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2.8.26

EO (Jerzy Skolimovsky, 2022)

EO (Jerzy Skolimovsky, 2022)

O filme homenageia Au hasard Balthazar (1966), de Robert Bresson. O mundo visto por um burro, ou por nós através dele. Os seres bons e os seres maus que se encontram durante a vida, mas também os animais e a natureza. É muito belo como o filme que o inspirou. Paris 11.2022 Reflet Medicis 4/5

Polónia

La Poupée (Wojciech Has, 1968)

La Poupée (Wojciech Has, 1968)
A maior revelação cinematográfica do ano, entre os filmes que a reedição em sala em cópias restauradas permite descobrir. É um fresco histórico (Polónia, anos 1870s) à maneira de Visconti, com a evolução sentimental do protagonista no centro da trama. Soberbo. Paris 11.2022 Reflet Médicis 5/5

28.7.26

Movie Movie (Stanley Donen, 1977)

Realização: Stanley DONEN

Estreia nos EUA: 22/11/1978
Estreia em Portugal: 27/11/1980

FITAS LOUCAS (Portugal)
FOLIE-FOLIE (França) 
Movie Movie, a Dupla Emoção (Brasil)

Movie Movie, realizado por Stanley Donen, inclui dois filmes curtos que parodiam o cinema clássico de Hollywood, em particular o seu otimismo inesgotável. Gostei muito da comédia musical que se inspira no clássico 42nd Street. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

Dixiana (Luther Reed, 1930)

Dixiana é um filme musical do início do sonoro, com realização e argumento de Luther Reed a partir de uma história de Anne Caldwell. E o argumento é um dos pontos fracos deste e de muitos filmes similares da época. Um jovem aristocrata (Everett Marshall) enamora-se da artista de circo Dixiana (Bebe Daniels) mas vai ter de enfrentar dois opositores a essa relação: a sua mãe (Jobyna Howland) e um pretendente de Dixiana, financiador do teatro-circo (Ralf Harolde). Esta trama é permanentemente sabotada por números musicais e por números cómicos assegurados sobretudo pela dupla Woolsey & Wheeler. O drama é assim abafado pelos momentos de entretenimento puro, que é o grande objetivo deste tipo de filmes. A estrela do filme, Bebe Daniels, foi uma estrela do cinema mudo e conseguiu manter esse estatuto nos primeiros anos do sonoro, como atriz e cantora. Este filme testemunha o seu talento. O seu par romântico (Everett Marshall) é uma nódoa. Sobressaem Bert Wheeler e Robert Woolsey, a tal dupla cómica já consagrada nos palcos. Os últimos 20 minutos são em tecnicolor, que serve para sublinhar a beleza plástica da cena do baile. Mal o cinema sonoro nascia e já queria ser a cores. VC 2/5 

Elenco: Bebe Daniels (Dixiana Caldwell), Everett Marshall (Carl Van Horn), Bert Wheeler (Peewee), Robert Woolsey (Ginger Dandy), Joseph Cawthorn (Cornelius Van Horn), Jobyna Howland (Birdie Van Horn), Dorothy Lee (Poppy), Ralf Harolde (Royal Montague), Edward Chandler (Blondell), George Herman (Contortionist), Raymond Maurel (Cayetano Bruce), Covington (Company porter), Bill Robinson (Specialty Dancer), Eugene Jackson (Cupid)

25.7.26

Mães de Derick (Denise Kelm Soares, 2020)

Mães de Derick (Denise Kelm Soares, 2020)
VISTO: Paris 6.2022 F. Chéries-Chéris

Os Primeiros Soldados (Rodrigo de Oliveira, 2021)

Não deve haver muitos filmes sobre os primeiros anos da SIDA no Brasil, no início dos anos 80. Um grupo de amigos isola-se numa casa de campo para tentar perceber como evolui uma doença estranha e desconhecida que um deles trouxe de França, doença que afecta o namorado francês desse jovem. Ambos acabam por morrer, tendo o francês deixado de enviar ao Brasil os medicamentos que se pensava combater a doença. Um filme importante. Rio de Janeiro 07.2022 NET Botafogo 3,5/5

9.7.26

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948)


 
Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5
Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

KANSAS CITY CONFIDENTIAL (1952)
DVDTECA

THE SECRET FOUR (1952)
DVDTECA

Ladies of the Chorus (Phil Karlson, 1948) é o primeiro filme em que Marilyn Monroe tem o papel de protagonista e, ainda longe de Niagara (1953), que a consagrou como estrela, ela incendeia a tela e deixa os homens com os olhos em bico. Que presença! Ela nasceu para a comédia musical e isso nunca foi desmentido, apesar de alguns bons (melo)dramas que fez depois.
O filme de Phil Karlson tem apenas 60 minutos, tem um argumento rasteiro como poucos e deve ter servido como entrada para um filme de maior prestígio. Mas ver Marilyn dançar e cantar é um prazer indescritível que me vai obrigar a ver mais vezes este filme menor. Paris 11.2014 & 2022 Cinemateca Francesa 3.5/5

Ladies of the Chorus (Columbia, 1948), em francês Les Reines du music-hall, comédia musical com Marilyn Monroe, Adele Jergens, Rand Brooks e Nana Bryant. As músicas de Lester Lee & Allan Roberts: Anyone Can See I Love You (Marilyn Monroe), Every Baby Needs a Da Da Daddy (Marilyn Monroe), I'm So Crazy for You (Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees), The Ladies of the Chorus (Marilyn Monroe, Adele Jergens, dobrada por Virginia Rees, e outros) e You're Never Too Old (Nana Bryant).

Singin' in the Rain (S. Donen, G. Kelly, 1952)

Singin' in the Rain (S. Donen, G. Kelly, 1952)
Realização: Stanley Donen, Gene Kelly
Estreia nos EUA: 27/03/1952

Estreia em Portugal: 18/12/1952
Reposição nas salas em Portugal: 01/1996

Um dos meus filmes preferidos desde a infância, revisitado em sala, em Lisboa, Vila do Conde (Festival de curtas) e Paris. Quando a noite e a chuva se tornam dia e sol nos pés e no sorriso de Gene Kelly! 

Lisboa, Cinemateca 1991 
Lisboa, Ávila 1996 
Paris, Le Desperado 2015 
Vila do Conde, FICMVC 2021 
Paris, Cinémathèque 2022

Roseland (James Ivory, 1977)

Estreia nos EUA: 16/10/1977
Estreia em França: 15/10/1997

Não é difícil perceber que Roseland é um filme datado e que está praticamente esquecido, só podendo ser visto em retrospetivas completas nas cinematecas, como a que está a decorrer na Cinémathèque de Paris. E no entanto é um filme que me encantou. Os anos 70 gostavam da dança, foram os anos de Bob Fosse, de John Travolta, de filmes que se passavam nas pistas de dança. Roseland é um salão de dança em Nova Iorque, onde homens e mulheres dançam valsa todas as semanas e participam em campeonatos. Seguimos três histórias quase autónomas, não fora o local comum e algumas personagens que fazem a ponte entre essas histórias: a professora de dança e o mestre de cerimónias. As histórias, e as suas personagens principais, são comoventes. Na primeira, uma viúva (Teresa Wright) não gosta do seu par de dança mas apenas com ele consegue ver-se quando era jovem ao lado do marido no espelho do salão. Na segunda história, um gigolo (Christopher Walken) é seduzido por uma jovem recém-separada (Geraldine Chaplin) mas não consegue abdicar da mulher mais velha da qual depende financeiramente. Na terceira história, uma mulher relembra o homem com quem dançava sempre. O argumento é da fiel colaboradora de Ivory, Ruth Prawer Jhabvala. Paris 2022 Cinémathèque 3,5/5

Medida Provisória (Lázaro Ramos, 2022)

Medida Provisória (Lázaro Ramos, 2022)
Salvador 2022 2.5/5

6.5.26

Terms of Enearment (James L. Brooks, 1983)

Fazem falta hoje no cinema americano talentos como James L. Brooks ou Nancy Meyers. Fizeram dramas e comédias com diálogos e atores impagáveis. Nem nas tão celebradas séries de hoje se encontra este nível de escrita e interpretação. Que boa ideia a reposição do filme nas salas de cinema. Paris 09.2022 Le Champo 4/5
Este filme marcou os anos 80. Uma comédia dramática sobre a relação problemática entre mãe e filha (Shirley MacLaine e Debra Winger), tendo esta desenvolvido um cancro fatal. Entre ligeireza e gravidade, James L. Brooks consegue encontrar o tom justo para contar esta história de Larry McMurtry. Mas o filme é sobretudo um show dos atores. Shirley MacLaine e Jack Nicholson receberam o Oscar e o Golden Globe. Debra Winger, nomeada para vários prémios, também é excecional. James L. Brooks, na sua estreia na realização, venceu quase tudo o que havia a vencer, pois ele escreveu, realizou e produziu o filme. Com base nestas três funções acabou por receber três Oscars e dois Golden Globes. A edição em DVD do filme traz um bom comentário áudio por James L. Brooks. Muito bom filme VC 08.2016 DVDTECA 4/5

1.5.26

Arábia (2017)

Filme de Affonso Uchôa e João Dumans
Arábia é um filme sobre um homem comum, que deixou na Terra pouco mais do que um caderno onde conta a sua vida marcada pela solidão e pela exploração no mundo do trabalho. O filme tem passado tão despercebido entre os cinéfilos quanto o seu protagonista entre os poucos seres humanos que com ele se cruzaram ao longo da vida. O filme é de 2017 e estreou no Brasil em abril de 2018. Sendo um drama, não há nada aqui de dramático ou mostrado como tal, como nos habituámos a ver no cinema. Cristiano, assim se chama o protagonista, tem um olhar distanciado sobre si próprio, talvez por manter o tal caderno-diário do seu destino. O espectador é que tem de interpretar e dar sentido ao que vê, e decidir sobre o peso do drama da vida de Cristiano. Escrito e realizado por Affonso Uchôa e João Dumans. Paris: 2018 Arlequin & 2022 Reflet Medicis 4/5

O Pai da Rita (Joel Zito Araújo, 2021)

Dois bambas paulistas, amigos desde a juventude, entram em conflito quando descobrem  que um deles pode ser pai de uma bela moça. Paris 04.2022 L'Arlequin FCBP 

Eduardo & Mônica (René Sampaio, 2020)

Filme inspirado no hit clássico de Renato Russo, sobre a história de amor improvável entre Mónica, jovem médica, e o adolescente Eduardo. Belo filme popular. Paris 04.2022 L'Arlequin FCBP 3,5/5

30.4.26

Mato Seco em Chamas (2022)

 
Realização: Joana Pimenta e Adirley Queirós
*Grande Prémio de longa-metragem no Indielisboa 2022

Porto, 25 de outubro de 2022 Trindade, 2.5/5