Mostrar mensagens com a etiqueta G. Chanchada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta G. Chanchada. Mostrar todas as mensagens

29.4.26

O Homem do Sputnik (Carlos Manga, 1958)

O Homem do Sputnik (Carlos Manga, 1958)

Carlos Manga realizou a melhor chanchada que conheço e duvido que haja melhor: O Homem do Sputnik (1958). É uma produção da Atlântida, o estúdio carioca que se especializou na produção de comédias populares nos anos 50 e 60. O filme começa com um 'portuga' em cima de um burro numa paisagem bucólica. Mas trata-se de uma comédia urbana, passada nas altas esferas políticas nacionais e internacionais. Os principais governos do mundo andam à caça do Sputnik, que caiu no campo brasileiro. Para o alcançarem, todas os estratagemas são válidos, incluindo enviar uma agente sósia da Brigitte Bardot. Norma Bengell fazendo de Bardot é das melhores coisas que vi no cinema brasileiro. Aparece também Jô Soares, bem novinho mas já gordinho. Uma comédia que adorava rever um dia. Rio 2012 Caixa Cultural    4/5

26.4.26

Nem Sansão Nem Dalila (Carlos Manga, 1955)

Carlos Manga foi um dos melhores realizadores das comédias populares, as chanchadas, que dominaram o cinema brasileiro nos anos 50. Nem Sansão Nem Dalila (1955) é uma das mais famosas dessas chanchadas hoje clássicas. É protagonizada por Oscarito, uma estrela maior desse tempo. É divertida, mas já vi melhores. Rio 2012 CAIXA Cultural 2012   3/5

Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959)

O cangaço é o western brasileiro e alguns dos filmes brasileiros mais aclamados de sempre, os de Glauber Rocha precisamente, abordam essa realidade do sertão seco e violento. Mas os Três Cangaceiros são uma paródia desse universo, como se os irmãos Marx desembarcassem no sertão brasileiro. Ankito, Grande Otelo e Ronald Golias são os fantásticos trapalhões que levam tudo à frente. Em público são medrosos e fogem dos cangaceiros, disfarçam-se de onças para combateram esses bandidos e chegam a passar-se por eles e quase são linchados. As trapalhices não têm fim. Mas é sobretudo pelos comediantes que se vê hoje com prazer esta comédia tosca, feita com meios de produção mínimos. Melun 2020 (3/5) 

Os Três Cangaceiros (Victor Lima, 1959), produção de Herbert Richers, roteiro de Victor Lima, com Ankito, Ronald Golias, Grande Otelo, Neyde Aparecida, Atila Iório, Carlos Tovar.

Cala a boca, Etelvina (Eurípedes Ramos, 1959)

Chanchada deliciosa que deve tudo aos atores, sobretudo a Dercy Gonçalves, que é Etelvina, uma empregada doméstica promovida a patroa durante alguns dias. Uma comédia de enganos que gera as situações mais engraçadas, adaptada de uma peça de Armando Gonzaga. No Brasil este tipo de comédias, as chanchadas, tinham sempre vários números musicais, que hoje são preciosos documentos dos grande artistas da época. Neste filme vemos Emilinha Borba, Nelson Gonçalves e Jackson do Pandeiro, só para nomear nomes maiores ainda hoje. Melun 2020   3/5 

Cala a boca, Etelvina (Eurípedes Ramos, 1959), chanchada, produção de Oswaldo Massaini, roteiro de Eurípedes Ramos e Victor Lima, adaptado da peça teatral de Armando Gonzaga, realizado por Eurípedes Ramos e Hélio Barroso (cenas musicais), com Dercy Gonçalves (Etelvina), Humberto Catalano (Libório), Manoel Vieira (Macário), Otelo Zeloni (Paquito), Zezé Macedo (Pancrácia), Paulo Goulart (Adelino), filme da produtora e distribuidora Cinedistri, música original de Radamés Gnatalli, números musicais de Emilinha Borba ("Cachito", de Consuelo Velasquez), Nelson Gonçalves ("Atiraste uma Pedra", de Herivelto Martins), Os Golden Boys ("Meu Romance com Laura", de Jayro Aguiar), Jackson do Pandeiro ("Fantasia Nordestina", de Humberto Ferreira e Luiz Gonzaga) e Sílvio Mazzuca ("Tequila", de Chirck Rio), coreografia de Helba Nogueira.

Matar ou Correr (Carlos Manga, 1954)

Matar ou correr é uma paródia do famoso western Matar ou Morrer (título brasileiro de High Noon) e de certo modo antecipa os westerns cómicos de Bud Spencer e Terence Hill. Aqui a dupla cómica é composta por Oscarito e Grande Otelo, que são promovidos (por azar) a xerife e ajudante de xerife de City Down, uma pequena povoação ameaçada pelo bandido Jess Gordon (José Lewgoy). Certamente é uma das melhores chanchadas do cinema brasileiro, com os referidos comediantes a brilharem em todas as cenas. Melun 2020: 3,5/5

Matar ou correr (Carlos Manga, 1954), comédia (chanchada) produzida por Vinicius Silva e Guido Martinelli (Atlântida), roteiro de Amleto Daissé e Victor Lima, com Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy, Renato Restier, Wilson Viana, John Herbert, Inalda de Carvalho, Wilson Grey, música de Luís Bonfa e Lírio Panicalli, canção: Ninguém para amar (Anísio Silva e C. Portela).