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27.7.26

The Wizard of Oz (Victor Fleming, 1939)

The Wizard of Oz é um dos filmes mais icónicos do cinema. Na verdade, um facto cultural da maior relevância do século 20. Consagrou o tecnicolor, deu origem a uma das carreiras mais incríveis do showbizz (Judy Garland), deu-nos um clássico do cancioneiro americano (Over the Rainbow, de Harold Arlen e Yip Harburg), que venceu o Oscar para Best Original Song, iniciou o período mais famoso dos musicais da história, o dos musicais em tecnicolor da MGM (quase sempre produzidos por Arthur Freed). Herbert Stothart também recebeu o oscar para Best Original Score. Apesar de uma produção atribulada (teve cinco realizadores), o milagre está à vista, vê-se e escuta-se sempre que voltamos a ele. Um dos poucos filmes realmente para todas as idades e sensibilidades. A viagem de Dorothy e dos seus amigos, imperfeitos e incompreendidos, em busca de justiça e... amor, é das histórias mais emocionantes que conheço. Para rever sempre. Paris 2018 Archipel 5/5 

Realização: Victor Fleming, King Vidor Argumento: Noel Langley, Florence Ryerson, Edgar Allan Woolf Produtora: MGM - Metro-Goldwyn-Mayer  Produtor: Mervyn LeRoy  Produtor associado: Arthur Freed  Fotografia: Harold Rosson Coreografia: Bobby Connolly, Arthur Appell Autores da música: Harold Arlen & Edgar "Yip"  

Intérpretes:  Judy Garland (Dorothy Gale), Frank Morgan (o rofessor Marvel/o feiticeiro de Oz), Ray Bolger (Hunk), Bert Lahr (Zeke), Jack Haley (Hickory), Billie Burke (Glinda), Margaret Hamilton (Almira Gulch), Charley Grapewin (o tio Henry), Pat Walshe (Nikko), Clara Blandick (a tia Em), The Singer Midgets (The Munchkins), Mitchell Lewis (un guarda), Lois January (a mulher de Emerald City com o gato), Prince Denis (um Munchkin), Ethel W. Denis (uma Munchkin), Jerry Maren (um Munchkin).

Foi com este filme (de Victor FLEMING) que começou o período mais glorioso dos musicais no cinema, com Arthur Freed como o grande arquitecto e Judy Garland a grande estrela feminina. Over the Rainbow recebeu o óscar (assim como a banda sonora), e tornou-se num dos grandes clássicos de Hollywood. Mas o melhor é mesmo a criação de um clássico do cinema para todas as idades a partir de um esquecido livro. Não é uma adaptação é uma criação superior a matéria de partida. Paris 2021 L'archipel 5/5

9.7.26

The Story of Vernon and Irene Castle (H. C. Potter, 1939)

Com este filme terminava a dupla Fred Astaire-Ginger Rogers na RKO, iniciada em 1933 com Flying Down to Rio. Trata-de de uma boa comédia musical que toma a forma de um biopic, pois conta a carreira de um casal de dançarinos que se tornou famoso nas primeiras décadas do século XX na Europa (onde se formou) e nos EUA. Vernon Castle morreu durante a Grande Guerra e pela primeira vez Fred Astaire morreu num filme. Algo de inusitado nas comédias musicais mas que quase sempre acontece nos muito biopics musicais que se fizeram. Paris 2015 Le Desperado 4/5

1.7.26

Honolulu (Edward Buzzell, 1939)

Honolulu (Edward Buzzell, 1939)
Uma estrela de cinema (Robert Young), farto do assédio das fãs, encontra por acaso um sósia e decide trocar com ele os planos  que têm para os dias seguintes. O ator viaja para Honolulu, para as plantações que pertencem ao seu sósia, e este viaja para Nova Iorque. Como nem os familiares nem os amigos mais chegados se apercebem da troca, multiplicam-se as cenas cómicas próprias deste tipo de história. Esta comédia (o realizador, Edward Buzzell, dirigiu os irmãos Marx em dois filmes) é enriquecida por momentos musicais pouco entusiasmantes (mas gostei bastante da dança de Eleanor Powell), com música de Georgie Stoll e Franz Waxman. A mesma MGM que produziu Honolulu estava a preparar uma revolução na comédia musical, Wizard of Woz. Vila do Conde 1.2018 DVDTECA 3/5

31.10.18

Wuthering Heights (William Wyler, 1939)

WUTHERING HEIGHTS (1939) 

O ultra-romantismo, as paixões vulcânicas, mais latinas do que britânicas, de Wuthering Heights, não são matéria para a Hollywood clássica, nem para o quase académico William Wyler (King Vidor teria sido a escolha acertada). Gostei muito da versão mexicana de Luiz Bunuel, feita no período dos grandes melodramas mexicanos dos anos 40/50, mas teria de rêver o filme para ter mais certezas. E no entanto o filme de Wyler é precioso, e é um bom exemplo dos filmes "britânicos" de Hollywood nos anos 30, alimentados pela numerosa colónia  artística inglesa da California. Olivier, Niven, Robson entre outros marcam presença nesta produção de prestígio de Samuel Goldwyn no ano mais prodigioso de Hollywood...
Wuthering Heights (1939), produzido pela Samuel Goldwyn Productions, argumento de Charles MacArthur, Ben Hecht e John Huston (adaptação do romance homónimo de Emily Brontë), com Laurence Olivier (Heathcliff), Merle Oberon (Catherine Earnshaw Linton), David Niven (Edgar Linton), Flora Robson (Ellen Dean), Geraldine Fitzgerald (Isabella Linton), Hugh Williams (Hindley Earnshaw). Vila do Conde 10.2018 DVDTECA 3,5/5

24.1.16

Only Angels Have Wings (Howard Hawks, 1939)

Sempre que vejo Only Angels Have Wings (Columbia, 1939) a admiração e a emoção logo surgem e não me largam até ao final da projeção. Admiração pela Arte de Hawks e por todas as condições que a indústria de Hollywood punha à disposição dos inúmeros talentos que lá trabalhavam. Emoção pela história e pelas personagens que fazem de um posto de aviação uma colmeia masculina e solidária que joga todos os dias o jogo da vida e da morte. No centro de todas as paixões (femininas e masculinas, profissionais e amorosas) está o grande Cary Grant. Duas grandes atrizes da época marcam-lhe o passo: Jean Arthur e a sedutora Rita Hayworth, que iria em breve tornar-se na maior estrela feminina da Columbia. Um dos cumes do cinema americano. Filme em reposição na FQL (2016) numa cópia digital restaurada em 4K. Paris 5/5

6.11.13

Young Mr. Lincoln (John Ford, 1939)








Um dos grandes filmes de John Ford, um dos meus preferidos dele. Young Mr. Lincoln recebeu um belo título francês, Vers sa destinée, que sublinha o facto de o filme remeter para o futuro da nação americana, que coincidiu com o destino de um homem. Impossível hoje encontrarmos tanto lirismo na definição de uma nação. Belo também é o título português, A Grande Esperança.
Vi ontem no cinema Champo, em Paris, numa cópia impecável. Sessão com poucos espetadores, mas na outra sala, concorridíssima, estreava-se o mais raro Une Femme Douce, de Bresson. Le Champo, Paris, 2013 & Rivoli, Porto, 2001. Fotos de material distribuído com a recente reposição do filme. 5/5