Depois do grande sucesso de La Grande Belezza, Sorrentino passou a ser o representante mais celebrado do cinema italiano. Agora dá um passo na sua afirmação internacional com um filme falado em inglês e com personagens vindas de várias culturas, que se encontram numa estalagem de repouso na Suíça. Mas vamos com calma. Eu pensava que Sorrentino fizera em La Grande Belezza um fresco crítico, devastador da sociedade italiana, das suas elites de fachada. Mas esse seu olhar afinal abrange literalmente todo o mundo, as elites intelectuais e outras (Maradona é uma das personagens do filme), não poupando compositores de música clássica (Michael Caine, o protagonista), atores de Hollywood, futebolistas, Misses Universo, etc. Por que será que o realizador, interpretado por Harvey Keitel, é o mais poupado à mediocridade geral? Sempre que são apresentadas manifestações artísticas então entramos no domínio do grotesco: os planos retidos acentuam esse grotesco. Dá pra ver que não vou lá muito com o trabalho de Sorrentino. Para mim o grande italiano em atividade é mesmo Bellocchio. Paris 09.2015 Odéon 2,5/5
