REAL John Huston ARG J. Huston e Gladys Hill, adaptação de Rudyard Kipling ELENCO Michael Caine, Sean Connery, Christopher Plummer MUS Maurice Jarre EST 27.11.1975 (F. Tehran) 26.10.1976 (Portugal, salas) VISTO Paris 2.06.2026 Le Champo
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26.7.22
Two For the Roas (Stanley Donen, 1967)
Li que este filme, entre os que realizou, é o preferido de Stanley Donen, que nos deu tantos musicais memoráveis. É certo que os atores (Hepburn e Finney), o argumento (Frederic Raphael) e a música (Mancini) mereceram os maiores elogios, mas o filme parece-me um pouco datado... Não chega aos calcanhares do melhor cinema de autor da época. Paris 07.2022 Filmothèque 3/5
2.3.18
The Shape of Water (Guillermo del Toro, 2017)
O filme de Del Toro é uma das surpresas do ano. No essencial é a história de amor entre uma mulher solitária (Sally Hawkins, nomeada para o óscar de melhor atriz) e um monstro aquático encontrado pelos americanos na América do Sul e que é alvo de cobiça dos russos (vivia-se a guerra fria). O filme cruza aliás vários géneros, desde a fantasia ao drama. Eu gostei particularmente da dimensão cinéfila do filme. Este inspira-se em histórias que o cinema consagrou, como o monstro da Lagoa Negra ou a Bela e o Monstro. E um dos personagens (Richard Jenkins, nomeado para o óscar de melhor ator secundário), homossexual e tão solitário quanto a heroina, refugia-se no passado dos musicais de Hollywood dos anos 30/40, o cinema de Betty Grable, Alice Faye e Carmen Miranda, porque todos o rejeitam no presente. Alexandre Desplat recebeu o Oscar, o Golden Globe e o BAFTA pela banda sonora. Um dos melhores filmes do ano. PV 2018 Garrett 3,5/5
14.8.17
My Man Godfrey (1936)
Filme de Gregory La Cava
Só agora descobri esta comédia genial, de um realizador que tanto aprecio, Gregory La Cava. A abertura do filme é antológica: os ricos divertem-se com um jogo do género caça ao tesouro e o vencedor será aquele ou aquela que encontrar e trouxer para a festa um mendigo (um verdadeiro mendigo!). E desta forma inacreditável forma-se o par romântico do filme: a grã-fina Carole Lombard e o mendigo William Powell. Uma espécie de dama e o vagabundo (lady and the tramp), versão screwball comedy. Genial. Nomeado para 6 Oscars. VC 2017 (5/5)
7.5.17
Two For the Road (Stanley Donen, 1967)
Um casal de ingleses (Albert Finney e Audrey Hepburn) viaja de carro pela França. Mas o seu casamento está em crise, e outras viagens passadas são igualmente evocadas para tentarmos perceber o que se passou com a sua relação. O argumento de Frederic Raphael (nomeado para o Oscar e para o BAFTA) é original, pois passa de um momento temporal para outro, procedimento que não era comum na altura no cinema mainstream. Este filme é uma sombra comparado com um outro de temática afim: Viagem a Itália, de Rossellini. Nunca tinha ouvido falar desta obra de Donen e quando o vi agora percebi porquê. O filme é pesado e sem graça e pela primeira vez Audrey Hepburn não brilha, apesar do guarda-roupa de costureiros famosos. A música de Henri Mancini foi nomeada para os Golden Globe. Paris 2017 Christine 21: 3/5
17.10.15
The Color of Money (Martin Scorsese, 1986)
Vi ontem The Color of Money e por fim um sonho de cinéfilo se tornou realidade: ver toda a obra ficcional de Martin Scorsese. Agora é continuar com coisa tão boa como descobrir os filmes pela primeira vez: revê-los. Há poucos Scorsese que não tenho vontade de rever, três aliás já me passaram três vezes pelos olhos: Taxi Driver, Casino e Goodfellas. Ainda esta semana revi New York New York, um dos meus preferidos dele mas não muito amado nem pelo realizador nem pelo público em geral. The Color of Money é em primeiro lugar um grande duelo entre atores, Tom Cruise e Paul Newman, ambos soberbos. O bilhar não me interessa nada e o filme não mudou a minha indiferença em relação a este jogo, mas Scorsese encontrou nesta atividade mais um pretexto para o seu jogo preferido, a arte de filmar. Mais um grande filme de Scorsese. Paris 2015 Cinémathèque 4/5
Oscar para Paul Newman e nomeação para Richard Price (argumento). Mary Elizabeth Mastrantonio foi nomeada (como atriz num papel secundário) ao Oscar, ao Golden Globe e ao prémio do NYFCC.
Oscar para Paul Newman e nomeação para Richard Price (argumento). Mary Elizabeth Mastrantonio foi nomeada (como atriz num papel secundário) ao Oscar, ao Golden Globe e ao prémio do NYFCC.
16.3.15
Inherent Vice (Paul Thomas Anderson, 2014)
Paul Thomas Anderson é um dos realizadores americanos mais ambiciosos. Como os escritores que tentam escrever o grande romance americano (e alguns acabam conseguindo), Anderson tenta com os seus filmes fazer um retrato abrangente da sua América. Desta vez adaptou um desses grandes escritores conterrâneos, Thomas Pynchon, e fez um filme forte, marcante e complexo. O problema é que o enredo é complexo demais, pois com duas horas de filme continuam a surgir personagens novas, cada uma mais excêntrica do que outras. E por vezes tive a impressão de que a tecla da excêntricidade faz cair o filme para um exibicionismo gratuito. Tal como o protagonista Joaquin Phoenix, excelente mas cabotino, que tem uma personagem difícil de compor. Mas gostei muito de ver o filme, apesar destes senões. Paris FQL 3,5/5
21.1.14
The Wolf of Wall Street (Martin Scorsese, 2013)
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| O ISEG antecipou-se na estreia do filme em Portugal |
Scorsese em território conhecido: a ascensão e queda de um herói, um lobo e a sua matilha em Wall Street. Nada de novo por aqui, inclusive a magnífica realização de Scorsese. Quanto aos atores, DiCaprio é soberano, mas quando ele era ainda um lobinho, foi iniciado por Matthew McConaughey, que nos primeiros minutos do filme rouba a cena. Pena que esta personagem tenha logo desaparecido. Grande noite de cinema! Paris, Odeon 4,5/5
Nomeados ao Oscar: DiCaprio, Jonah Hill, Scorsese (filme e realização) e Terence Winter (argumento). Nomeados ao BAFTA: Scorsese (realizador), DiCaprio e Winter e Thelma Schoonmaker (montagem). Melhor filme para a AFI e NBR
Nomeados ao Oscar: DiCaprio, Jonah Hill, Scorsese (filme e realização) e Terence Winter (argumento). Nomeados ao BAFTA: Scorsese (realizador), DiCaprio e Winter e Thelma Schoonmaker (montagem). Melhor filme para a AFI e NBR
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