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7.6.23

Robin CAMPILLO 3/4

Marrocos 1962

ENZO (2024)
REALIZADOR Robin Campillo ARGUMENTO Robin Campillo e Laurent Cantet ELENCO Eloy Pohu (Enzo), Pierfrancesco Favino (o pai), Élodie Bouchez (a mãe), Maksym Slivinskyi (Vlad) ESTREIA 14.05.2025 (F. Cannes) 18.06.2025 (França) VISTO Paris 23.06.2025 Les Halles 3.5/5

O último projecto de Laurent Cantet, realizado por Robin Campillo, é marcado pela delicadeza com que aborda a personagem Enzo, abalado pela descoberta dos seus próprios sentimentos amorosos. Um dos filmes franceses do ano.

4º L'ÎLE ROUGE (2022)

REALIZAÇÃO: Robin Campillo     PRODUÇÃO: Marie-Ange Luciani  ARGUMENTO: Robin Campillo, Gilles Marchand     ELENCO: Charlie Vauselle, Quim Gutiérrez, Nadia Tereszkiewicz, Sophie Guillemin, Hugues Delamarliere, David Serero, Luna Carpiaux, Mathis Piberne, Sacha Cosar-Accaoui, François-Dominique Blin, Amely Rakotoarimalala, Mitia Ralaivita, Cathy Pham, Calissa Oskal-Ool  ESTREIA: Midas 8.08.2024 A ILHA VERMELHA     VISTO: Paris 06.2023 Bercy    NOTA: 3/5

3º 120 BATTEMENTS PAR MINUTE (2017)

120 battements par minut (2017), de Robin Campillo, está a ser o acontecimento cinematográfico da rentrée em França. Sucesso nas salas e sucesso entre a crítica (acaba de ser escolhido como o candidato francês aos óscares). Penso que o filme merece todos os elogios, a única coisa que me espanta é a sua resistência nas salas. Fui vê-lo numa sessão tardia, num dia da semana, que terminava muito depois da meia-noite e a sala tinha muita gente, para minha surpresa. O filme não é fácil, a vários níveis. Começa por dizer logo ao que vem, com ações de protesto da organização Act Up de Paris, criada segundo o modelo da Act Up americana e sessões de debate entre os voluntários da organização. No início dos anos 90, enquanto muitas pessoas morriam de Sida, o governo e a sociedade ignoravam o fenómeno e pouco faziam para combatê-lo, ou não faziam o suficiente e o possível naquele momento. Por vezes é difícil acompanhar os complexos debates, as questões políticas e técnicas, as tácticas e a estratégia do grupo. Mas Robin Campillo, realizador e co-argumentista do filme, já tinha estado num projeto que envolvia este tipo de cenas tensas de grupo: Entre les murs, de Laurent Cantet (Campillo assinou em parceria o argumento do filme), sobre uma turma difícil num liceu. Mas o filme ganha outra dimensão, muito comovente (tipo Love Story) entre dois voluntários da Act Up, que aí se conhecem e apaixonam. As cenas da intimidade dos dois são igualmente excelentes e permitem contrabalançar a tensão decorrente das cenas que envolvem as atividades do grupo. O filme é um dos mais importantes do ano. Recebeu os 6 prémios Lumière para os quais foi nomeado.  Paris 09.2017 Bercy 4/5 
2º EASTERN BOYS (2013)
    
Paris 2014 La Clef 4/5


 
1º LES REVENANTS (2004)


8.2.22

Laurent CANTET

ENZO (2024)
REALIZADOR Robin Campillo ARGUMENTO Robin Campillo e Laurent Cantet ELENCO Eloy Pohu (Enzo), Pierfrancesco Favino (o pai), Élodie Bouchez (a mãe), Maksym Slivinskyi (Vlad) ESTREIA 14.05.2025 (F. Cannes) 18.06.2025 (França) VISTO Paris 23.06.2025 Les Halles

O último projecto de Laurent Cantet, realizado por Robin Campillo, é marcado pela delicadeza com que aborda a personagem Enzo, abalado pela descoberta dos seus próprios sentimentos amorosos. Um dos filmes franceses do ano.

ARTHUR RAMBO (2021)
Um rapaz francês de origem árabe presta-se a ser a grande revelação literária do momento, até que são revelados os tweets que ele escrevia desde os 16 anos sob o pseudónimo de Arthur Rambo. Mensagens violentas contra os  homossexuais, os judeus, entre outros. Paris 02.2021 Odéon 2/5
L'ATELIER (2017)
Uma escritora consagrada (Marina Foïs) anima um atelier de escrita com vários jovens de La Ciotat. O projeto que desenvolvem resultará num policial passado no cais da terra. O interesse dos jovens no atelier é desigual, e rapidamente os conflitos entre eles se multiplicam devido às suas diferentes histórias de vida. A questão da discriminação com base na origem de cada um deles é especialmente relevante. Um bom filme, na linha das obras de Cantet, sempre atento à realidade conflitual da sociedade e dos jovens em particular (argumento de Cantet e Robin Campillo). Paris 10.2017 L'Archipel 2,5/5
RETOUR À ITHAQUE (2014)
Laurent Cantet sempre esteve atento aos problemas sociais decorrentes sobretudo da situação profissional das pessoas. Dois dos filmes mais famosos do realizador passam-se em organizações como a fábrica (Resources Humaines, 2000) ou a escola (Entre les murs, 2008), mas Vers le Sud (2005) saía de França para um país do Sul e mostrava as relações complexas entre os turistas europeus brancos e os autóctones negros dos destinos turísticos. Agora, com Retour à Ithaque, Cantet ambiciona observar a sociedade cubana a partir do seu interior. Como tinha feito em Entre les murs, quando convidou um escritor e professor de liceu para escrever o argumento do filme, convidou Leonardo Padura, um escritor cubano famoso que nunca optou pelo exílio, para escrever o argumento de Retour à Ithaque. O filme é um huit clos a céu aberto que reúne cinco amigos num terraço de Havana e a palavra é o centro do filme. A palavra fere e acaricia, revela e esconde, une e desune, e através dela passa-nos sob os olhos a história recente de Cuba, revelada nas marcas deixadas nas vidas dos cinco amigos. É um filme emocionante, acima de tudo. E divirto-me a pensar nos huit clos televisivos que fazem a alegria de milhões todas as noites, tipo Casa dos Segredos, que também nos revelam as vidas dos jovens de hoje. É pena não terem um realizador e um escritor como Cantet e Padura. Ou será melhor assim? Paris 12.2014 Le Louxor 3,5/5

LAURENT CANTET, LE SENS COLLECTIF (2022)
Playlist Society, 2022
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