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14.4.26

Frankie (Ira Sachs, 2019)

Frankie (Isabelle Huppert), atriz famosa internacionalmente, tem pouco tempo de vida, por isso convida a família e alguns amigos a visitarem-na em Sintra (Brendan Gleeson, Marisa Tomei, Jérémie Renier, Pascal Greggory, Ariyon Bakare, Vinette Robinson, Greg Kinnear). A beleza clássica e serena de Sintra não chega para apaziguar personagens, atormentadas pelas suas preocupações pessoais: um casal em divórcio, uma proposta de casamento recusada, um jovem marcado pelo incesto, um guia (português) com o casamento abalado... Paris 09.2019: 3/5

4.9.17

Hampstead (Joel Hopkins, 2017)

O que me levou a ver este filme? Sem dúvida, Diane Keaton e Londres, neste caso o parque de Hampstead. E, mesmo de forma insconsciente, o facto de tratar-se de uma comédia romântica, que se apoia sobretudo nos atores e no argumento (e nos diálogos), pesou muito na minha decisão de priorizar este filme entre as estreias. Tudo esteve acima das minhas expectativas. Diane Keaton e Brendan Gleeson são perfeitos, Keaton como viúva burguesa endividada e de mal com as amizades do seu meio social, e Gleeson como um homem solitário e magoado, cujo lar é uma cabana no meio de Hampstead, que está prestes a perder para um grupo económico voraz. Quanto a Hampstead, parque e bairro, é um daqueles lugares de sonho em que o improvável pode acontecer. Mas o melhor talvez seja o argumento, assinado por Robert Festinger. Sem um bom argumento e diálogos espirituosos não há boa comédia romântica. Poucos se referem ao filme como sendo uma comédia romântica, mas foi assim que eu senti o filme. Do princípio ao fim, ri e sorri muito com a graça daquilo tudo. Diane a fugir das vizinhas, a abraçar uma causa por dia, a espreitar o vizinho do parque, a meter-se numa improvável história de amor com um homem das ca...banas. Curiosamente, a última boa comédia britânica que vi também tinha uma personagem sem-abrigo que tinha uma relação especial com um londrino privilegiado: The Lady in the Van (2015).  A história de Hampstead partiu de uma história verdadeira, mas o filme não quer nada com o realismo. O que importa é a história de Emily e Donald, improvável mas que nos deixa de consciência tranquila: quem não desejou já que a realidade imitasse mais esta história? Produção anglo-belga da Ecosse Films e SCOPE Pictures. PV 2017 Garret 3,5/5