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4.7.18

Thomas Cole - Eden to Empire (National Gallery)

The Oxbow
Thomas Cole é um pintor paisagista do século 19, nascido em Inglaterra, mas naturalisado americano. Influenciou a pintura americana, tendo deixado discípulos como Church e Durand, que têm algumas das suas paisagens na exposição. Gostei muito desta. Há quadros lindíssimos e deu-me a conhecer uma área artística que ignorava. Também vemos na exposição telas de Turner, Constable e Claude, que Cole admirou na National Gallery quando a visitou no final dos anos 30 (quando já era um pintor conhecido nos Estados Unidos). The Oxbow é o quadro emblemático de Cole (está na capa do catálogo) mas ainda gostei mais da série épica Course of Empire, série de quadros que apresentam o surgimento e a extinção de um império num mesmo espaço natural. Londres 07.2018 National Gallery 4,5/5

4.6.18

DELACROIX

Est-ce un Delacroix ? L'art de la copie (2025)
Paris: Musée Delacroix, mai 2025

L'ATELIER AU CŒUR DE LA CRÉATION 

La Madeleine dans le désert, 1845

L'éducation de la Vierge,1842

Portrait de Auguste Richard de la Hautière, 1828

Roméo et Juliette, 1851

Le Cardinal Richelieu..., 1831?

L'annonciation, 1841

Anacréon et une jeune fille, 1834

Lionne prête à s'élancer, 1863

Étude d'un homme nu, dit Le Polonais, 1822

Un forgeron, 1833?




Delacroix no Louvre (2018)
Uma impressionante retrospetiva de Delacroix pode ser vista no Louvre até julho. Para quem não conhece bem o pintor (como eu) vai ficar surpreendido com a variedade de géneros a que se dedicou. Quadros históricos e políticos, em que a História e a mitologia servem para defender posições políticas contemporâneas; quadros em que o exotismo (do mundo árabe do norte de África) não implica preconceito, antes revela, mais do que costumes, sensibilidades particulares e diferentes vivências íntimas do tempo; quadros florais ; cenas bíblicas; quadros de animais (felinos e cavalos) em luta; retratos. Gostei particularmente dos dois primeiros grupos de quadros. Delacroix queria atingir rapidamente a fama e para isso privilegiou os salões, onde podia ser visto por um público largo e fazer escândalo. Conseguiu tudo o que queria e ainda hoje os quadros monumentais desse período de juventude estão entre os seus melhores.  Ainda jovem acompanhou um mecenas a Marrocos onde fez imensos desenhos que depois o inspiraram na pintura de cenas locais, pintadas no essencial de memória. Paris 06.2018 Louvre 4/5

Delacroix and the Rise of Modern Art (National Gallery, 2016)
A exposição que a National Gallery de Londres dedica a Delacroix dá grande espaço aos pintores posteriores influenciados pelo mestre francês. Em certas salas exibem-se dois ou três quadros de Delacroix e duas ou três vezes mais quadros de outros pintores. Desconhecia que a influência de Delacroix sobre os pintores mais jovens fosse tão significativa. Mas é um facto que muitos destes inspiram-se diretamente na obra do romântico francês. De resto, parece-me que a exposição londrina não tem muitas grandes obras de Delacroix. Mesmo assim, como nunca prestei atenção à sua obra, a exposição foi uma revelação pessoal. Londres 04.2016 National Gallery 3/5

Delacroix "Une fête pour l'oeil" 
Nada sabia sobre Delacroix, pintor marcante do romantismo francês, que foi um dândi famoso e amigo de tantos homens e mulheres célebres do seu tempo, sobretudo ligado às artes. Delacroix fez sensação nos primeiros salões de arte em que participou e com a pintura Mort de Sardanopole tornou-se o chefe de fila dos pintores românticos, desafiando as regras dos neo-clássicos e dos seguidores de David. As reações de críticos e público foram violentas mas o espírito romântico estava introduzido. Em 1932 fez uma viagem a Marrocos, como convidado numa comitiva oficial do Estado francês, e trouxe de lá milhares de desenhos que deram origem a pinturas posteriores. A viagem foi uma revelação. Mesmo a antiguidade clássica que tanto amava ele foi descobri--la em solo africano (ele nunca chegou a fazer o Grand tour de Itália). Esta era a segunda viagem que fazia ao estrangeiro, depois de ter visitado em 1925 a Inglaterra, outra das suas principais influências. Delacroix dedicou grande parte da sua carreira a pintar paredes e tetos de dimensões consideráveis no Palácio do Luxemburgo,  na Biblioteca Nacional, na igreja de Saint-Sulpice e no Louvre, tendo sempre obtido tão nobres encomendas através do político Thiers. Delacroix foi até ao fim da vida um pintor nada unânime e só conseguiu entrar para o Instituto pouco antes de morrer. No entanto, foi defendido por alguns artistas, como Baudelaire, e teve uma enorme influência nas novas gerações de pintores, antecipando o impressionismo (ver quadro abaixo, La Mer de Dieppe). Leitura 03.2016 Paris 4.5/5



Delacroix Images de l'Orient (Herscher, 1995) 
BIBLIOTECA 

9.2.17

The National Gallery London (Homan Potterton, 1977)

Este é um bom guia do acervo da National Gallery de Londres, um dos principais museus do mundo. Li-o na primeira edição, de 1977, com muitas fotografias a preto e branco, e esse é o principal defeito desta edição. De resto, é excelente. Homan Potterton expõe sucintamente a história do museu e também algumas noções relativas à conservação das obras. The National Gallery é um dos poucos grandes museus que consegue expor permanentemente ao público todo o seu acervo (cerca de dois mil quadros). Não tem muitas obras, é certo, mas o que tem é de grande importância estética e histórica. O museu não nasceu de nenhuma coleção real, como era habitual à época, mas sim de uma coleção privada (do imigrante russo John Julius Angerstein) comprada pelo governo britânico em 1924. Outras coleções se juntaram ao acervo inicial assim como as aquisições que os sucessivos diretores fizeram. Primeiro privilegiaram-se as obras dos grandes pintores (italianos, sobretudo), depois passou-se a adquirir as obras pelo seu valor representativo e histórico. Vila do Conde 2017 (4/5)