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1.3.20

Bram Stocker's Dracula (Francis Ford Coppola, 1992)

Coppola conhece bem a ópera e alguns dos seus filmes têm a ambição de se aproximarem da obra total que é a ópera. Bram Stocker's Dracula é um desses filmes. O artifício domina este filme que expõe a força do amor sobre a morte. Pensei várias vezes em Don Giovanni de Mozart, porque o Dracula neste filme tem um comportamento semelhante: não para de seduzir jovens mulheres para logo as abandonar. Por vezes o filme é de um esplendor visual que hoje faz falta ao bonitinho cinema digital. Com Gary Oldman (Count Dracula), Winona Ryder (Mina Harker), Anthony Hopkins (Professor Abraham Van Helsing), Keanu Reeves (Jonathan Harker). Paris 2020 Filmothèque QL 4/5

24.9.19

Hotel des Amériques (André Téchiné, 1981)

Hotel des Amériques (André Téchiné, 1981)
Hotel des Amériques é um dos meus filmes franceses preferidos. Nestes anos (é o quinto filme de André Téchiné) o realizador fez vários dramas românticos particularmente sombrios, que escureciam até a luz do Sul (Hotel passa-se em Biarritz, Le Lieu du crime na Garonne) e de Paris (Rendez-vous). São filmes sobre os sentimentos amorosos exacerbados que raiam a loucura (o amour fou). Catherine Deneuve e Patrick Dewaere são seres feridos, à deriva, que se atraem naturalmente e naturalmente colidem, ferindo-se ainda mais. A crónica dessa colisão atinge o sublime neste filme de Téchiné. Vi-o pela primeira vez no Instituto Francês do Porto, no início dos anos 90, já fã incondicional de Téchiné, depois em Paris, em 2007 na Filmothèque e agora no Champo. Paris 4,5/5