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2.6.26

The Man Who Would Be King (John Huston, 1975)

REAL John Huston ARG J. Huston e Gladys Hill, adaptação de Rudyard Kipling ELENCO Michael Caine, Sean Connery, Christopher Plummer MUS Maurice Jarre EST 27.11.1975 (F. Tehran) 26.10.1976 (Portugal, salas) VISTO Paris 2.06.2026 Le Champo

23.4.26

Nuts in May (Mike Leigh, 1976)

REALIZADOR Mike Leigh ARGUMENTO Mike Leigh PRODUÇÃO  David Rose para a BBC, episódio da série televisiva Play for Today ESTREIA BBC 13.01.1976 ELENCO Roger Sloman, Alison Steadman VISTO Paris 06.04.2025 Cinémathèque NOTA 3.5/5

1.4.26

Dr Jekyll and Sister Hyde (Roy Ward Baker, 1971)

Este é um dos melhores filmes que eu vi da produtora britânica Hammer, famosa pelos seus filmes de terror de série B. Roy Ward Baker era um dos realizadores da casa, e desta vez adaptou de forma original e ousada Strange Case of Dr Jekyll and Mr Hyde, de Robert Louis Stevenson. O Dr Jekyll (Ralph Bates), para poder viver mais anos, toma hormonas femininas e transforma-se numa bela e jovem mulher, que os vizinhos pensam ser a sua irmã, Sister Hyde (Martine Beswick). Esses vizinhos e irmãos, Howard e Susan, apaixonam-se então por Jekyll e Hyde, pensando ser duas pessoas diferentes... A primeira vez que Jekyll se transforma em Hyde é memorável, foi para cenas incríveis como esta que o cinema foi inventado. Paris, 2017 Cineclube 7 Genre 3,5/5

17.8.24

Vampire Circus (Robert Young, 1972)

REALIZAÇÃO: Robert Young ELENCO: Adrienne Corri, Thorley Walters, Anthony Higgins ARGUMENTO: Judson Kinberg PRODUÇÃO: Wilbur Stark, Michael Carreras // Hammer Film Productions ESTREIA: 30.04.1972 (UK) VISTO: VC 17.08.2024 DVDTECA

DVDTECA


4.4.23

Abigail's Party (Mike Leigh, 1977) etc

1943
BLEAK MOMENTS (1971)


ABIGAIL'S PARTY (1977)
DVD BBC 2003 DVDTECA

Abigail's Party é uma peça de teatro de Mike Leigh que ainda hoje é representada em Inglaterra. Foi um grande sucesso de crítica na estreia e tornou-se popular com a adaptação televisiva feita pelo próprio Mike Leigh para a BBC. Trata-se simplesmente de um dos  melhores programas de televisao britânicos de sempre. A história é simples: Beverly convida os novos vizinhos e uma amiga para tomar uns copos em sua casa. Conversam, dançam, ouvem discos, dando-nos um show completo dos disparates, lugares-comuns, preconceitos, frustações e gostos culturais da classe média inglesa. Com Alison Steadman (Beverly), Tim Stern (Laurence), Angela (Janine Duvitski), Tony (John Salthouse), Susan (Harriet Reynolds). VC 05.2019 DVDTECA Excelente 4/5

MEANTIME (1983)

CAREER GIRLS (1997)
Raparigas de Sucesso
    Porto: Passos Manuel 1998****

TOPSY-TURVY (1999)
    Porto: Passos Manuel 2000****
    DVDTECA

ALL OR NOTHING (2002)

PETERLOO (2018)

FILMES PARA TV
TELEVISION HARD LABOUR (1973)
THE PERMISSIVE SOCIETY (1975)
NUTS IN MAY (1976)
KNOCK FOR KNOCK (1976)
ABIGAIL'S PARTY (1977)
    TV 2019****
KISS OF DEATH (1977)
GROWN-UPS (1980)
HOME SWEET HOME (1982)
MEANTIME (1983)
FOUR DAYS IN JULY (1984)
THE SHORT AND CURLIES (1987)
A RUNNING JUMP (2012)


DVDTECA 4:
Abigail's Party (1977 DVD BBC 2003)
Topsy Turvy/1999
Happy-Go-Lucky (2008, DVD MK2 2009) 
Another year/2010   

4.1.22

X, Y & Zee (Brian G. Hutton, 1972)

Swinging London superficial e feia como nunca vi. Um trio (Elizabeth Taylor, Michael Caine, Susannah York) unido pelo amor e ciúme que sugam todas as suas forças e a paciência do espectador. Taylor repete aqui o papel de megera que a consagrou em Quem Tem Medo de Virginia Woolf. Paris 2021 Cinémathèque 2/5

15.2.21

The Uncanny (Denis Héroux, 1977)

Este filme de terror felino parte da ideia antiga de que os gatos governam este mundo e dominam os seres humanos e não o contrário. Assistimos a três histórias de vingança felina em que os gatos defendem com garra (garras!) os seus interesses, eliminando os donos quando estes os tentam contrariar. Com os conhecidos Peter Cushing, Donald Pleasence e Ray Milland. Melun 2021 TV 2/5

30.1.21

A Doll's House (Patrick Garland, 1973)

Christopher Hampton adaptou a peça de Ibsen para este filme maravilhoso com atores superlativos: Claire Bloom, Anthony Hopkins, Denholm Elliot (nomeado ao BAFTA), Ralph Richardson, Edith Evans. O discurso final de Nora é sempre surpreendente de atualidade, e nem se aplica apenas às mulheres, mas reflete a contradição do amor, quando aquele que ama não deixa o outro existir por si. Melun 01.2021 TV 4/5

29.4.20

Prudence and the Pill (Fielder Cook e Ronald Neame, 1968)

Que comédia estranha. Sobre sexo e ter bebés, sobre a pílula, mas com os atores menos eróticos que conheço, David Niven e Deborah Kerr (uma das minhas atrizes preferidas). São vários casais às voltas com a desejada gravidez, eles ainda desejam mais do que elas e no final todos têm direito a um. O espectador não tem direito a nenhuma cena menos pudica, mesmo que tenha de ouvir o tempo todo falarem de sexo. O filme envelheceu mal, como os preconceitos que o habitam. Melun 2020 (2,5)
Prudence and the Pill (Fielder Cook e Ronald Neame, 1968), produção de Kenneth Harper e Ronald J. Kahn (Twentieth Century-Fox), argumento de Hugh Mills, com Deborah Kerr, David Niven, Robert Coote, Irina Demick, Joyce Redman, Judy Geeson, Keith Michell, Michael Hordern e Edith Evans, BSO de Bernard Ebbinghouse, fotografia de Ted Moore.

17.7.18

Frenzy - Perigo Na Noite (Alfred Hitchcock, 1972)

Frenzy - Perigo Na Noite (1972) é um thriller de Alfred Hitchcock filmado na sua Inglaterra natal. O seu penúltimo filme. Há um serial killer (Barry Foster) à solta em Londres, que viola e depois estrangula as suas vítimas com uma gravata e há um inocente (Jon Finch) que acumula provas que o incriminam. Há um agente da polícia (Alec McCowen) que, estimulado pela intuição da mulher (mas não pela sua cozinha), vai no encalço do verdadeiro assassino. E há o humor peculiar de Hitchcock, mais aguçado do que nunca por tratar-se dos seus conterrâneos. Cinemateca 1995 & TV 3,5/5
Argumento de Anthony Shaffer (que adapta o romance Goodbye Piccadilly, Farewell Leicester Square, de Arthur La Bern). Elenco: Jon Finch, Alec McCowen, Barry Foster, Billie Whitelaw, Anna Massey, Barbara Leigh-Hunt, Bernard Cribbins, Vivien Merchant, Música original de Ron Goodwin.

26.11.16

Edvard Munch (Peter Watkins, 1973)

Juntamente com o Van Gogh de Pialat, este filme de Peter Watkins é o melhor que conheço sobre a vida de um pintor. Acho que foi a melhor descoberta que fiz este ano no campo do cinema. Para narrar a biografia de Edvard Munch, Watkins fez uma série para a televisão sueca, que depois foi estreada nas salas num filme de quase três horas. A narração em voz off é dominante e fornece uma catadupa de informações sobre o contexto social e cultural da época de Munch. O filme mistura de forma admirável documentário e ficção sublinhando, por exemplo, os atrasos nos direitos dos trabalhadores e das mulheres. Mas o destaque vai para a apresentação do trabalho de Munch e da sua rejeição quase absoluta pela sociedade norueguesa. Essa rejeição aconteceu em outros países onde ele expôs os seus quadros (França, Alemanha) mas um pequeno grupo, sobretudo com a chegada dos simbolistas, sempre o defendeu. Gostei particularmente da opção do realizador pelos grandes planos de rostos virados para o espetador, como faziam Oliveira e Bergman (um admirador do filme de Watkins). Excelente. Genial? Paris 2016 FQL & Melun 2022 Variétés 5/5

28.1.14

Sebastiane (Derek Jarman, 1976)


Inimaginável uma Roma Antiga mais gay do que a Roma de Jarman. Quase invisível no circuito comercial francês, Sebastiane foi um sucesso no circuito de arte e ensaio inglês mas foi massacrado na estreia francesa, em 1976. Nunca saíra antes em França em vhs ou em dvd. Saiu agora como complemento de um ensaio dedicado ao filme, escrito por Didier Roth-Bettoni. Este autor apresentou o filme de Jarman na sessão do cineclube 7e Genre, ontem, terça-feira.

Sebastiane é o único filme totalmente falado em latim (mas com pronúncia britânica). É um filme singular que diz claramente ao que vem, propondo uma representação homossexual de episódios conhecidos da história de Roma. Com este primeiro filme, Jarman (1942-1994) iniciava uma obra não muito extensa mas coesa. O filme abre com uma cena de orgia carnavalesca colorida mas logo passamos para um espaço deserto, em que se reduz drasticamente a paleta de cores. Nesse deserto um grupo de soldados entregam-se a jogos homo-eróticos e progressivamente mais agressivos e sado-masoquistas. Este filme apropria-se de forma criativa de obras (como a de Pasolini, que Jarman idolatrava) e de géneros cinematográficos, como o peplum ou o soft porn. Singular. Paris, Le Brady Ciné-club Le 7e Genre 01.2014 (3/5)