Conhecido e celebrado hoje pelo seu romance A Rebours, Huysmans foi também um importante crítico de arte no final do século XIX. Defendeu certos pintores (Caillebotte, Degas) e criticou outros. Nesta exposição podemos ver os quadros que ele foi analisando nas suas visitas aos salões de arte de Paris. Os textos (dos comissários) e a intervenção artística (de Francesco Vezzoli) que enquadram a exposição são pouco claros. Paris 03.2020 Musée d'Orsay 2,5/5
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1.3.20
14.1.20
Léonard de Vinci (Le Louvre, 2020)
Há poucas pinturas de Leonardo. E muito poucas na exposição do Louvre. Mas sobram os desenhos preparatórios das grandes obras e os estudos de reflexografia. A exposição acaba por ser sobre o trabalho material e o alcance teórico da obra de Leonardo. E há também as obras do seu atelier e do atelier de Verrochio, onde ele fez a sua aprendizagem. Paris 4/5
9.12.19
Toulouse-Lautrec. Résolument moderne (Grand Palais, 2019)
Um artista que simboliza a Belle Epoque e que consagrou um certo mundo social de Paris da época: os cabarets e as suas dançarinas. Uma exposição que não privilegia a pintura porque é grande a amostra de cartazes publicitários assinados por Lautrec. Mas nas salas ao lado a intensidade da Arte sobe muito com um verdadeiro génio: el Greco. Paris Grand Palais 3/5
Le Greco (Grand Palais, 2019)
Greco é um pintor extraordinário. Queria muito conhecer mais obras suas e a retrospetiva do Grand Palais com 71 obras permitiu de facto ter uma visão de conjunto, o que muda bastante a apreciação do pintor. Nasceu na Grécia mas teve uma carreira internacional, o que não era incomum na sua época (séculos 16 e 17). Começou por trabalhar em Creta, onde nasceu, estabeleceu-se depois em Veneza, passou algum tempo em Parma, trabalhou em Roma e, por fim, trabalhou até ao fim da vida em Toledo. Foi nesta cidade que apurou a originalidade do seu trabalho, tão único que só viria a ser justamente valorizado no início do século 20. Valorizado no sentido mais nobre, ou seja, foi apropriado, serviu de alimento à arte moderna. Veja-se o quadro acima apresentado e não será difícil ver onde Picasso, entre outros, se inspirou. Para além dos retratos, a pintura religiosa foi o seu terreno de eleição, e o seu trabalho ajudou o avanço da contra-reforma (católica), em oposição ao protestantismo que se afirmava na altura. Uma das exposições do ano. Paris Grand Palais 4,5/5
21.11.19
L'âge d'or de la peinture anglaise - De Reynolds à Turner (2019)
Queria muito ver esta exposição, por apresentar pintores que mal conhecia ou conhecia apenas de nome. Afinal a pintura inglesa anterior ao século 20, à exceção de Turner, nunca me entusiasmou. O que vi nesta exposição, que abrange a idade de ouro da pintura inglesa (1760-1820), é muito bom mas soube-me a pouco... Começava aqui, com Reynolds e Gainsborough, a escola inglesa da pintura e nesse eríodo surgiram as principais instituições que iriam assegurar o desenvolvimento da arte em Inglaterra (Royal Academy of Arts, National Gallery...). Paris 11.2019 Musée du Luxembourg 4/5
17.9.19
Berthe Morisot (M. Orsay, 2019)
Grande retrospetiva de uma pintora impressionista, reconhecida pelos seus contemporâneos, que não quis pintar as mesmas coisas que os seus colegas homens. Como estes, pintou sobretudo mulheres, mas interessou-se também pela moda e pela toilette, pela vida privada e feminina das mulheres. Paris Musée d'Orsay 3,5/5
12.9.19
Paris romantique 1815 – 1848 (Paris, 2019)
No Petit Palais vemos a evolução da cidade de Paris no período do romantismo, a sua renovação urbanística e os seus protagonistas do mundo da arte (pintores e escritores sobretudo). No Musée de la Vie romantique privilegiam-se os salões literários, que criaram uma nova sensibilidade e influenciaram as esferas cultural e política. Paris 4/5
17.7.19
Le modèle noir. De Géricault à Matisse (Musée d'Orsay, 2019)
Os negros quase sempre tiveram um papel secundário ou meramente figurante nas artes plásticas até bem recentemente. Mas desde o início do século 19 lá foram aparecendo, e esta exposição obriga-nos a ver o que muitas vezes não víamos nos qiadros de Géricault a Matisse. E alguns modelos negros foram conhecidos na sua época, aparecendo em vários quadros de grandes mestres. Paris Musée d'Orsay 3/5
19.6.19
Hammershøi (Musée Jacquemart-André)
Hammershøi é um mestre da pintura dinamarquesa. Destacou-se entre os pintores da sua geração. Pintou um retrato de grupo que deu que falar, com cinco personalidades do seu tempo, seus amigos. Pintou algumas paisagens notáveis e, sobretudo, muitas pinturas de interiores, com uma luz pálida e fria. As pinturas retomam os mesmos objetos e os mesmos elementos humanos (uma mulher de costas), assim como a perspetiva austera. Paris Musée Jacquemart-André 4/5
2.5.19
Bonnard (Tate Modern, 2019)
Cores. Formas. Nus. A intimidade do dia a dia. O banho. O sexo. Luz. Objetos. Sua mulher, sua musa. A casa. Janelas. A paisagem. Londres 05.2019Tate Modern 4/5
22.4.19
Sorolla - Spanish Master of Light (National Gallery, London 2019)
Facto muitas vezes lembrado em Londres, por estes dias. Sorolla não tem uma retrospetiva da sua obra neste país desde 1908, há mais de um século... Nessa época Sorolla era um dos maiores pintores do mundo. Grandes retrospetivas aclamadas pela crítica em Paris, Londres e EUA. Esta fama não foi confirmada no futuro. Mas o pintor de Valencia tem quadros de grande beleza e modernidade como a Siesta (foto) e muitos outros onde trabalha a luz natural, nomeadamente da costa mediterrânea, como poucos pintores seus contemporâneos. Foi igualmente um grande retratista e ainda um pintor atento aos problemas sociais mais graves do seu tempo. Cada uma dessas facetas do seu trabalho mereceu uma sala pelo menos da exposição da National Gallery de Londres. 4/5
20.1.19
Sergio LEONE
Once Upon a Time (Sergio Leone, 1984)
Felizmente os clássicos estão sempre a renascer. E alguns parecem monstros sagrados que vão recebendo remendos. Once Upon a Time (1984) tem finalmente a sua versão integral disponibilizada em DVD, Blue-ray e nas salas de alguns países. Vi este filme há mais de 20 anos, não me lembro de o ter voltado a ver, por isso não quis perder esta oportunidade de vê-lo numa versão mais ou menos inédita. As cenas novas não são muitas (o cartaz indica 22 minutos inéditos) e são facilmente identificadas porque a imagem está muito deteriorada. O filme é impressionante e a banda sonora de Morricone é outro filme: no meu caso ajudou-me ao longo dos anos a não esquecer as imagens de Leone. Paris 06.2015 Le Grand Action 5/5
Il était une fois Sergio Leone (Cinémathèque, 2019)
Atraente exposição sobre a revolução Leone, revolução na história do western, e ao mesmo tempo epílogo (acabou com o próprio género). Largo destaque aos westerns como Por um punhado de dolares, com uma galeria de retratos dos atores que se tornaram icónicos com esses filmes impactantes. Filmagens em Espanha, atores internacionais mas com nome inglês, atores que deixam o glamour em casa, sujidade e violência a atingirem patamares inéditos na tela. Leone foi mesmo um visionário. Por fim uma sala inteira dedicada ao último grandioso opus de Leone, Era uma vez na América. Paris, 01.2019 Cinémathèque Française 4/5
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