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11.1.14

Stephen FREARS 2010s & 20s

THE LOST KING (2022)
Paris 04.2023 Bibliothèque 3/5

VICTORIA & ABDUL (2017)
Stephen Frears continua no registo da obra anterior (Florence Foster Jenkins, 2016), fazendo um biopic que é ao mesmo tempo uma comédia com um ritmo perfeito. Na sessão a que eu assisti os espectadores riram muito o tempo todo. Com toda a razão. O filme inspira-se nos últimos tempos da vida da rainha Victoria e traça dela um retrato que contraria a nossa visão de tão austera rainha. Nesse período, ela impôs à sua corte um membro inesperado: um indiano de religião muçulmana (Ali Fazal), que se tornou seu professor e confidente. Tudo seria perfeito não fora a imagem do império colonial britânico que fica do filme: a legitimidade desse império nunca é posta em causa. A comédia permitirá tudo, mesmo mitificar o passado desta forma? Paris 10.2017 Odéon 3/5

FLORENCE FOSTER JENKINS (2016)
Este ano foram lançados dois filmes sobre a mesma personagem: Marguerite, de Xavier Giannoli, e este Florence Foster Jenkins, de Stephen Frears. São biopics de uma cantora que realmente existiu, que se julgava uma diva lírica, mas que cantava como uma cana rachada e provocava o riso do público. E o filme é muito divertido. Melhor do que o de Giannoli. Muito por causa da extraordinária Meryl Streep, que mais uma vez dá um show. Stephen Frears, curiosamente, já tinha passado por esta situação de competir com outro realizador na adaptação da mesma obra praticamente no mesmo ano. Foi em finais dos anos 80, com Ligações Perigosas, de Laclos, também adaptado por Milos Forman.  Paris 09.2016 Sala Accatone 3/5
PHILOMENA (2013)
Já perdi a conta dos filmes de Stephen Frears que vi ao longo dos anos. É um realizador prolífico e com uma qualidade regular notável. Sempre dentro de um registo realista, muito devedor da televisão (para a qual Frears nunca deixou de trabalhar), o realizador britânico parte sempre de argumentos interessantes e assegura uma realização à altura. Philomena é o seu filme mais recente, e tem no seu centro Steve Coogan, que o produz, assina com Jeef Pope o argumento (premiado em Veneza) e protagoniza com Judi Dench, ambos impecáveis. A música Alexandre Desplat foi nomeada ao Oscar. Foi nomeado para melhor filme, assim como o argumento, nos BAFTA, Oscar e Golden Globe. Paris 01.2013 Odeon 3,5/5