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30.7.26

Call Me by Your Name (2017)

Em menos de uma semana vi os meus dois filmes preferidos de 2017: Phantom Thread e este Call Me By Your Name. O primeiro é formalmente mais arrojado, o segundo mais emocionante. Nota máxima para ambos. A história de Call Me é quase banal: um amor de verão, intenso e passageiro (mas marcante). Mas os amantes são um rapaz adolescente, Elio (Timothée Chalamet), e um jovem adulto (Armie Hammer), e a paixão entre eles nasce e cresce na casa de campo dos pais de Elio (Michael Stuhlbarg, Amira Casar), no norte de Itália. A beleza da natureza e da arquitetura antiga circundantes é apenas superada pela beleza e intensidade da paixão entre os dois jovens. O argumento de James Ivory e a interpretação de Timothée Chalamet têm colecionado nomeações e prémios, tendo Ivory recebido o BAFTA e o Oscar. Um filme que me fez chorar, numa das melhores cenas, a do discurso do pai de Elio no final. Paris 03.2018 (5/5)

13.4.26

Network (Sidney Lumet, 1976)

Um drama satírico sobre a televisão dos anos 70 e do futuro. Vale tudo para fazer subir as audiências. Ainda hoje é atual mas os anos 70 estão estampados no filme. O argumento de Paddy Chayefsky foi justamente consagrado com um Oscar e com um Golden Globe. Aliás as nomeações e os prémios choveram sobre os atores (William Holden, Peter Finch, Faye Dunaway) e sobre o realizador em 1977. Paris 2011 Le Champo & 07.2020 Christine 3,5/5

1.4.26

Kramer Vs. Kramer (Robert Benton, 1979)

KRAMER VS KRAMER (1979)
Uma das boas e mais fortes memórias da minha adolescência, Kramer contra Kramer tem os dois atores que eu mais admirava na altura, Dustin Hoffman e Meryl Streep, ambos galardoados com o óscar por este filme (respetivamente Best Actor e Best Actress in a Supporting Role). Um homem e uma mulher lutam pela guarda do filho menor (diz-nos o título), mas em primeiro plano estão os sentimentos complexos de ser mãe e de ser pai; é um dos melhores que conheço sobre a paternidade. Recebeu o óscar de melhor filme, melhor realizador e argumento (ambos para Benton) e o Golden Globe para melhor filme e melhor argumento. Muito bom. Paris 03.2017 Christine 4/5
ESTREIA 21.03.1980 (Portugal)
PALMARÉS
OSCAR 5 prémios: Filme, Realizador, Argumento, Ator (Dustin Hoffman), Atriz secundária (Meryl Streep). 9 nomeações, inc. Atriz secundária, Ator secundário, Foto, Montagem. GOLDEN GLOBE 4 prémios: Filme, Argumento, Ator, Atriz. NBR Top Ten Films, Atriz (Meryl Streep)
Coleção Jorge Tomé Santos
Programa de sala (Cinema 222)

4.7.24

Dance with Wolves (Kevin Costner, 1990)


TÍTULO: Dance with Wolves (1990)
REALIZAÇÃO: Kevin Costner
ARGUMENTO: Michael Blake, que adapta o seu próprio homónimo romance.
PRODUÇÃO: Kevin Costner e Jim Wilson // Tig Productions Majestic Films International
MÚSICA: John Barry
GÉNERO: Western - Drama - Aventura     ORIGEM: EUA
ESTREIA: 19.10.1990 (US) 8.03.1991 DANÇA COM LOBOS (Portugal)
ELENCO: Kevin Costner, Mary McDonnell, Graham Greene, Rodney A. Grant
PRÉMIOS: 7 Óscar (Best Picture, Best Director for Costner, Best Adapted Screenplay, Best Film Editing, Best Cinematography, Best Original Score, Best Sound Mixing), Golden Globe Award for Best Motion Picture
BO: 22M (Budget) 424M (BO)
VISTO: Portugal 1991     NOTA: 3/5


7.4.23

One Way Passage (Tay Garnett, 1932)

Paris 2023 Cinemathèque 3/5

Num navio entre a China e São Francisco, com paragem em Honolulu. Um prisioneiro (William Powell) é acompanhado por um agente da polícia mas isso não o impede de viver um affair romântico com uma passageira (Kay Francis). Um filme com alguma graça mas com um ator insosso como poucos (Powell). 

3.2.20

Jojo Rabbit (Taika Waititi, 2019)

Jojo Rabbit conta as aventuras de um rapaz (Roman Griffin Davis) que pertence à juventude hitleriana. Gozado pelos camaradas, passa a dialogar com um amigo imaginário, o próprio Hitler, e trava amizade com uma menina judia (Thomasin McKenzie) que a mãe (Scarlett Johansson) esconde em casa. Fiquei indiferente ao filme, apesar do bom argumento, da mesma forma que fico indiferente às incursões irreverentes de Tarantino pela História (o nazismo, a escravatura). O argumento de  Taika Waititi recebeu o BAFTA e o Oscar; Roman Griffin Davis foi nomeado ao Golden Globe, Scarlett Johansson e o próprio filme foram nomeados ao Oscar e ao Golden Globe. Paris 2020 UGC Normandie 2/5

10.10.19

Thelma e Louise (Ridley Scott, 1991)

No ano passado (2018) Thelma e Louise foi reposto nas salas numa versão restaurada. Foi agora escolhido para uma sessão do cineclube de Sciences-Po (Sorbonne). Vi o filme na estreia, marcou-me como marcou muita gente na altura e não é que o filme continua a emocionar e a divertir os mais jovens? Que dupla feminina a trilhar o terreno masculino por excelência, a estrada. Grande filme feminista pelo qual Callie Khouri recebeu o Oscar e o Golden Globe pelo argumento. Merecido. E Susan Sarandon e Geena Davis ganharam o papel das suas vidas. Também com Harvey Keitel, Michael Madsen e Brad Pitt. Foi ainda nomeado para melhor filme na competição do Golden Globe, do BAFTA e do César (Meilleur film étranger). Paris 2019 Christine 4/5

31.10.18

Wuthering Heights (William Wyler, 1939)

WUTHERING HEIGHTS (1939) 

O ultra-romantismo, as paixões vulcânicas, mais latinas do que britânicas, de Wuthering Heights, não são matéria para a Hollywood clássica, nem para o quase académico William Wyler (King Vidor teria sido a escolha acertada). Gostei muito da versão mexicana de Luiz Bunuel, feita no período dos grandes melodramas mexicanos dos anos 40/50, mas teria de rêver o filme para ter mais certezas. E no entanto o filme de Wyler é precioso, e é um bom exemplo dos filmes "britânicos" de Hollywood nos anos 30, alimentados pela numerosa colónia  artística inglesa da California. Olivier, Niven, Robson entre outros marcam presença nesta produção de prestígio de Samuel Goldwyn no ano mais prodigioso de Hollywood...
Wuthering Heights (1939), produzido pela Samuel Goldwyn Productions, argumento de Charles MacArthur, Ben Hecht e John Huston (adaptação do romance homónimo de Emily Brontë), com Laurence Olivier (Heathcliff), Merle Oberon (Catherine Earnshaw Linton), David Niven (Edgar Linton), Flora Robson (Ellen Dean), Geraldine Fitzgerald (Isabella Linton), Hugh Williams (Hindley Earnshaw). Vila do Conde 10.2018 DVDTECA 3,5/5

27.8.17

The Best Years of Our Lives (William Wyler, 1946)

Um dos filmes mais famosos da idade de ouro de Hollywood. Três soldados americanos regressam da guerra depois de anos fora do país. A sua adaptação à vida normal vai ser bem difícil. Para além das qualidades artísticas, que justamente foram premiadas com sete óscares, o filme é emocionante do princípio ao fim. A produção é independente (da Samuel Goldwyn Productions) mas parece saída de um dos grandes estúdios da época. Com Myrna Loy, Fredric March, Dana Andrews, Teresa Wright, Virginia Mayo e Harold Russell. Eis os sete Academy Awards que recebeu em 1946: Best Picture, Best Director, Best Actor (Fredric March), Best Supporting Actor (Harold Russell), Best Film Editing (Daniel Mandell), Best Adapted Screenplay (Robert E. Sherwood), Best Original Score (Hugo Friedhofer). Vila do Conde: 2017 4/5

15.5.17

The Departed (Martin Scorsese, 2006)

The Departed foi um dos primeiros filmes que vi quando vim viver para Paris, em 2006, e apesar de na altura ter gostado bastante do filme, mal me lembrava da história. Há pouco vi Infernal Affairs (2002), que inspirou The Departed (na verdade é um remake do filme de Hong-Kong). E procurei de imediato ver o filme de Scorsese. Tanto um como outro podem hoje ser considerados clássicos. E The Departure não podia ser mais scorsesiano, abordando os temas da família, da moral e da culpa, da masculinidade e da violência. Talvez seja o último grande filme de Scorsese, a par com o Lobo de Wall Street. O casting é impressionante e convém ser listado aqui: Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Jack Nicholson, Mark Wahlberg, Martin Sheen, Ray Winstone, Vera Farmiga, Anthony Anderson e Alec Baldwin. Ganhou o oscar para melhor filme, melhor realizador, argumento e montagem. Paris 2006 & 2017: 4/5

8.5.16

A Letter to Three Wives (Joseph L. Mankiewicz, 1949)


A Letter to Three Wives (1949) é um dos melhores filmes de Mankiewicz mas só quando o revi é que me apercebi disso. Os colegas do realizador tiveram razão quando atribuíram ao filme os óscares de melhor filme e de melhor argumento adaptado. Três amigas, na hora de embarcarem para uma saída com um grupo de crianças, recebem uma carta, dirigida às três por uma amiga comum em que esta revela que fugiu nesse dia com o marido de uma delas. O filme é essencialmente construído por flashbacks narrados por cada uma das três amigas e o desenlace (a descoberta de qual das três amigas tinha ficado sem marido) retoma ao presente da ação. Diálogos brilhantes, construção dietética assombrosa, atores irrepreensíveis, tudo a que nos habituamos a ver nos filmes de Mankiewicz. Paris 5/5