Este filme foi feito para Isabelle Adjani. Sem ela, eu não teria sequer revisto o filme, penso. E no entanto, entre algumas coisas menos boas (o histerismo do cinema de Chéreau e de muito do cinema francês), o filme apresenta algumas qualidades. Por exemplo, o tratamento realista e cru da sanguinária família real, que parece uma máfia dos filmes de Scorsese. E a música de Goran Bregovic, que exprime através de sonoridades orientais e ocidentais o confronto cultural e religioso de que trata o filme. O filme foi remasterizado em 2013, 20 anos depois da sua produção. Porto 1995 Casa das Artes & Paris 11.2015 Le Desperado 4/5
