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27.4.26

Under the Rainbow - The Real Liza Minnelli (George Mair, 1996)

 

Numa pesquisa rápida que fiz na net, verifiquei que esta biografia escrita por George Mair há 20 anos, permanece a mais recente biografia de Liza Minnelli e talvez a melhor, apesar dos seus defeitos. Nunca poderia constituir uma biografia de referência, porque há aspectos importantes da carreira da artista que são simplesmente ignorados; é o caso dos seus discos de estúdio. A grandeza de Liza reside nos seus shows e nas gravações ao vivo e é ponto assente que os seus álbuns de estúdio não espelham o talento que ela demonstra em palco, perante uma plateia. Mas isso não é razão para ignorá-los. De resto, o autor traça em poucas páginas o essencial da vida de Liza, e da sua carreira também: grande destaque é dado à relação com a mãe, Judy Garland, e à sua turbulenta vida amorosa. Afinal onde reside o génio de Liza Minnelli? Não é no cinema (apesar dos clássicos Cabaret e New York, New York) nem na música, mas sim na arte do showbizz tipicamente americano (nova-iorquino?), que exige a combinação de uma série de elementos como a dança, o canto, a interpretação, o star carisma, e uma capacidade de comunicação excecional com o público. Tudo isto Liza Minnelli dominava como poucos nos seus tempos áureos. Quanto à edição que tenho, gosto especialmente do livro-objecto: tem a qualidade dos hardbacks americanos, neste caso ilustrado com muitas e excelentes fotografias.VC 3/5 BIBLIOTECA 

19.7.18

Leitura: Homens imprudentemente poéticos (Valter Hugo Mãe, 2016)

Alguns anos e muitas leituras depois, regresso ao universo de valter hugo mãe. Universo e escrita inconfundíveis, mas a opção por uma história com personagens mitificadas, como num dos velhos contos do japão, foi pessoalmente dececionante. Senti saudade das personagens contemporâneas e com cheiro do apocalipse dos trabalhadores... VC 3/5

30.4.16

Georges de LA TOUR

GEORGES DE LA TOUR
Entre Ombre et Lumière
Paris: Jacquemard-André 2025
VISTO 03.02.2026

Obras apresentadas:
Le vieil homme c. 1618 San Francisco
Vielle Femme c.1618, San Francisco
Le vielleur au chien 1620s, Berges
Les mangeurs de pois c.1620 Berlin
Le vielleur à la sacoche c.1640 Remiremont
Saint Jérôme pénitent c. 1630 Estocolmo
Saint Jérôme pénitent c. 1630 à l'auréole Grenoble
Saint Thomas c. 1636 Paris
Saint Grégoire c.1630 Lisboa
Saint Philippe c1620 Norfolk
Saint Jacques Le Mageur c.1620 col part
Saint Jacques Le Mineur c.1620 Albi
Saint Pierre repensant 1645 Cleveland
Saint Pierre repensant, d'après La Tour, c.1647 Vic sur Seille
Saint Jacques le Majeur (atelier) c. 1643 col particulier m
Saint Jérôme lisant (atelier) c.1649 Nancy
Job raillé par sa femme c.1630 Épinal
La Femme à la puce c1632-1935 Nancy
L'argent versé 1620s Lviv Ucrania
La découverte du corps de saint Alexis, d'après c1648 Nancy
Le Nouveau-né c. 1647-1648, M. Rennes
Saint François en extase (d'après La Tour) c. 1643 Le Mans
La Madeleine pénitente c. 1635-1649 Washington
Saint Sébastien soigné par Irene d'après 1640s Orléans
Le souffleur à la pipe 1646 Tokyo
La Fillette au brasero 1640s Abu Dhabi
Saint-Jean Baptiste dans le désert c.1650 Vic sur Seille
Les joueurs de dès 1640s Stockton on Tees
Le Reniement de Saint Pierre 1650 Nantes


Outros pintores contemporâneos representados:
Louis Finson 1580-1617
Jean le Clerc
Mathieu Le Nain 1607-1677
Hendrick Ter Bruggen 1588-1629
Trophime Bigot 1579-1650
Adam de Coster c. 1586-1643

Georges de La Tour 1593 - 1652 (Prado, 2016)

Mesmo tendo preparado com cuidado o fim de semana em Madrid, quase me escapava a melhor exposição que se pode ver na cidade: Georges de La Tour, no Prado. Valeu-me ter visto os cartazes de rua a anunciar a exposição. O Prado conseguiu reunir 31 dos 40 quadros atribuídos a La Tour. Suponho portanto que esta retrospetiva é bem representativa da obra do pintor. Podemos ver, por exemplo, alguns Apóstolos de Albi, conjunto de 13 de que se conhecem apenas seis originais. Esse trabalho de La Tour é influenciado por Caravaggio (os modelos são gente vulgar, os apóstolos são retratados como gente humilde), assim como os três quadros que representam batoteiros e ladrões em plena ação. La Tour gostava de repetir personagens, como prova a série de Marias Madalenas, de tocadores de sanfona, dos batoteiros, de São Jerónimo. Viveu em Lunéville desde 1620 até à sua morte (1652) e os últimos anos foram dedicados aos noturnos de carácter religioso, de simplicidade comovente e ambiente silencioso, mas sem atributos sagrados, o que tem justificado uma leitura laica dessas obras. Madrid 2016 (5/5)

GEORGES DE LA TOUR
Histoire d'une découverte (2004)
Autores: Jean-Pierre Cuzin et Dimitri Salmon
Découvertes Gallimard nº 329 (2004)
BIBLIOTECA
Leituras, dezembro de 2025

GEORGES DE LA TOUR. Le maître des nuits
 (Robert Fohr, 1997)
Ed. Serpenoise 1997, 95p álbum
BIBLIOTECA

GEORGES DE LA TOUR (Anne Reinbold, 1991)
Editora Fayard 1991
BIBLIOTECA
Leituras 2010s
Leituras, janeiro de 2026