Mostrar mensagens com a etiqueta Musical 1950s. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Musical 1950s. Mostrar todas as mensagens

28.7.26

Lucky Me (Jack Donohue, 1954)

Lucky Me é uma comédia musical com Doris Day, uma daquelas comédias ligeiras, deliciosamente patetas (e wasp) que se faziam à volta da atriz. As coreografias são mínimas e o canto de Day é pouco expressivo, mas tudo isso está em sintonia com a pouca ambição do argumento. Day e alguns amigos do teatro de vaudeville (destaque para o cómico Phil Silvers) tentam montar um show mais ambicioso, ao mesmo tempo que ela conhece um estranho (Robert Cummings) por quem se apaixona, que vem a ser um famoso songwriter. Lucky Me foi o primeiro musical feito em CinemaScope. VC 07.2018 DVD 2,5/5

Carousel (Henry King, 1956)

Caso para dizer, Carousel, o musical de Rodgers and Hammerstein (1945), é muito superior à sua adaptação cinematográfica pela Fox, com realização de Henry King. Isso acontece muitas vezes com os musicais. Em Carousel, estão duas das minhas canções americanas preferidas: Soliloquy e You'll Never Walk Alone. Competentes, os protagonistas Gordon MacRae e Shirley Jones não ficam na memória e resta-nos sonhar com a participação de Frank Sinatra, que estava prevista para ser o protagonista mas que ele à última hora recusou. Vila do Conde DVD 3/5

The King and I (Walter Lang, 1956)

 
Esta comédia musical é muito famosa, tanto o original da Broadway (1951), quanto a adaptação ao cinema, tratando-se de um dos clássicos de referência do cinema musical. Mas não corresponde ao tipo de musical de que mais gosto. A transposição do show da Broadway é feita sem chama para a grande tela, e como a ação passa-se quase exclusivamente em interiores, a dívida em relação à origem teatral do projeto faz-se sentir ainda mais. Que diferença em relação aos musicais de Arthur Freed na MGM! O que mais  me interessa no filme é, por um lado, a maravilhosa partitura de Rodgers & Hammerstein II, e, por outro, a prestação de Deborah Kerr, uma atriz conhecida e famosa das comédias e melodramas não-musicais. A sua prestação tem a sua classe habitual, tendo sido dobrada nas canções. Foi nomeada para o óscar, mas apenas ganhou o Golden Globe para melhor atriz. Yul Breyner, que marcou a versão cénica original de The King and I, ganhou o óscar para melhor ator, a mais prestigiada das cinco estatuetas ganhas pelo filme. Houve ainda uma nomeação para melhor filme do ano (o produtor foi Charles Bracket) e outra para melhor realizador (Walter Lang). Mas recebeu mesmo assim o Globo de Ouro para melhor filme de comédia ou musical. Nada mau. VC 08.2016 DVD 3/5

26.7.26

The Court Jester (1955)

Folheto da reposição do filme 20/12/2017

Danny Kaye é uma das grandes estrelas das comédias e dos musicais de Hollywood, e The Court Jester é certamente um dos seus melhores filmes. Gostei muito de o ver nesta comédia musical que vive sobretudo dos incríveis diálogos e das situações cómicas valorizadas por grandes atores (Cecil Parker, Edward Ashley, Glynis Johns, Basil Rathbone, Angela Lansbury, Mildred Natwick, Robert Middleton, Michel Pate, John Carradine). Penso tratar-se antes de mais de uma comédia s
washbuckler (capa e espada) com canções (de  Victor Schoen). O filme foi produzido, escrito e realizado por Melvin Frank e Norman Panama e trata de uma corte inglesa minada pela corrupção e pela ambição, que tem no trono um rei ilegítimo, que vai ser deposto por um bando de ciganos da floresta que têm com eles um bebé que é o verdadeiro rei. Danny Kaye infiltra-se na corte como bobo do rei e resolve as coisas à sua desconcertante maneira, por vezes sob o efeito do poder da feiticeira local. O filme foi felizmente reposto em versão restaurada na sala parisiense Ecoles 21, distribuído pela Swashbuckler Films. Paris 12.2017 Ecoles 4/5
Le Bouffon du Roi
Estreia versão restaurada
20 de dezembro de 2017
Distribuidor: Swashbuckler Films
Sala: Écoles 21 (Paris 4e)

The Tales of Hoffmann (1951)

Les Contes d' Hoffmann, a ópera de Offenbach, teve uma adaptação à altura da sua genialidade no campo do cinema, graças aos britânicos Michael Powell e Emeric Pressburger. Tal como já tinha acontecido com The Red Shoes (um dos filmes da minha vida) a ambição de atingir a obra de arte total está presente em Les contes d'Hoffmann. A literatura, o teatro, a música (a ópera), a dança, a pintura, o cinema, tudo é convocado neste filme quase em pé de igualdade. A criatividade de Michael Powell e Emeric Pressburger liga todas essas artes sem o menor artificialismo gratuito (sim, porque aqui tudo é artifício). O filme é desigual, mas há sequências tão geniais... O filme circula agora nas salas, em DVD, em Blue-Ray em cópias restauradas e aliás nunca vistas. Foram acrescentados uns bons minutos à versão que circulava desde a sua estreia e as cores originais repostas. Um clássico renascido. Paris 04.2015 Le Champo 4/5

9.7.26

Gentlemen Prefer Blondes (Howard Hawks, 1953)

Realização: Howard Hawks
Estreia nos EUA: 1/07/1953
OS HOMENS PREFEREM AS LOURAS
Estreia em Portugal: 27/12/1954

Os Homens Preferem As Louras é simplesmente um dos meus filmes preferidos de sempre (acabei de ler na wiki que Fassbinder considerou o filme um dos dez melhores de sempre, coisa surpreendente se pensarmos na obra do realizador alemão). 
O filme é um milagre dos anos clássicos de Hollywood: não é possível fazer hoje uma comédia musical deste nível. Os diálogos são soberbos e as canções tornaram-se clássicos. Marilyn em si é um milagre da natureza e da cultura e entrou com este filme na cultura pop (por exemplo, com o número Diamonds are a Girl's Best Friend). Foi Hawks quem, com Monkey Business (1952), mostrou que Marilyn nasceu para a comédia, mais do que para o drama. Tinha toda a razão, como o provou no ano seguinte com este Gentlemen. Foi este filme e Niagara (Hathaway, 1953) que fizeram de Marilyn a maior estrela do cinema. Podia ficar aqui a escrever babado sobre Marilyn ou Hawks (um dos meus realizadores preferidos) mas não faria mais do que listar lugares comuns. Adiante.
É dos raros filmes que eu conheço de cor. Já conhecia bem o filme quando o vi pela primeira vez numa sala, na Cinemateca Portuguesa em 1991, e ainda hoje me lembro, 20 anos passados, da minha reacção entusiástica à saída da sessão. Em 2012 voltei a vê-lo numa sala parisiense e hoje repeti a dose. A sessão de hoje confirmou que o filme conquista a nova geração (havia muitos jovens na sala) e que continua a suscitar muitas gargalhadas do público. Cinemateca Portuguesa 1991, Paris 2012 & 01.2014 (5/5)

High Society (Charles Walters, 1956)

Este clássico da comédia musical é importante por vários motivos. Trata-se do último filme de Grace Kelly, antes da sua passagem para a realeza europeia. Duas instituições americanas encontraram-se pela primeira vez num filme: Frank Sinatra e o seu ídolo Bing Crosby. E Louis Armstrong tem uma participação extensa com a sua orquestra. Além disso, Cole Porter assina as composições originais deste filme que é uma espécie de remake musical do famoso The Philadelphia Story, peça de 1939, que deu origem ao filme de George Cukor de 1941, com Katharine Hepburn na protagonista de ambas as produções. High Society é bem inferior a The Philadelphia Story e nessa comparação reside o principal problema. A energia e o ritmo do filme de Cukor, uma das melhores comédias de sempre, nunca são igualados e os atores-cantores não têm o talento de Hepburn e Cary Grant. Tinha visto filme em 2013 e quis vê-lo novamente na Cinemateca Francesa pensando que se tratava de uma cópia restaurada. Não foi assim. Curiosamente, na sessão a que assisti havia uma claque que aplaudia os números musicais, sobretudo os de Louis Armstrong e no final houve muitos aplausos. Sinal de que os espetadores não se enganaram quando em 1956 fizeram de High Society um dos dez filmes mais vistos nos EUA. Paris: Le Desperado 2013 & Cinemateca Francesa 2015 3/5

Singin' in the Rain (S. Donen, G. Kelly, 1952)

Singin' in the Rain (S. Donen, G. Kelly, 1952)
Realização: Stanley Donen, Gene Kelly
Estreia nos EUA: 27/03/1952

Estreia em Portugal: 18/12/1952
Reposição nas salas em Portugal: 01/1996

Um dos meus filmes preferidos desde a infância, revisitado em sala, em Lisboa, Vila do Conde (Festival de curtas) e Paris. Quando a noite e a chuva se tornam dia e sol nos pés e no sorriso de Gene Kelly! 

Lisboa, Cinemateca 1991 
Lisboa, Ávila 1996 
Paris, Le Desperado 2015 
Vila do Conde, FICMVC 2021 
Paris, Cinémathèque 2022

1.7.26

Violettes impériales (Richard Pottier, 1952)

Carmen Sevilla e Luis Mariano
Violettes impériales (1952) é uma famosa opereta franco-espanhola com Luis Mariano. Uma vendedora de violetas (Carmen Sevilla) prevê um futuro real a Eugénie de Montijo (que efetivamente será a esposa de Napoléon III). Mas Violeta ajudará igualmente a desmascarar os que atentam à vida da imperatriz. Uma produção típica da sua época, que perdeu boa parte do charme com a passagem do tempo. L'amour est un bouquet de violettes é a canção mais famosa do filme. A música é de Francis Lopez. Vila do Conde 02.2017 DVDteca 3/5

DVDTECA(4) Lumières de Paris (1938) Violettes impériales (1952) Le Chanteur de Mexico (1956) Sérénade au Texas (1958)

7.5.26

The Country Girl (George Seaton, 1954)

Um trio de ouro (Bing Crosby, Grace Kelly e William Holden) num filme com uma história (de Clifford Odets) inesperada: um ator famoso (Bing Crosby) atravessa uma crise pessoal e profissional aguda, devido à sua insegurança, alcoolismo e depressão. Grace Kelly faz de sua mulher e tem um papel sombrio que lhe valeu o Oscar. E muito estranho ver dois ícones da comédia romântica e musical, como Kelly e Crosby, interpretarem um casal mergulhado na depressão e na miséria. Ainda assim, o filme pode ser considerado um (drama) musical, pois Crosby canta quatro canções assinadas por Harold Arlen e Ira Gershwin. O filme foi nomeado para sete óscares: ganhou dois (atriz e argumento) e perdeu os outros cinco (incluindo melhor filme, ator e realizador) para On the Waterfront (Elia Kazan). Foi uma derrota justa, pois o filme de Kazan é muito melhor do que o de Seaton. VC 2016 DVD 3/5

Calamity Jane (Gerard Butler, 1953)

Comédia musical passada num contexto típico do western, centrada num cabaret-saloon. Doris Day é uma cowgirl de modos masculinos com muitos amigos entre os homens mas nenhum amante. Ela vai aprender a ser feminina quando contrata artistas de cabaret. Só o carisma de Doris Day e Howard Keel justificam hoje o interesse por esta comédia do oeste que respondeu à moda da época. Vila do Conde 2019 3/5
Produção de William Jacobs (Warner), argumento de James O'Hanlon, com Doris Day e Howard Keel. Oscar for Best Song: Secret Love (Sammy Fain e Paul Francis Webster).
As canções (Sammy Fain e Paul Francis Webster): Calamity Jane: The Myth, The Woman  The Legend / The Deadwood Stage (Whip-Crack-Away!) / I Can Do Without You / It's Harry I'm Planning to Marry / Just Blew in from the Windy City / Hive Full of Honey / Keep It Under Your Hat / My Heart Is Higher Than a Hawk (Deeper Than a Well) / A Woman's Touch / The Black Hills of Dakota / Secret Love.

27.4.26

Invitation to the Dance (Gene Kelly, 1956)

Invitation to the Dance (1956) foi um projecto longamente acarinhado por Gene Kelly. Depois de ter sido protagonista de dois dos maiores filmes musicais de sempre, An American in Paris (1951) e Singing in the Rain (1952), foi trabalhar para a Europa e dedicar-se a um filme totalmente dançado, sem ação dramática. As filmagens foram realizadas nos estúdios da MGM de Londres e passaram por numerosos problemas. O filme tem três episódios: "Circus" (música de Jacques Ibert), "Ring Around the Rosy" (música de Andre Previn) e "Sinbad the Sailor" (música de Rimsky-Korsakoff) e contou com grandes nomes do ballet da altura, como Igor Youskevitch, Claude Bessy ou Tamara Toumanova. Estreou anos depois de ter sido realizado, pois a MGM previa dificuldades na sua exploração comercial. Foi um flop histórico, de facto.
Edição francesa: Coleção "Les trésors Warner. La collection TCM" (2012)
Ainda hoje Invitation to the Dance revela problemas em chegar ao público, apesar da sua reconhecida qualidade. Existe uma edição em VHS de 1983 (!), uma edição em CED (antepassado do DVD) e há poucos anos a Warner decidiu disponibilizá-lo em DVD para quem o encomendasse (made-to-order DVD). O DVD oficial é recente. Em França está editado na coleção "Les trésors Warner. La collection TCM" de 2012. Coleção que publicou muitos filmes inéditos em DVD. O filme nunca foi restaurado.
CED VideoDisc (1980s)

Royal Wedding (Stanley Donen, 1951)

Royal Wedding não é uma das mais famosas produções da equipa de Arthur Freed (MGM), mas como resistir aos encantos desta comédia musical? Alan Jay Lerner assina a história, o argumento e as letras das canções compostas por Burton Lane, Nick Castle coreografa as danças e a dupla Fred Astaire e Jane Powel faz maravilhas ao interpretar um par de irmãos dançarinos que são convidados a atuar em Londres na altura de um casamento real. Este par famoso em breve irá desfazer-se quando os irmãos conhecerem na viagem os seus futuros conjuges, ecoando desse modo a história da comédia musical americana no teatro (os irmãos Fred & Adele Astaire), como no cinema (Fred Astaire & Ginger Rogers). VC 2017 DVD 
 Royal Wedding (Stanley Donen, 1951)
NT