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18.7.26

Jules et Jim (François Truffaut, 1962)

Confirma-se: Jules et Jim é um dos filmes de Truffaut de que menos gosto. Mas é uma das glórias da nouvelle vague iniciante e teve direito aqui há muitos anos a uma reposição comercial nas salas portuguesas. Já na altura o filme não me entusiasmara. Claro que é um excelente filme, com muitas qualidades reconhecidas que não vale a pena listar. Mas é simplesmente um filme que não consigo amar, cuja história e personagens me deixam indiferente. Estreia: 23.01192 (França, salas) 1975 (Portugal, salas??) 27.07.1990 (Portugal, salas) VISTO: Paris 11.2014 & 2023 FQL 3/5
Coleção Jorge Tomé Santos


9.7.26

Tocaia no Asfalto (Roberto Pires, 1962)

 
Um clássico do cinema baiano, com uma excelente cena de abertura (genérico) na tradição do cinema noir. O protagonista (Agildo Ribeiro) é contratado para matar um empresário com grandes ambições políticas. Este filme noir é banhado pela forte luz da Bahia, das suas praias e das suas mulheres sensuais (o assassino fica hospedado no bordel local...). Melun 2021 TV 3/5

30.4.26

O Pagador de Promessas (Anselmo Duarte, 1962)

Descobri este filme mítico em 2008, quando foi reposto em Paris numa cópia restaurada. Foi uma excelente surpresa. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes e foi nomeado aos óscares para melhor filme estrangeiro, mas não era no entanto um filme representativo do cinema novo tão celebrado na época. Tinha um certo receio em ver esta adaptação da obra de Dias Gomes, pois não sendo conhecido por ser formalmente ousado como as obras do cinema novo, restaria pouco de atual com esta história de religiosidade popular que apresenta um Brasil profundo, mas um tanto arcaico e pouco aberto às mudanças urbanas da modernidade. Erro meu. O filme narra de forma impecável a promessa feita por um homem humilde de transportar às costas uma enorme cruz até a uma igreja no centro de Salvador. Os atores são excelentes e é das poucas oportunidades que tive até hoje de ver nas salas duas grandes damas do cinema brasileiro: Glória Menezes e Norma Bengell. Obrigatório. Paris 2008 Espace Saint-Michel   4/5

29.4.26

O Assalto ao Trem Pagador (Roberto Farias, 1962)

 
Este é um dos melhores filmes brasileiros de sempre e um dos meus preferidos. O filme lembra pela história filmes americanos e italianos da época mas é brasileiro até à medula. É um filme de favela, quase um género do cinema carioca. O filme começa com o assalto a um comboio que transportava uma pequena fortuna. Os assaltantes, quase todos negros favelados, não podem gastar o dinheiro para não serem apanhados. Mas o louro com olhos azuis do grupo (Reginaldo Faria) pode porque não levanta suspeitas. Claro que o filme é um retrato das contradições sociais gritantes do Brasil, infelizmente bastante atual. Melun 2021 TV 4,5/5

28.4.26

Porto das Caixas (Paulo Cesar Saraceni, 1962)

Porto de Caixas é um clássico brasileiro do cinema novo. Tal como Vidas Secas, que adapta Graciliano Ramos, Porto tem um argumento original de Lucio Cardoso, outro expoente da literatura brasileira dos anos 1930/40. Anos mais tarde Paulo Cesar Saraceni adaptará o romance mais famoso de Cardoso, A Casa Assassinada, aliás citada e mostrada no filme de 1962. Porto das Caixas é a história de uma mulher que culpa o marido pela vida miserável a que a condena. A frustação é tal que abandoná-lo não chega: põe-se à procura de um homem que a ajude a matar o marido. A história tem muito a ver com The Postman Always Rings Twice (1934), de James M. Cain, várias vezes adaptada ao cinema (Garnett, Visconti, Rafelson). Mas o contexto brasileiro dá um sentido mais radical a esta história. A miséria das condições de vida do casal não é nada comparada à miséria moral da protagonista (no romance de Cain e nos filmes nele baseados há um motivo materialista na decisão da mulher, pois ela espera receber um dinheiro com a morte do marido). O filme não está à altura do excelente argumento, mas não deixa de ser uma importante obra na renovação do cinema brasileiro moderna. Música (sem bossa nova) de Tom Jobim. Paris 2017 Cinemateca 3/5

29.8.24

Jacques ROZIER

ADIEU PHILIPPINE (1962)
Paris 2012 Le Champo 3.5/5



Maine Océan (Jacques Rozier, 1986)
REAL Jacques Rozier ARG Jacques Rozier, Lydia Feld ELENCO Bernard Ménez, Yves Afonso, Luis Rego, Lydia Feld ESTREIA 16.04.1986 (França) 4.07.2025 (Portugal) VISTO Melun 06.02.2026 Les Variétés


22.7.24

Francis RIGAUT

TÍTULO: Nous irons a Deauville (1962)
REALIZAÇÃO: Francis Rigaut
ARGUMENTO: Francis Rigaud, Jacques Vilfrid (diálogos), Claude Viriot
PRODUÇÃO: Ray Ventura, Jean Darvey // Hoche Productions, Films Odéon, U.F.A, Comacico
L. FILMAGEM: Deauville, Caubourg (casino)
MÚSICA: Paul Misraki
GÉNERO: Comédia     ORIGEM: França
ESTREIA: 24.12.1962 (França)
ELENCO: Michel Serrault, Claude Brasseur, Louis de Funès, Roger Pierre, Jean-Marc Thibault, Jean Richard, Jean Carmet, Eddie Constantine, Fernand Raynaud
VISTO: VC 21.07.2024 DVDTECA     NOTA:

14.6.23

Orson WELLES 9/14

Kenosha, Wisconsin 1915 - L.A. 1985

CITIZEN KANE (1941)
    Lisboa: Cinemateca 1991****

THE MAGNIFICIENT AMBERSONS (1942)
Este é o meu filme preferido de Orson Welles, que é um realizador que muito admiro mas não amo. Citizen Kane foi perdendo brilho e hoje não me atrai revê-lo e as adaptações shakespereanas são brilhantes mas aborrecidas. Quanto a The Magnifient Ambersons, fascina-me hoje como da primeira vez que o vi na RTP há muitos anos. Como a obra de estreia, o segundo filme centra-se na biografia de um homem arrogante e poderoso, que envenena a vida dos seus entes queridos. Não deixam de ser curiosas as semelhanças entre os dois filmes, um quase parecendo o remake do outro. Há muitas cenas excelentes, como a do passeio na neve, que lembra coisas de que muito gosto como La Règle du jeu (Jean Renoir) ou Tchekov. Genial. VC TV & Paris 03.2015 Le Desperado 5/5

IT'S ALL TRUE (1942, incompleto)
    VC: TV 1995***

THE STRANGER (1946)
    VC: TV***
    VC: TV 1997****



OTHELLO (1952)
Neste clássico, reposto agora em cópia restaurada inédita em Paris, só temos olhos para o trabalho virtuoso de Orson Welles, à frente e atrás da câmara. É o meu problema com várias obras de Welles: admiro o seu génio na realização e o seu carisma na interpretação, mas não consigo amar verdadeiramente essas obras (a grande excepção continua a ser The Magnificent Ambersons). Mas não há dúvida de que a leitura de Welles do mito literário de Otelo e Desdemona impõe-se pela sua singularidade entre tantas outras que se fizeram e que se farão no futuro. Lisboa: Cinemateca 2003*** & Paris 04.2014 3/5

MR. ARKADIN (1955)
    Paris: Le Champo 2011****

TOUCH OF EVIL (1958)
    Porto: Charlot 2000***

THE TRIAL (1962)
Admiro, mas não amo o cinema de Orson Welles, a não ser A Dama de Xangai e The Magnifient Ambersons. Tenho visto ultimamente as brilhantes adaptações que ele fez de Shakespeare e de Kafka, que para mim são uma valente seca. São daqueles clássicos a não revisitar. São filmes que apenas me interessam pela sua criatividade e, por momentos, genialidade. Mas deixam-me emocionalmente indiferente. Os autores ou filmes que eu amo (e admiro), como os de Fritz Lang, Mankiewicks ou Hawks, são obras a que quero voltar sempre, não só para descobrir novos aspectos e confirmar o talento da obra, mas sobretudo para reviver o momento de prazer que a seu visionamento me proporciona. Isso raramente aconteceu com Orson Welles. Muito menos com O Processo. Paris 12.2014 Le Desperado 2,5/5


CHIMES AT MIDNIGHT ou FALSTAFF (1965)
Paris 2023 Espace Saint-Michel 2.5/5

THE IMMORTAL STORY (1968)
    Lisboa: Cinemateca 1991***

F FOR FAKE (1973)
FILMING OTHELLO (1978)
THE OTHER SIDE OF THE WIND (2018)

12.2025



25.3.23

Robert WISE 1960s...


WEST SIDE STORY (1961)
Paris: Filmothèque QL***

TWO FOR THE SEESAW (1962)
THE HAUNTING (1963)

THE SOUND OF MUSIC (1965)
Paris: Grand Action 2019****

THE SAND PEBBLES (1966)
Paris: Grand Action 2010****

STAR! (1968)
TV 2019*** 
Paris 10.05.2025 Cinémathèque 
THE ANDRMEDA STRAIN (1971)
ESTREIA A Ameaça de Andrómeda (Portugal) VISTO TV 1985 & Paris 03.2023 Cinémathèque 2023

TWO PEOPLE (1973)

THE HINDENBURG (1975)

AUDREY ROSE (1977)

STAR TREK: THE MOTION PICTURE (1979)

ROOFTOPS (1989)

A STORM IN SUMMER (2000, TV FILM)

West Side Story (1961)
Two for the Seesaw (1962)
The Sound of Music (1965)
Star (1968, DVD GB com bonus Fox 2012)  

25.9.22

O Gosto do Saké (Ozu, 1962)

O Gosto do Saké (Ozu, 1962)
O último filme de Ozu é um dos seus melhores. Trata do fim e do começo, do sacrifício a que um pai viúvo tem de se submeter deixando a filha ir-se em embora de casa para constituir uma nova família. O filme descreve essa tomada de consciência do pai, que encontra eco na realidade do Japão à época: para renascer (ocidentalizado) teve de ser derrotado na guerra. Tudo é maravilhoso neste filme. Paris 09.2022 Champo 4,5/5

16.4.22

Mademoiselle Ogin (Kinuyo Tanaka, 1962)

Mademoiselle Ogin (Ogin-sama) (Kinuyo Tanaka, 1962)
O filme menos interessante de Tanaka, talvez por passar-se numa época longínqua, século XV? E tem um tom trágico, com pouco que ver com os outros filmes da realizadora. Paris 04.2022 Le Champo 3/5

3.11.21

L'Eclisse (Michelangelo Antonioni, 1962)

L'Eclisse (Michelangelo Antonioni, 1962)

O que fica de mais fulgurante do filme é a beleza de Mónica Vitti e Alain Delon, a beleza das mãos de ambos... As mãos que se procuram e logo se afastam... O filme está todo nesse pormenor, que revela que é uma história de amor bem particular, marcada pela hesitação feminina (que ecoa a transformação radical do estatuto da mulher na época do filme). Paris Le Champo 2010 & Porto 2021 Trindade 4,5/5

11.3.21

George CUKOR 1960...

Rich and Famous (George Cukor, 1981)
O canto de cisne de Cukor, derradeira prova do seu amor pelo mundo feminino. Quantos filmes sobre a amizade feminina podem rivalizar com esta obra? Com Jacqueline Bisset e Candice Bergen, soberanas, que seriam sempre lembradas por esta história, caso não tivessem feito outros filmes.  Estreou em 2013 uma cópia nova do filme no cinema parisiense El Desperado. Paris 03.2021 4/5

JUSTINE

REALIZADOR: George Culor ARGUMENTO: Lawrence B. Marcus e Andrew Sarris, baseado no romance Justine (Lawrence Durrell, 1957, parte de The Alexandria Quartet ELENCO: Anouk Aimée, Michael York, Dirk Bogarde, Anna Karina, Robert Forster, Philippe Noiret, John Vernon, Jack Albertson, George Baker, Michael Dunn ESTREIA: 6.08.1969 VISTO: Paris 28.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Gostei do filme, mas imagino que não faz justiça à fama do Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, em que o filme se baseia. Mas tem o seu charme, muito graças às stars da época: Anouk Aimée, Michael York, Dirk Bogarde, Anna Karina.

THE CHAPMAN REPORT (1962)

REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: Wyatt Cooper, Don Mankiewicz ADAPTAÇÃO: Gene Allen, Grant Stuart, baseado no romance The Chapman Report (Irving Wallace, 1960) PRODUTOR: Darryl F. Zanuck, Richard D. Zanuck ELENCO: Efrem Zimbalist Jr, Shelley Winters, Jane Fonda, Claire Bloom, Glynis Johns, Ray Danton, Ty Hardin, Andrew Duggan, John Dehner FOTO: Harold Lipstein MÚSICA: Leonard Rosenman ESTREIA: 5.10.1952 (EUA) 29.04.1970 A VIDA ÍNTIMA DE 4 MULHERES (Portugal)

5.9.20

David LEAN

Brief Encounter (David Lean, 1945)
Melun 05.2021 TV

É um dos filmes românticos mais famosos e mais belos de sempre. Nos anos 40 um médico encontra uma mulher numa estação de comboios. Apaixonam-se, mas ela é casada e tem filhos pequenos e não vê saída para o seu romance com o homem da estação. Celia Johnson e Trevor Howard são os atores que aqui tiveram o papel das suas carreiras. Melun 2021 TV 4,5/5
Blithe Spirit (David Lean, 1945)
Noël Coward
Paris 12.2023 Cinémathèque 3/5

SUMMERTIME (1955)
Uma americana solteirona e puritana chega a Veneza à espera de uma revelação mística, mas a solidão bate mais forte no meio dos casais que se formam ao seu redor. A turista quer e não quer o romance, que acaba por finalmente acontecer com um comerciante veneziano. Mas para mim a verdadeira protagonista do filme é Veneza, sem dúvida. O filme adapta a peça de Arthur Laurents (The Time of the Cuckoo, 1952) que deu um Tony Award a Shirley Booth. Pela sua prestação no filme, Hepburn recebeu uma nomeação ao Oscar e outra ao BAFTA, assim como David Lean, na sua primeira realização em Holywood. O filme também foi nomeado para a categoria principal dos BAFTA. Paris 2020 Le Champo & Madrid 2023 Ciné Doré 3/5
Summertime (David Lean, 1955),  argumento de H.E. Bates, com Katharine Hepburn, Rossano Brazzi, Darren McGavin e Isa Miranda.
Lawrence of Arabia (David Lean, 1962)
Paris 12.2023 Cinémathèque 4.5/5

13.2.20

Et Satan conduit le bal (Grisha Dabat, 1962)

Et Satan conduit le bal é um filme datado, escrito por Roger Vadim e que reflete o seu universo povoado de playboys e mulheres muito belas. São vários casais jovens que se desfazem e refazem num fim de semana passado numa villa do sul de França. Lutam contra o tédio e a atmosfera entre eles é de crispação permanente. Parece um Antonioni de pechisbeque. Mas os atores marcaram uma época e são o melhor do filme: Jacques Perrin, Françoise Brion, Catherine Deneuve, Bernadette Lafont, Henri-Jacques Huet, Jacques Doniol-Valcroze e Jacques Monod. Vila do Conde 2020: 1,5/5

13.9.19

Arthur PENN

THE MIRACLE WORKER (1962)
The Miracle Worker volta às salas numa versão restaurada. Anne Bancroft é uma educadora de crianças cegas (ela mesma foi cega) que vai enfrentar o grande desafio da sua vida com Anne Sullivan (Patty Duke), que lhe vai dar muita luta. A relação das duas, violenta e extenuante, deve ter influenciado um filme como O Exorcista, aposto... As duas atrizes receberam o Oscar, Arthur Penn foi nomeado pela Academia e William Gibson também foi nomeado para um Oscar pelo argumento que concebeu a partir da sua peça estreada no teatro em 1959. Um bom filme. Paris 2019 Le Reflet Médicis 3/5

LITTLE BIG MAN (1970)
DVD Collection Western 2008
DVDTECA 

THE MISSOURI BREAKS (1976)
VISTO: Paris 13.12.2024 Cinémathèque 



THE LEFT-HANDED GUN (Penn, 1958)

DVD Collection Western 2008
DVDTECA 

18.2.19

La Commare Seca (Bernardo Bertolucci, 1962)

Belo cartaz para a reposição nas salas francesas do primeiro filme realizado por Bernardo Bertolucci. Uma prostituta é assassinada num parque público romano. Sucedem-se os depoimentos de vários homens que passaram nesse dia pelo parque. Conhecemos a Roma periférica dos pobres e dos mandriões, dos malandros de toda a espécie, que encontramos tal e qual nos filmes de Pasolini da época (é dele a ideia do filme). Um olhar documental, quase todo filmado no exterior, atores não profissionais, benvindos ao cinema novo italiano dos anos 60. Mas o cinema velho de autor (Fellini, Antonioni, Rosselini, Visconti) estava igualmente numa fase de grande criatividade. Produzido por Tonino Cervi. Paris 2019 Reflet Médicis 3/5

3.2.18

Robert ALDRICH

VERA CRUZ (1954)
Dois cowboys solitários, um dos quais (Gary Cooper) vindo do Sul derrotado na Guerra de Secessão, envolvem-se nas lutas do México entre os apoiantes do imperador Maximiliano e os apoiantes de resistente Juarez. Eles (Cooper e Burt Lancaster) aceitam, por dinheiro, escortar a condessa Duvarre até Vera Cruz. O filme é particularmente violento para a época (em que Ford e Hawks fizeram grandes westerns clássicos) e influenciou westerns posteriores, na definição de personagens mais duras e menos sensíveis aos outros (Lancaster). Paris 02.2018 Christine 21 Versão restaurada 3,5/5

KISS ME DADLY (1955)
Reposição nas salas fracesas de uma cópia restaurada de Kiss Me Deadly. Cinema noir (adapta Mickey Spillane) que aponta um amanhã "no future", já que a energia atómica encerrada numas simples caixas vai parar nas mãos de qualquer um e a curiosidade faz o resto... Futuro negro precisamente. Esperava mais deste filme. Paris 02.2019 FQL 2,5/5

DVDTECA [5] Attack (1956) What Happened to Baby Jane? (1962) Ulzana, Ulzana's Raid (1972) The Longest Yard/1989