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1.9.17

Un brave garçon (Boris V. Barnet, 1943)

Um filme de guerra, pode considerar-se mesmo um filme de propaganda pois foi feito com o intuito de reforçar o moral dos soldados soviéticos que combatiam os alemães. O filme acabou por ser mostrado apenas às tropas, não tendo estreado nas salas. Renasceu nos anos 90 com uma restauração. Um acampamento de camponeses russos, que vivem perto das tropas alemãs estacionadas na região, salva um piloto francês que aterra de paraquedas sob os seus olhos. Enquanto o avião é reparado, o francês tem faz amizade com os locais e vive uma paixão com um jovem russa. O mérito (quase) todo do filme vai para Barnet, cujo génio desvia o filme dos limites dos filmes de propaganda. Barnet é um bom realizador de comédias mas ultrapassa-se nas sequências de amor entre jovens. Mas este filme também corteja o cinema musical. Um dos personagens principais é um cantor, que exprime pelo canto operático tão típico dos russos, o desespero e a esperança do seu povo. Mas o par amoroso principal também canta para exprimir o seu estado passional. O filme ainda pode hoje ser visto com prazer pelos cinéfilos. VC 2017 (3/5)

28.9.15

Au bord de la mer bleue (Boris V. Barnet, 1936)

Dois amigos naufragam e são salvos por pescadores que os levam para uma aldeia kolkhoze, onde conhecem a população e se apaixonam pela mesma mulher. Mas esta já pertence a outro. Os dois amigos regressam então à sua terra. Au bord de la mer bleue (1936) é seguramente um dos grandes filmes da cinematografia soviética. Já tinha visto dois filmes de Barnet, em 1996, na Cinemateca portuguesa: O Lutador e o Palhaço (1957) e Alenka (1961). No entanto, confesso que tenho uma muito vaga recordação desses filmes. A estética de Au bord de la mer bleue deve muito ao cinema mudo: a expressão repousa bastante nas imagens e há legendas explicativas do que se passa. Mas isso faz parte do charme do filme e do seu poder de sedução ainda hoje. Paris 2015 Cinémathèque 4/5