobre as relações de amor e trabalho envolvendo adultos não muito jovens, como It`s Complicated (2009), Something's Gotta Give (2004) e What Women Want (2000). O elenco é encabeçado pela maravilhosa Diane Keaton (nomeada ao Golden Globe), e tem ainda Harold Ramis e Sam Shepard,. O filme foi também nomeado ao Golden Globe de melhor filme. Há ainda uma canção original (feita para este filme): Everchanging Times (Burt Bacharach, Bill Conti e Carole Bayer Sager, 1987). VC DVDTECA 02.2020 NOTA: 3/5

10.10.19

Thelma e Louise (Ridley Scott, 1991)

No ano passado (2018) Thelma e Louise foi reposto nas salas numa versão restaurada. Foi agora escolhido para uma sessão do cineclube de Sciences-Po (Sorbonne). Vi o filme na estreia, marcou-me como marcou muita gente na altura e não é que o filme continua a emocionar e a divertir os mais jovens? Que dupla feminina a trilhar o terreno masculino por excelência, a estrada. Grande filme feminista pelo qual Callie Khouri recebeu o Oscar e o Golden Globe pelo argumento. Merecido. E Susan Sarandon e Geena Davis ganharam o papel das suas vidas. Também com Harvey Keitel, Michael Madsen e Brad Pitt. Foi ainda nomeado para melhor filme na competição do Golden Globe, do BAFTA e do César (Meilleur film étranger). Paris 2019 Christine 4/5

1.9.19

Pride & Prejudice (Joe Wright, 2005)

Matthew Macfadyen & Keira Knightley
A estreia de Joe Wright correu-lhe muito bem. Pride & Prejudice consagrou Keira Knightley (nomeada para o Oscar e para o Golden Globe) e foi um sucesso comercial notável. Trata-se de uma boa adaptação do clássico de Jane Austen do início do século 19, sobre um casal desesperado por casar as filhas com um bom partido. O filme acaba por centrar-se na segunda filha mais velha, Elizabeth, que não aceita qualquer um e pretende casar por amor. Ao seu redor não é esse o espírito familiar: uma verdadeira caça aos herdeiros ricos toma conta das irmãs e da mãe-galinha. O filme foi produzido pela inglesa Working Title, pela francesa StudioCanal e também por americanos. Foi nomeado para quatro Oscar e seis BAFTA. Vila do Conde 3,5/5

15.5.17

The Departed (Martin Scorsese, 2006)

The Departed foi um dos primeiros filmes que vi quando vim viver para Paris, em 2006, e apesar de na altura ter gostado bastante do filme, mal me lembrava da história. Há pouco vi Infernal Affairs (2002), que inspirou The Departed (na verdade é um remake do filme de Hong-Kong). E procurei de imediato ver o filme de Scorsese. Tanto um como outro podem hoje ser considerados clássicos. E The Departure não podia ser mais scorsesiano, abordando os temas da família, da moral e da culpa, da masculinidade e da violência. Talvez seja o último grande filme de Scorsese, a par com o Lobo de Wall Street. O casting é impressionante e convém ser listado aqui: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Ray Winstone, Vera Farmiga, Anthony Anderson e Alec Baldwin. Ganhou o oscar para melhor filme, melhor realizador, argumento e montagem. Paris 2006 & 2017: 4/5

16.6.15

Bus Stop (Joshua Logan, 1956)


Este filme foi o primeiro que Marilyn fez depois de ter passado pelas lições de Lee Strasberg do Actor's Studio. Marilyn já tinha feito alguns dramas mas a consagração veio com as comédias e as comédias musicais em que participou. Marilyn queria provar o seu talento de atriz dramática e para isso já tinha dado um passo para ficar independente das majors criando a sua própria produtora. Ainda há pouco li na biografia de Terence Rattigan, o maior dramaturgo inglês da época, como Marilyn o tinha contactado para ele escrever um argumento para ela e Laurence Olivier. Eu adoro Marilyn em todos os papéis que ela fez, mas realmente ela é divina nas comédias e nos musicais e menos convincente nos papéis dramáticos, apesar da sua presença insuperável em The Misfits. Bus Stop conta o encontro entre dois seres que tudo opõe: a cantora de saloon que conhece os homens desde criança e o vaqueiro virgem que trata as mulheres com menos tacto do que os seus animais. O filme não é apenas um drama, tem muito de comédia, devido à personagem masculina principal e à sua relação com a cantora. Vi este filme na televisão em 2003, e duas vezes em sala (o que valoriza o cinemascope em que foi feito) no cinema Le Desperado em 2012 e agora em 2015. De todas as vezes o encanto repetiu-se. Paris 2015 Le Desperado 4/5 DVDTECA 
Bus Stop (Fox, 1956), em Portugal Paragem de Autocarro (nomeado ao Golden Globe para melhor filme), produção de Buddy Adler (Fox), argumento de George Axelroad e William Inge (adaptação de peça de Inge), com Marilyn Monroe (nomeada ao Golden Globe), Don Murray (nomeado aos BAFTA e Oscar), Arthur O'Connell, Betty Field, Eileen Heckart, Robert Bray e Hope Lange. Canção cantada por Marilyn: That Old Black Magic (Harold Arlen & Johnny Mercer).




Coleção Jorge Tomé Santos

DVDTECA
South Pacific (1958)
Camelot (1967)
Paint Your Wagon (1969)     

9.2.15

The Age of Innocence (Martin Scorsese, 1993)

Os americanos importaram as maneiras de viver europeias quando estavam a formar-se como nação mas carregaram nas tintas e criaram um conservadorismo que asfixiou violentamente as liberdades de muitos. Ellen (Michelle Pfeiffer) e Newland (Daniel Day-Lewis), (auto)reprimidos na sua paixão, foram duas presas nas garras dessa sociedade conservadora dos finais do século XIX. A elite WASP de Nova Iorque também tinha os seus padrinhos, que davam a sua benção ou faziam e desfaziam a reputação das ovelhas negras. E assim o filme entra no terreno da antropologia. Pode não ser o melhor filme de Scorsese, mas é seguramente o mais belo e o que prefiro entre todos os que ele realizou. The Age of Innocence é como certos vinhos, melhora com o passar dos anos. Quando estreou vi-o duas vezes; agora revi-o e todas as qualidades originais desta obra confirmam-se. Mais um filme para o meu top pessoal. Jay Cocks foi nomeado ao Oscar do argumento, Wynona Ryder ao de melhor atriz secundária e Elmer Bernstein ao de melhor score musical. PV 1994 Santa Clara & Paris 2015 FQL 5/5

19.10.14

Pride (Matthew Warchus, 2014)

É uma especialidade britânica: fazer um feelgood movie sobre os temas mais sérios e ainda por cima realmente acontecidos. Pride conta-nos com um humor irresistível algumas páginas da história da luta que juntou os mineiros de Gales e os gays e lésbicas contra o autoritarismo de Margaret Thatcher. Vi o filme com um prazer constante, muito por causa da banda sonora da época com tantas coisas boas como os Smiths. Difícil encontrar tanta música boa num só filme. Paris 3,5/5