Acho que não gosto de ver Jennifer Aniston em papéis dramáticos, longe do que nos habituou em Friends e em comédias românticas. Em The Good Girl ela é uma empregada de supermercado que sonha claramente com outra coisa: outro emprego, outro marido, outra vida, em suma. Ela aborrece-se e facilmente é atraída por um jovem colega (Jake Gyllenhaal) mergulhado nos livros, também ele deprimido pelos pais apáticos que tem em casa. Tanto um como outro perdem a cabeça, ele rouba dinheiro ao patrão e pretende fugir com ela de forma desastrada, ela suporta o casamento traindo o marido (John C. Reilly) com o melhor amigo deste além do colega mais jovem. Acaba por ter um bebé que não se sabe de quem é, mas sabe-se que não pode ser do marido. O tom do filme é dramático, mas o humor não está de todo ausente. Os três atores e o argumento de Mike White foram nomeados para vários prémios, como o Spirit e o Satellite. Vila do Conde 3/5
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15.7.19
19.5.16
The Jungle Book (Jon Favreau, 2015)
Mas que bela adaptação da obra de Kipling pela Disney! Em tempos, na minha infância/juventude, cheguei a ver muitos filmes da Disney em imagens reais, filmes que tiveram muito sucesso mas que não se tornaram clássicos como os filmes de animação da mesma produtora. Agora, com The Jungle Book a Disney consegue adaptar com sucesso um clássico da literatura juvenil de que já tinha feito uma versão em imagens animadas até hoje célebre. Apesar de ser muito bom (uma proeza técnica e narrativa), o filme de 2016 não supera o de 1968. Paris 4/5
2.12.15
Suffragette (Sarah Gavron, 2015)
Os britânicos são peritos neste tipo de filmes de época, bem produzidos, interpretados, escritos, etc., mas com pouca ambição formal para além de contar o melhor possível uma história interessante. E de facto vale a pena ver Suffragette porque mostra um momento-chave do progresso da humanidade, quando as mulheres fizeram tudo, incluindo actos violentos, para conquistar o direito de votar. Fui ver o filme também por Meryl Streep, mas ela quase não aparece, apenas uns minutos, foi onde o filme mais me desiludiu. Paris 2015 Les Halles 2,5/5
Suffragette (Sarah Gavron, 2015), escrito por Abi Morgan, com Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff, Ben Whishaw, Meryl Streep, música de Alexandra Desplat, produção de BFI, Pathé, Film4.
Suffragette (Sarah Gavron, 2015), escrito por Abi Morgan, com Carey Mulligan, Helena Bonham Carter, Brendan Gleeson, Anne-Marie Duff, Ben Whishaw, Meryl Streep, música de Alexandra Desplat, produção de BFI, Pathé, Film4.
18.9.15
Straight Outta Compton (F. Gary Gray, 2015)
Os Nigger With Attitude foram um grupo de rap seminal, pioneiros do gangster rap. Trouxeram para a arena musical uma atitude de combate à sociedade dominada pelos brancos e de desafio às autoridades policiais em particular. Esse facto justifica por si só este biopic musical que encena um pedaço da história americana recente. Mas a iniciativa do filme coube a Ice Cube e a Dr. Dre, dois dissidentes dos N.W.A., e isso sustenta a suspeita de que a história contada no filme pode estar muito longe de ser objetiva. Paris 2015 Bibliothèque 2,5/5
11.9.14
Guardians of the Galaxy (James Gunn, 2014)
Um bom filme de ficção-científica, baseado na velha história de luta entre povos ou grupos que tudo fazem para serem os senhores absolutos de nada menos do que o Universo. Com muito humor à mistura, quase sempre vindo dos dois seres não-humanos do quinteto de amigos (na foto): o baixinho do centro, sem dúvida o achado do filme, o o vegetal que é o mais alto de todos. Entretenimento de qualidade, como costuma dizer-se. Paris 2014 (3,5/5)
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