Sátántangó é na origem um romance famoso de László Krasznahorkai (1985), que o adaptou para cinema com o realizador Béla Tarr. Fala de uma quinta coletiva num país comunista da qual todos fogem, sem esperança quanto à vida que poderão ter nessa terra. Alguns hesitam e ficam. O filme de Tarr consegue representar toda a complexidade política e social desta história de Krasznahorkai mas é uma prova à paciência do cinéfilo. Vi apenas a primeira parte das três (que totalizam sete horas) que estão no cinema numa cópia imaculada, mas é incerto que veja o filme por inteiro... Paris 03.2020 Le Reflet Médicis 3/5
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2.8.26
14.4.26
25.4.24
Wong KAR-WAI 1988-1997
AS TEARS GO BY (1988)
Paris 07.2023 Filmothèque QL
VC 23.08.2024 RTP2
4/5
Ao Sabor da Ambição, Leopardo 27/05/2021
CHUNGKING EXPRESS (1994)
Lisboa 1996 King*****
Paris 2013 Champo*****
ASHES OF TIME (1994)
Paris 2008 Bastille***
Paris 2024 FQL***
ASHES OF TIME (1994)
Filme de Wong Kar-Wai
Paris 2008 Bastille
Paris 2024 FQL
3/5
FALLEN ANGELS (1995)
Anjos Caídos
Lisboa 1996 King****
Porto Passos Manuel 2001****
HAPPY TOGETHER (1997)
ESTREIA 17.05.1997 (F. Cannes) Atalanta Filmes 14.08.1998 FELIZES JUNTOS
VISTO Porto 1998 Nun'Álvares, PV 1998 Octopus, VC 2020 TV, Christine 16.09.2025
24.10.23
SHINJI SOMAI
Morioka 1948-2001
11°JARDIN D'ÉTÉ (1994)
TÍTULO: Natsu no niwa (Japão, 1994) Jardin d'Été (FR) The Friends (IN) REALIZAÇÃO: Shinji Sômai ARGUMENTO: Yōzō Tanaka, baseado no romance de Kazumi Yumoto ELENCO: Rentarô Mikuni, Naoki Sakata, Ken'ichi Makino GÉNERO: Drama ORIGEM: Japão ESTREIA: 09.04.1994 (Japão) 04.06.2025 (França, versão restaurada) VISTO: Paris 05.06.2025 Beaubourg NOTA 3.5/510° DÉMÉNAGEMENT (1993)
TÍTULO: Ohikkoshi (Japão, 1993) Déménagement (FR) REALIZAÇÃO: Shinji Sômai ARGUMENTO: Satoshi Okonogi, Satoko Okudera, Hiko Tanaka PRODUÇÃO: Hirohisa Mukuju GÉNERO: Drama ORIGEM: Japão ESTREIA: 20.03.1993 (Japão) 25.10.2023 (França, versão restaurada) ELENCO: Kiichi Nakai VISTO: Paris 2023 Espace Saint Michel NOTA: 3/5
6° Typhoon Club (1985)
REALIZAÇÃO: Shinji Sômai ARGUMENTO: Yuji Karo PRODUÇÃO: Susumu Miyasaka // Directors Company GÉNERO: Drama ORIGEM: Japão ELENCO: Yuka Onishi, Tomokazu Miura ESTREIA: 31.08.1985 (Japão) 29.06.1988 (França) 03.07.2024 (França, versão restaurada) VISTO: Paris 05.07.2024 Reflet Médicis NOTA: 3/5
9.9.22
1.4.21
Luis MANDOKI
Message in a Bottle (1999)
Um filme romântico como hoje não existe mais, ainda que seja baseado num romance lacrimejante de Nicholas Sparks publicado no ano anterior à sua adaptação para o cinema. Uma jornalista (Robin Wright) encontra na praia uma garrafa com uma carta dentro e consegue identificar quem a escreveu. Trata-se de um viúvo (Kevin Costner) que vive mal a perda da mulher e é apenas apoiado pelo pai (Paul Newman). A jornalista vai ao encontro desse homem e apaixonam-se mas o homem não está preparado para o romance... Melun, abril de 2021 TV 2,5/5
When a Man Loves a Woman (Luis Mandoki, 1994)
No começo do filme e em várias cenas, Meg Ryan assume um comportamento impulsivo, de comédia slapstick, que fez o sucesso da sua persona cinematográfica em várias comédias dos anos 90. Pensamos então que vamos assistir a mais uma dessas comédias românticas marcadas pelo charme um pouco infantil de Meg Ryan. Mas logo verificamos que o registo do filme vai em sentido contrário evoluindo para um drama bem série. A personagem de Ryan, mãe de duas filhas pequenas, e apaixonada pelo marido (Andy Garcia), vai soçobrar a uma dependência alcoólica e mergulhar numa depressão que afetará irreversivelmente a sua família. Prefiro Meg Ryan nas comédias. VC 12.2017 DVDteca 2/5
17.11.20
This Can't Be Love (Anthony Harvey, 1994)
Um dos últimos filmes protagonizados por Katherine Hepburn, que interpreta uma estrela de cinema retirada. Ela é procurada por Antony Quinn, com quem teve um casamento relâmpago que só lhe deixou mágoas. O reencontro é tempestuoso e dá lugar a momentos cómicos que unem dois atores que nunca imaginaríamos juntos no mesmo filme. Melun 2020 TV 2,5 /5
27.9.20
Robert REDFORD
1º ORDINARY PEOPLE (1980)
Um drama marcante dos anos 80. É a estreia na realização de Robert Redford e poucas vezes uma estreia foi tão celebrada. Oscar e Golden Globe para melhor filme e melhor realizador! Difícil fazer melhor. Ordinary People adapta um romance de 1976 sobre uma família em crise depois da morte de um dos filhos e da tentativa de suicídio do outro. Foi o filme de estreia de Timothy Hutton, que ganhou o Oscar, o Golden Globe uma nomeação ao BAFTA. Os outros atores principais, Donald Sutherland, Mary Tyler Moore e Judd Hirsch foram nomeados a vários prémios. Alvin Sargent foi outro destaque: recebeu o Oscar e foi nomeado ao Golden Globe pelo argumento (adaptado). Paris 9.2020 Christine 3,5/5
THE MILAGRO BEANFIELD WAR (1988)
Robert Redford esteve muitas vezes envolvido com filmes (como ator e realizador) sobre problemas sociais e lutas contra o poder autoritário. No segundo filme que realizou, The Milagro Beanfield War, encena a luta de uma comunidade rural e pobre contra a imposição de um projeto de lazer que porá em causa a sua sobrevivência como comunidade. No principal papel feminino, temos Sonia Braga, como uma das cabeças da rebelião. Foi um dos seus melhores trabalhos em Hollywood nos anos 80. A banda sonora de Dave Grusin recebeu em 1989 o Golden Globe e o Oscar. VC 8.2016 DVDTECA 3/5
QUIZ SHOW (1994)
PV 1994 Santa Clara 1995 3/5
LIONS FOR LAMBS (2007)
Peões em Jogo, Lions et Agneaux
Paris 2007 Bastille 2007 3/5
THE COMPANY OF MEN (2012)
Paris 2013 Orient Express UGC 4/5
REDFORD[4]
1DVD: Ordinary People (1980) + The Milagro Beanfield War (1988)
1DVD: A River Runs Through It (1992) + Quiz Show (1994)
28.4.20
Madonna: Innocence Lost (Bradford May, 1994)
Madonna: Innocence Lost é um filme feito para a televisão (estreado na Fox em 1994). Mas não é pior do que muitos biopics que aparecem nas salas de cinema. O filme mostra a ascensão de Madonna, ou melhor, o longo período em que ela não conseguia arrancar com a carreira, até que surgiu a grande oportunidade. Infelizmente não vemos os seus primeiros sucessos, o filme dá a entender que tudo começou com Like a Virgin, o que não é verdade. O filme adapta o livro Madonna Unauthorized, de Christopher Andersen e tem atores como Terumi Matthews, Wendie Malick, Jeff Yagher, Diana Leblanc, Dean Stockwell e Nigel Bennett. Grande destaque do filme é Terumi, que está ótima como Madonna. Melun 2020 (3/5)
19.2.20
Gillian ARMSTRONG
Little Women safra 1994 é mais interessante do que a anterior de 1949. Nesta o tecnicolor dava um brilho de Natal a esta história familiar que começava no inverno cheio de neve. A versão de Armstrong é mais sombria e as mulherzinhas March apareceem logo de preto. Mulherzinhas e rapazes que entretanto cresceram mas ainda aí estão, quase 30 anos depois: Winona Ryder, Claire Danes, Kirstin Dunsten, Christian Bale, Gabriel Byrne... Uma grande geração de atores. O argumento é de Robin Swicord, que adapta o romance de Louisa May Alcott de 1868. A música é de Thomas Newman (e por ela foi nomeado ao Oscar). Com Winona Ryder (Jo), também nomeada ao Oscar, Trini Alvarado (Meg), Claire Danes (Beth), Susan Sarandon (Mrs. March), Kirstin Dunsten (Amy), Christian Bale (Laurie), Gabriel Byrne (Friedrich Bhaer) e Mary Wickes (Aunt March). Vila do Conde 2.2020 DVD 3,5/5
DVD Little Women Collector UK 2001 DVDTECA
22.10.19
Speechless (Ron Underwood, 1994)
Michael Keaton e Geena Davis escrevem os discursos dos candidatos republicano e democrata, respetivamente, e apaixonam-se em plena campanha eleitoral. Trabalho e amor entrelaçam-se sem surpresas mas gostei da química entre o par protagonista. Davis estava no auge da beleza e talento. Com Bonnie Bedelia, Ernie Hudson, Christopher Reeve. Vila do Conde 10.2019 2,5/5
10.10.19
True Romance (Tony Scott, 1994)
TRUE ROMANCE (1994) tem sido exibido em ciclos dedicados a Tarantino, como sendo uma obra essencial da sua obra. E é. Sem o virtuosismo de Tarantino, quem assina a realização é Tony Scott, mas a história, as personagens e os diálogos são típicas de Tarantino. Dois jovens, uma call girl e um tímido empregado de loja de BD, apaixonam-se, casam-se mas logo se vêem perseguidos (em plena lua de mel) por criminosos do tráfico de droga (e pela polícia). As cenas violentas e sanguinolentas sucedem-se mas temperadas pelo humor peculiar de Tarantino. O elenco é um who's who masculino dos anos 90: Christian Slater, Patricia Arquette, Christopher Walken, Dennis Hopper e Gary Oldman, Val Kilmer, Brad Pitt, Michael Rapaport, Bronson Pinchot, Chris Penn, Tom Sizemore, James Gandolfini e Samuel L. Jackson. PV 199?? & Paris 10.2016 FQL 3,5/5
DAYS OF THUNDER (1990)
ESTREIA 27.04.1990 EUA, 21.09.1990 DIAS DE TEMPESTADE
19.6.19
La Cité de la peur (Alain Berbérian, 1994)
Este filme é a grande contribuição para o cinema de Les Nuls, grupo de comediantes que marcou a televisão francesa (Canal+) nos anos 80. A história anda à volta de um serial killer, que mata projecionistas durante o Festival de Cannes. O humor lembra Monthy Python e até Herman José, que se destacaram nos mesmos anos 80. Com os nuls Chantal Lauby, Alain Chabat e Gérard Darmon. Paris Les Halles 3/5
21.5.19
Tim BURTON 1990s
ED WOOD (1994)
Ed Wood é um dos melhores filmes de Tim Burton, realizador irregular. Pertence àquela categoria de filmes (de que gosto cada vez mais) sobre o cinema e sobre Hollywood em particular. Não falho nenhum desses filmes, mas no caso de Ed Wood o seu valor é essencialmente cinematográfico. A realização, o tom de comicidade permanente, os atores (Oscar e Golden Globe de melhor ator secundário para Martin Landau como Bela Lugosi!), tudo é muito bom em Ed Wood. Paris 06.2016 4/5
BATMAN RETURNS (1992)
Batman Returns é um dos melhores filmes de super heróis de sempre. Um modelo de fusão do universo de autor de Tim Burton com a produção sofisticada permitida pela Warner. Dois mundos que poucas vezes se respeitam, com prejuízo para o cinema. O mauzão da vez é o Pinguim (Danny DeVito) que foi abandonado pelos pais em bebé e foi criado nos esgotos de Gotham City por pinguins. Vinga-se tornando-se um cidadão respeitado, candidato a presidente da câmara e quando a estratégia falha, parte para a violência. Ele e o industrial poderoso Max Shreck (Christopher Walken) darão muito trabalho a Batman (Michael Keaton) e à Catwoman (Michelle Pfeiffer). A música de Danny Elfman é soberba. Cine-Teatro Garrett 1992 & Paris 05.2019 Le Grand Action 4/5
DVDTECA Eduardo Mãos De Tesoura (1990) Planet of the Apes (2001)
25.5.18
Fresa y chocolate (Tomás Gutiérrez Alea, 1994)
Tomás Gutiérrez Alea (com Juan Carlos Tabío) assinou em 1994 um dos melhores e mais premiados filmes do cinema cubano. Senel Paz é o autor do argumento e também o autor do conto El Lobo, el bosque y el hombre que está na base do filme. David (Vladimir Cruz) é um jovem universitário que pertence ao Partido e um dia é levado por Diego (Jorge Perugorría), um homossexual ousado, a sua casa com o pretexto de que possui fotografias de David. Em política e em sexo opõem-se claramente mas pouco a pouco vão-se aproximando, a postura de ambos vai evoluir e entre eles nascerá uma grande amizade. Há outras histórias e personagens (a namorada e o colega de Partido de David, a vizinha e o amigo artista de Diego) mas é a amizade de difícil parto entre os dois protagonistas que torna o filme inesquecível. Paris 2009 (Nouveau Latina) & 2018 (Christine 21) 4/5
Prémio Especial do Júri - Urso de Prata do Festival de Berlim
Prémio Teddy para a Melhor Filme do Festival de Berlim
Goya Mejor Película Extranjera de Habla Hispana
Nomeado para o Oscar de melhor filme estrangeiro
28.3.18
Louis MALLE
ZAZIE DANS LE MÉTRO (1960)
Uma obra original e única no seu e no nosso tempo. Zazie passa um fim de semana com o tio e, frustrada com greve que a impede de andar de metro, põe toda a gente e a cidade em polvorosa com as suas traquinices. Burlesco insuflado até ao cansaço, pelo menos foi assim que reagi à profusão de gags a alta velocidade. Paris 06.2021 Reflet 2,5/5
My Dinner With Andre (Louis Malle, 1981)
Desde que vi a peça O Meu Jantar com o André, em 2016, no Teatro São João, fiquei com curiosidade em conhecer o filme de Louis Malle, escrito e protagonizado por Andre Gregory e Wallace Shawn (interpretados no São João por João Vaz e Manuel Wiborg). Dois amigos que trabalham no teatro, um que sobrevive com enormes dificuldades para se manter no meio, o outro que foi uma estrela da encenação até se afastar do teatro, mas mantendo um estatuto e nível de vida elevados, esses dois amigos não se vêem há muitos anos e agora encontram-se para jantar num restaurante nova-iorquino de luxo. Falam um pouco de tudo, mas sobretudo de teatro e da influência deste no espírito e na vida dos homens. A conversa é estimulante, à beira do insuportável (o egocentrismo de Andre é por vezes irritante, mas também sabe escutar o amigo) e não admira que o argumento do filme se tenha transformado numa peça de teatro representada em todo o lado. Andre Gregory e Wallace Shawn são antes de tudo homens de teatro e colaborariam mais tarde com Louis Malle em Vanya 42nd Street (outra peça de teatro testemunhada e reinventada pelo cinema). Paris 03.2018 Cinémathèque 3,5/5
Au revoir les enfants (Louis Malle, 1987)
Deve ser um dos filmes franceses mais premiados de sempre: Leão de Ouro em Veneza, Prix Louis Delluc, sete Césars (incluindo melhor filme e melhor realizador) e nomeado ao óscar para melhor filme estrangeiro e melhor argumento original. Conta a história da amizade entre dois rapazes num internato religioso da França sob ocupação alemã. No final pungente assistimos ao encerramento do internato porque as autoridades descobriram vários judeus entre os alunos. O filme tem uma feitura clássica, quase académica, que serve bem a história e que terá contribuído muito para o sucesso que o filme teve (e tem) no mundo anglo-saxónico. Mas não é bem este o tipo de cinema francês que prefiro e Louis Malle nunca foi um realizador de eleição, apesar de ter gostado muito de Milou en mai (1989) e Vânya 42nd Street (1994). Paris 06.2015 Le Desperado 3,5/5
PALMARÉS César Filme, BAFTA FilmeN, Oscar F.EstrangeiroN, Veneza Leão de Ouro, César Realizador, Prix Louis-Delluc,
Milou en mai (Louis Malle, 1989)
Não conhecia Milou en mai mas já tinha ouvido falar do filme, relativamente famoso na filmografia de Malle. Pois foi uma surpresa maravilhosa. A começar pelo argumento esperto (de Jean-Claude Carrière): Milou convoca os irmãos para a casa de campo da mãe, que acaba de falecer. As discussões sobre a partilha da herança não tardam a surgir, perante o corpo da defunta no meio da casa. Mas em Paris, e um pouco por toda a França, vive-se o Maio de 68, que apavora esta família burguesa. Pouco a pouco, porém, o espírito libertário do movimento contagia também a família de Milou. Os franceses têm muitos filmes como este, centrados no encontro de amigos ou familiares num mesmo espaço durante um breve periodo de tempo. Penso em filmes de Chéreau, Tavernier, Desplechin, Julie Delpy, Assayas, entre outros. Além disso, muitos desses filmes são realmente memoráveis e formam uma espécie de subgénero de grande qualidade no cinema francês. Paris 05.2015 Le Desperado 4/5
PALMARÉS César Atriz, BAFTA F. EstrangeiroN, NSFC F.Estrangeiro, Donatello F. EstrangeiroN
VÂNIA ON 42ND STREET (1994)
Foi em 2001 que vi na televisão portuguesa este Vânya 42nd Street e desde então o filme de Louis Malle nunca me saiu da memória. Na verdade, as produções a partir de Tchekov nunca as esqueço. Neste caso, David Mamet adaptou o dramaturgo e Andre Gregory escreveu o argumento. Foi tudo filmado no New Amsterdam Theatre, na 42nd street de Nova Iorque, mais precisamente nas partes recuadas do teatro, com muito poucos espectadores. Estes também são filmados assim como os momentos informais ou de não representação de toda a equipa. Quem brilha alto, muito alto, como não podia deixar de ser, são os atores. Recomendado aos amantes do teatro. Paris 03.2018 Cinémathèque N:4/5
Intérpretes Wallace Shawn (Vanya) Julianne Moore (Yelena) Larry Pine (Astrov) Brooke Smith (Sonya) George Gaynes (Serybryakov) Phoebe Brand (Marina) Jerry Mayer (Telegin) Lynn Cohen (Vonenskaya)
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Julianne Moore,
MALLE,
Sala CF,
Sala Le Reflet Médicis,
V2015,
V2018,
V2021
7.12.17
P. J. HOGAN
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| MURIEL'S WEDDING (1994) Realização e argumento de P. J. Hogan Com Rachel Griffiths & Toni Collette |
Não conhecia este filme, por isso foi uma enorme surpresa descobri-lo e concluir tratar-se de uma das grandes comédias dos anos 1990. Uma comédia romântica, também, mas completamente sui generis. Muriel é uma jovem desprezada pela família e pelos amigos, devido ao seu acanhamento e desajustamento face à vida social e de trabalho. O seu sonho é casar-se e ser alguém normal, mas para isso terá de se emancipar e afastar-se para bem longe da família. O tom cómico domina o filme, é certo, mas o excelente argumento do próprio realizador, P. J. Hogan, não deixa de dar uma visão negra da vida nas pequenas cidades da província australiana e das suas personagens sinistras: o pai de Muriel, arrogante, dominador e corrupto; as insuportáveis amigas de Muriel. É por esse mundo 'normal' que Muriel tenta fazer-se aceitar mas ela irá aprender, com a ajuda de uma amiga, que essa é a opção errada. O lado feel good do filme é mais do que sublinhado pela música dos Abba, que domina a banda sonora. Paris, 2017 Bechdel Clube 4/5
CONFESSIONS OF A SHOPAHOLIC (2009)
REALIZADOR: P. J. Hogan ARGUMENTO: Tim Firth, Tracey Jackson, Kayla Alpert, baseado no livro Confessions of a Shopaholic and Shopaholic Takes Manhattan (Sophie Kinsella) PRODUÇÃO: Jerry Bruckheimer, Touchstone Pictures, Jerry Bruckheimer Films ELENCO: Isla Fisher, Hugh Dancy, Joan Cusack, John Goodman, John Lithgow, Kristin Scott Thomas, Leslie Bibb FOTO: Jo Willems MÚSICA: James Newton Howard ESTREIA: 13.02.2009 (EUA) 9.04.2009 LOUCA POR COMPRAS (Portugal) DVDTECA
3.8.17
Stephan ELLIOTT
EASY VIRTUE (2008)
Vi este filme porque se trata de uma adaptação da famosa peça de Noël Coward, dramaturgo de que gosto bastante mas nunca tenho oportunidade de ver nos teatros. Easy Virtue trata de um tema bastante abordado nos anos 1920 (por exemplo em Henry James e Edith Wharton): o choque entre a cultura americana e a cultura europeia, que se revela nos valores morais tanto quanto nos culturais. Um jovem britânico, herdeiro de uma grande propriedade e de um título nobre, casa-se com uma vamp americana, viúva, corredora de automóveis. O filme começa com a apresentação da mulher à família aristocrática do marido, família parada no tempo e preconceituosa. O encanto de tudo isto está nos diálogos cheios de verve e no trabalho de alguns atores. Mas no geral o filme é fraco, porque nem a adaptação nem a realização conseguem revelar todas as qualidades da obra de Coward. Vila do Conde 08.2017 DVDTECA 2,5/5
PRISCILLA, QUEEN OF THE DESERT (1994)
Três amigos (Hugo Weaving, Guy Pearce, Terence Stamp) fazem uma viagem pelo interior da Austrália para apresentar um show de drag-queens. Nunca o monótono e monocromático deserto viu tanta vida e tanta cor como na passagem de Priscilla, o autocarro destes artistas. Um road-movie musical e icónico dos anos 90, que trouxe para o mainstream a expressão de uma sexualidade que pouco tempo antes ainda era severamente punida (pela lei e/ou pela sociedade) mesmo nos países mais avançados. Terence Stamp foi nomeado para o BAFTA (assim como o argumento) e para o Golden Globe (também nomeação para melhor filme). Paris 05.2017 (3,5/5)
DVDTECA: Priscilla, Queen of the Desert (1994fr edition special)
16.7.17
Threesome (Andrew Fleming, 1994)
THREESOME (1994)
Três jovens (Josh Charles, Lara Flynn Boyle, Stephen Baldwin), dois rapazes e uma rapariga, conhecem-se no dormitório da faculdade que têm partilhar. Um deles, Eddy, é sexualmente ambivalente (palavras suas) e esse facto vai inspirar uma relação entre os três amigos do género ménage à trois mais ou menos sexual. A história é autobiográfica e retoma situações que Andrew Fleming, autor do argumento (além de realizador), viveu na faculdade. Não sei se se trata de um filme de culto, mas não há dúvida de que Threesome lembra os college movies dos anos 80 (esses sim, têm um culto) mas é mais centrado na sexualidade e aborda a homossexualidade e a bissexualidade como poucos filmes tinham feito até então. O filme foi realizado para estrear em vídeo (VHS), mas acabou por ser distribuído nas salas. Vi-o agora em DVD, que tem um interessante comentário audio do realizador. VC 07.2017 DVD 3/5
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