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11.3.21

George CUKOR 1960...

Rich and Famous (George Cukor, 1981)
O canto de cisne de Cukor, derradeira prova do seu amor pelo mundo feminino. Quantos filmes sobre a amizade feminina podem rivalizar com esta obra? Com Jacqueline Bisset e Candice Bergen, soberanas, que seriam sempre lembradas por esta história, caso não tivessem feito outros filmes.  Estreou em 2013 uma cópia nova do filme no cinema parisiense El Desperado. Paris 03.2021 4/5

JUSTINE

REALIZADOR: George Culor ARGUMENTO: Lawrence B. Marcus e Andrew Sarris, baseado no romance Justine (Lawrence Durrell, 1957, parte de The Alexandria Quartet ELENCO: Anouk Aimée, Michael York, Dirk Bogarde, Anna Karina, Robert Forster, Philippe Noiret, John Vernon, Jack Albertson, George Baker, Michael Dunn ESTREIA: 6.08.1969 VISTO: Paris 28.09.2024 Cinémathèque NOTA: 3/5 Gostei do filme, mas imagino que não faz justiça à fama do Quarteto de Alexandria, de Lawrence Durrell, em que o filme se baseia. Mas tem o seu charme, muito graças às stars da época: Anouk Aimée, Michael York, Dirk Bogarde, Anna Karina.

THE CHAPMAN REPORT (1962)

REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: Wyatt Cooper, Don Mankiewicz ADAPTAÇÃO: Gene Allen, Grant Stuart, baseado no romance The Chapman Report (Irving Wallace, 1960) PRODUTOR: Darryl F. Zanuck, Richard D. Zanuck ELENCO: Efrem Zimbalist Jr, Shelley Winters, Jane Fonda, Claire Bloom, Glynis Johns, Ray Danton, Ty Hardin, Andrew Duggan, John Dehner FOTO: Harold Lipstein MÚSICA: Leonard Rosenman ESTREIA: 5.10.1952 (EUA) 29.04.1970 A VIDA ÍNTIMA DE 4 MULHERES (Portugal)

4.9.20

John DEREK

TARZAN, THE APE MAN (1981)
Tarzan, the Ape Man retoma a história do romance original Tarzan of the Apes (Edgar Rice Burroughs, 1912) mas conta-a a partir do ponto de vista de Jane (Bo Derek). O filme está cheio de maus momentos, devidamente consagrados pelos Razzie Awards e pelos Stinker Awards, mas tem o seu charme e, para o meu gosto pessoal, sendo um filme sobre Tarzan desperta-me sempre o interesse. Mas nem os atores se salvam (Bo Derek, Miles O'Keeffe, Richard Harris e John Phillip Law). Paris 09.2020 Cinémathèque 2/5

13.8.19

Robert LUKETIC

THE UGLY TRUTH (2009)
Uma produtora de TV (Katherine Heigl) com a audiência a cair e um apresentador de TV (Gerard Butler) sensacionalista são obrigados a trabalhar juntos com o objetivo de elevar a audiência do programa dela mas implicando a descida de qualidade do mesmo. Este par que tudo opõe vai fazer o caminho espinhoso habitual das comédias românticas até a descoberta do que os une e aproxima. VC 2.2018 DVDTECA 2/5
DVD c/ Bonus
DVDTECA


LEGALLY BLONDE (2001)

Legally Blonde é uma das melhores comédias americanas do início deste século, com uma interpretação inesquecível de Reese Witherspoon. Não admira que seja uma comédia de culto, daquelas que cresceram na bilheteira depois da estreia e conquistaram um lugar permanente no coração dos seus fãs (e, neste caso, a conversão num musical da Broadway). O filme parece um cocktail de preconceitos da sociedade americana, sobretudo relativos às loiras (vale a pena ver um dos bónus do DVD sobre os 50 tons do louro...), mas também referentes às classes ricas da costa Oeste, aos intelectuais da costa Leste, aos sisudos estudantes de Harvard, etc. Reese é uma bimbo pronta para uma vida previsível de significativa superficialidade que acorda quando o namorado a abandona (a carreira política que lhe está garantida pela família não tem espaço para bimbos). A bela adormecida vai então reinventar-se para conquistar o namorado no seu próprio terreno (Harvard...) mas vai conquistar muito mais do que isso. Belo argumento da dupla Karen McCullah Lutz & Kirsten Smith, que adaptam um romance de Amanda Brown. Um banho de Girl Power (ou de mulheres empoderadas, como dizem os brasileiros). Elenco: Reese Witherspoon, Luke Wilson, Selma Blair, Matthew Davis, Victor Garber, Jennifer Coolidge. Vila do Conde 8.2019 DVDTECA 4/5


11.8.17

Jack CONWAY

Libeled Lady (Jack Conway, 1936)
Os anos 30 reservam-nos provavelmente as melhores comédias de sempre. E não faltam pepitas para serem descobertas. Como este Libeled Lady, do prolífico mas pouco celebrado Jack Conway. Mas na screwball comedy são quase sempre os atores que levam a palma e que conquistam espectadores 80 anos depois. Libeled Lady tem um quarteto de ouro: Jean Harlow, William Powell, Myrna Loy e Spencer Tracy. A história pouco interessa: é uma comédia de enganos que opõe homens e mulheres e ricos e trabalhadores. Foi nomeada para o Oscar de melhor filme. A história original é de Wallace Sullivan, o argumento é de Maurine Dallas Watkins, Howard Emmett Rogers e George Oppenheimer. VC 2017 (4/5)

14.12.15

The Picture of Dorian Gray (Albert Lewin, 1945)

Albert Lewin é um realizador que me intriga e fascina. Realizou apenas meia dúzia de filmes, quase todos escritos por ele e os dois que conheço são maravilhosos: Pandora e The Portrait of Dorian Gray. O primeiro está no panteão dos filmes mais belos que conheço (Ava Gardner a fotografia de Jack Cardiff muito contribuem para esse resultado), quanto a Dorian Gray vi-o há muitos anos não sei precisamente quando nem onde (deve ter sido na televisão) e revi-o esta semana numa cópia remasterizada lançada nas salas. É uma belíssima adaptação do romance de Oscar Wilde. Consegue com grande felicidade criar uma atmosfera fantástica e onírica que revela as qualidades do conto de Wilde: um homem jovem e belo não suporta a ideia de envelhecer enquanto o seu retrato, que um amigo pintor acaba de fazer, manterá para sempre essa juventude e beleza. Então Gray vende a sua alma para manter-se eternamente jovem, mas o retrato vai-se alterando com o tempo refletindo a evolução do caráter do retratado. Um filme maravilhoso.  4/5

9.8.15

Northwest Passage (King Vidor, 1940)

Um filme sobre um herói americano, Rogers' Rangers (Spencer Tracy), que em 1759 destruiu um acampamento dos índios Abenakis, que já tinham feito muitas vítimas entre as tropas inglesas. Não será dos melhores filmes de Vidor, mas mesmo assim vê-se com prazer passados todos estes anos. Vila do Conde 2015: 3/5

25.7.15

Comrade X (King Vidor, 1940)

Uma comédia de espiões passada na União Soviética, na linha de Ninotchka, mas infelizmente bem menos divertida. Com Clark Gable, Hedy Lamarr e Oskar Homolka. TV 2015 (2/5)

4.2.15

Pandora and the Flying Dutchman (Albert Lewin, 1951)

Albert Lewin realizou apenas seis filmes, mas teve uma longa carreira de argumentista e produtor para as majors americanas. Ficou conhecido por privilegiar adaptações de clássicos, tendo realizado uma excelente versão de The Picture of Dorian Gray em 1945. Mas talvez o seu filme mais belo seja mesmo Pandora. A história baseia-se na lenda do Holandês Voador, que erra pelos mares à procura de uma mulher que ofereça a sua vida por amor. É uma história que alia romantismo e fantasia como poucas. Estas qualidades e a fotografia de Jack Cardiff (a produção é britânica) por vezes fazem-nos pensar em Michael Powell. Claro que sem a grande Ava não estaríamos hoje a falar deste filme como um clássico de culto que é. Bravo. Paris 2015: 5/5