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18.9.22

The Hours and Times (Christopher Munch, 1991)

John Lennon e o manager Brian Epstein partem para passar uns dias de repouso em Barcelona, para eles a cidade de Gaudi. Passam muito tempo no hotel, onde recebem potenciais amantes, uma jovem hospedeira (para John) e um comerciante rico (para os dois amigos e colaboradores?). Vão ao cinema ver Bergman, O Silêncio. Sentam se num banco nas Ramblas. E tentam de forma desajeitada e hesitante fazer amor na banheira. Provavelmente muito do que é apresentado no filme é fruto da imaginação dos que o conceberam. A dada altura John diz que em Inglaterra todos dizem que viajaram para Barcelona para foderem um com o outro. Paris 2022 Reflet Médicis 4/5

4.1.22

The Confort of Strangers (Paul Schrader, 1990)

Um thriller erótico como havia muitos na época em que foi produzido. Dois jovens namorados muito belos (Rupert Everett e Natasha Richardson) passam uns dias em Veneza, aborrecem-se e são atraídos por um casal rico que os convidam para o seu palazzo. Atração e repulsa vão marcar a relação entre os dois casais, até ao desenlace trágico. Paris 2021 Grand Action 3/5

11.7.19

The Object of my Affection (Nicholas Hytner, 1998)

Nina (Jennifer Aniston) fica grávida do namorado mas não o quer como seu companheiro, antes pretende criar o seu filho com um amigo gay (Paul Rudd). Bem, ela quer mais, quer convertê-lo à vida heterossexual... Vila do Conde 07.2019: 3/5
The Object of my Affection (US, 1998), em Portugal chama-se Muito Mais do que Amigos.

2.7.19

Together Alone (P. J. Castellaneta, 1991)

Nada como um filme de conversa para nos dar a ver as linhas com que se cosem as gerações, os problemas que enfrentam e as atitudes que formam. Bryan (Todd Stites) e Brian (Terry Curry) conhecem-se num bar e passam a noite juntos. Depois do sexo (que não vemos) passam-se a conhecer melhor e várias mentiras da noite anterior são desfeitas. Falam muito sobre a Sida e sobre a responsabilidade de cada um no momento do sexo, falam das várias sexualidades traduzidas pela escala de Kinsey, falam das frustrações passadas e presentes de cada um, falam de muitas outras coisas que não se diziam em princípio nos filmes. Este filme de Castellaneta ganhou o Teddy Award de Berlim em 1992 e é obrigatório para conhecer o dinâmico cinema Queer daqueles anos.  Estreou em França em 1993 e foi reposto numa cópia restaurada em junho de 2019. Paris Beaubourg 2,5/5

8.10.17

Le Ciel de Paris (Michel Béna, 1991)


Assisti hoje a uma sessão de cinema muito, muito especial, proposta pelo cineclube 7e Genre. Le Ciel de Paris (1991) é a única longa-metragem de Michel Béna, que foi assistente de André Téchiné e morreu de Sida meses antes de o seu filme estrear. Um dos protagonistas, o ator Marc Fourastier, também morreria da mesma doença poucos anos depois e este é, parece-me, o seu único filme. Claro que o grande nome aqui é Sandrine Bonnaire, que faz de Suzanne (mais uma vez, como em A nous amours, de Pialat), uma mulher dividida entre dois amigos (Marc Fourastier e Paul Blain) por eles circulando o desejo, que todavia nunca é correspondido. O tema, os atores e as cenas, lembram o cinema de Téchiné mas, ao contrário dos filmes deste, Le Ciel de Paris permanece invisível desde a estreia. Não há VHS nem DVD, nem cópia digital, apenas pode ser visto em película de 35mm como foi visto na sessão de hoje. Um filme desta qualidade e único testemunho do realizador e de um dos atores não merece cair no esquecimento como até aqui aconteceu. Paris 3,5/5

25.8.17

Carrington (Christopher Hampton, 1995)

Um filme muito belo sobre a pintora Dora Carrington (Emma Thompson) e, em particular, sobre a sua relação com o escritor Lytton Strachey (Jonathan Pryce), grandes nomes da cultura britânica  do início do século XX. Christopher Hampton encontrou o tom justo para este biopic: nem didático, nem impressionista. Tinha visto Carrington na estreia, há 20 anos: Lisboa, Monumental, 1996. Agora, em DVD. VC 4/5

16.7.17

Threesome (Andrew Fleming, 1994)

THREESOME (1994)
Três jovens (Josh Charles, Lara Flynn Boyle, Stephen Baldwin), dois rapazes e uma rapariga, conhecem-se no dormitório da faculdade que têm partilhar. Um deles, Eddy, é sexualmente ambivalente (palavras suas) e esse facto vai inspirar uma relação entre os três amigos do género ménage à trois mais ou menos sexual. A história é autobiográfica e retoma situações que Andrew Fleming, autor do argumento (além de realizador), viveu na faculdade. Não sei se se trata de um filme de culto, mas não há dúvida de que Threesome lembra os college movies dos anos 80 (esses sim, têm um culto) mas é mais centrado na sexualidade e aborda a homossexualidade e a bissexualidade como poucos filmes tinham feito até então. O filme foi realizado para estrear em vídeo (VHS), mas acabou por ser distribuído nas salas. Vi-o agora em DVD, que tem um interessante comentário audio do realizador. VC 07.2017 DVD 3/5

18.12.15

Studio 54 (Mark Christopher, 1998)

Por que razão um filme tão mediano quanto 54 merece uma reposição nas salas e em versão prestigiante director's cut? Por ter mais 40 minutos do que a versão que foi exibida comercialmente na estreia? Fiquei surpreendido quando soube que esta versão 2015 tem apenas 110 minutos. O que aconteceu é que o filme foi remontado e tornou-se outro filme, aquele que a Miramax não achou por bem caucionar em 1998. Como se sabe, 54 é sobre a célebre discoteca de Nova Iorque. O filme que vemos agora dá mais espaço à homossexualidade que liga várias personagens, como o patrão da 54 e alguns dos seus funcionários. E foi este filme que depois de censurado volta a ressurgir. Paris 3/5