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23.11.15

Mortelle Randonée (Claude Miller, 1983)

Mortelle Randonée (Claude Miller, 1983)
Como este polar é original! Um detetive, afetado pela morte da filha há vinte anos atrás, persegue uma jovem que se revela ladra e assassina internacional, mas em vez de a denunciar, segue-a e protege-a sem nunca se apresentar a ela. O detetive (fabuloso Michel Serrault) age, hipnotizado, como se a fugitiva pudesse ser a sua filha. O papel da jovem mulher perturbada foi talhado para Isabelle Adjani. Paris 2015 Le Desperado 3,5/5

14.12.14

Nelly et Monsieur Arnaud (Claude Sautet, 1995)

Claude Sautet, Michel Serrault e Emmanuelle Béart
E se o último filme de Claude Sautet fosse o seu melhor? 
Ontem vi Nelly et Monsieur Arnaud (1995) e fiquei abismado com a perfeição, com o trabalho de relojoaria que o filme apresenta quando está quase a fazer 20 anos. Terei de (re)ver as obras-primas dos anos 1970 com Romy Schneider e Michel Piccoli para verificar a minha hipótese. Afinal, ainda recentemente descobri que os últimos filmes de François Truffaut estão entre os seus melhores, em todo o caso entre os meus preferidos do realizador. 
Nelly et Monsieur Arnaud é fiel à marca do autor: a burguesia em primeiro plano, a importância do trabalho e da profissão, as cenas em público (na rua, no restaurante, no café) multiplicam-se, os sentimentos e a interioridade como o mais importante do argumento. Como definir a relação entre Nelly e o senhor Arnaud? Eis o eixo do filme, que todavia não dá resposta à pergunta. Uma relação tão reticente à definição como a relação de Nelly com o marido e o novo namorado, como a relação entre o senhor Arnaud e a sua mulher, entre outras que o filme vai expondo. Um filme extraordinário. Paris 2014 Cinemateca 5/5