Adeus Cinema – Anselmo Duarte: Vida e Obra de Anselmo Duarte, ator e cineasta mais premiado do cinema brasileiro (Oséas Singh Jr., 1993)
Editora: Editora Massao Ohno 179p, 1993
BIBLIOTECA
Adeus Cinema – Anselmo Duarte: Vida e Obra de Anselmo Duarte, ator e cineasta mais premiado do cinema brasileiro (Oséas Singh Jr., 1993)
Editora: Editora Massao Ohno 179p, 1993
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Vida e obra de Anselmo Duarte, ator e cineasta mais premiado do cinema brasileiro, é a autobiografia de Anselmo Duarte. Por conseguinte, um livro importantíssimo. Apesar do realizador acertar contas com muita gente do cinema brasileiro (em particular, Glauber e o cinema novo), a sua experiência e a visão que dela decorre sobre uma boa parte da história do cinema brasileiro é fascinante. Pelo menos para mim, que tenho muitas lacunas nesse assunto. Anselmo Duarte foi o principal galã do cinema popular das produtoras Atlântida e Vera Cruz (anos 1940 e 1950) e foi-se afirmando como realizador perante a desconfiança dos colegas. Mas ao segundo filme, fez história no cinema brasileiro, a partir do estrangeiro. O Pagador de Promessas venceu a Palma de Ouro de Cannes em 1962, percorreu triunfante os festivais e de certa forma o seu feito nunca mais foi repetido. No entanto, diz o realizador, pouco a pouco a sua obra foi sendo afastada para um limbo da narrativa histórica, celebrante do cinema novo. Não tenho o contraponto às posições de Anselmo Duarte (afinal, trata-se de uma autobiografia), mas é verdade que muitas das suas teses parecem fazer sentido, e o que mais me tocou foi a sua defesa racional e justa do cinema popular, muitas vezes denegrido injustamente. A sua obra pertence a essa vertente do cinema, mas com qualidade que frequentemente falta aos filmes populares. Fiquei com muita vontade de ver os outros seus filmes, pois só conheço O Pagador de Promessas. Um livro a revisitar. Leitura em maio de 2014. Nota: 4/5