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7.4.25

Literatura 2023

Lisboa 1993

LEME (Madalena Sá Fernandes, 2023)
ed. Companhia das Letras 2023
Leituras 2024 P.Varzim 3.5/5

É o primeiro romance desta jovem escritora portuguesa e é uma excelente estreia. Na primeira pessoa, o romance narra uma história de pai tirano, de violência doméstica, para utilizar expressões convencionais. 



L'ÎLE DE YULE (Johana Gustawsson, 2023)
Le Livre de Poche 2024
Leituras 2025

TRISTE TIGRE (Neige Sinno, 2023)
P.O.L. 2023
Leituras 2024

19.8.23

Ruth RENDELL

South Woodford, Essex, England 1930 - Londres 2015



Le Masque
BIBLIOTECA

Le Masque Vol. 1
BIBLIOTECA
Volume inclui:
From Doon with Death (1964)
A New Lease of Death (1967)
The Best Man to Die (1969)
A Guilty Thing Surprised (1970)
No More Dying Then (1971)


Le Masque Vol. 2
BIBLIOTECA
Volume inclui:
To Fear a Painted Devil (1965)
One Across, Two Down (1971)
Murder Being Once Done (1972)
Make Death Love Me (1974)
A Demon in my View (1976)
A Judgement in Stone (1977)

Edições em Portugal:

From Doon with Death (1964), Da Morte com Amor (Círculo de Leitores, 2000) 
O Ferrão da Morte (PEA «Clube do Crime»)
Vanity Dies Hard (1966), Vaidade Fatal (PEA «Clube do Crime», 1986)
One Across, Two Down (1971), Horizontais Dois, Verticais Um (PEA «Clube do Crime»)
Make Death Love Me (1974), Farei com que a Morte Me Ame, ed. Asa 2000
Master of the Moor (1982), O Senhor da Charneca, PEA «Clube do Crime» 2006 Li bolso DN 2007 
Live Flesh (1986), Carne Eléctrica, ed. Caminho «Policial» 1986 tradução de Fernanda Pinto Rodrigues 
The Veiled One (1988), A Mulher com Véu (Caminho «Policial», 1989)
The Bridesmaid (1989) 
Simisola (1994), Simisola, ed. Círculo de Leitores 2000
The Keys to the Street (1996)
Road Rage (1997)
The Girl Next Door (2014)

27.11.19

Agatha CHRISTIE

A POCKET FULL OF RYE (1953)
Une poignée de seigle
Le Masque




THE THIRTEEN PROBLEMS (1932)
Miss Marple au club du mardi
Club des Masques 1997
Leituras 06.2025 Berlin

The Thirteen Problems (Collins Crime Club, 1932) é a coletânea que reúne as primeiras histórias de Miss Marple.

AGATHA CHRISTIE (1998)
Autor: Huguette Bouchardeau
Flammarion 1998
BIBLIOTECA
Uma biografia escorreita sobre a grande dama do romance psicológico de dedução. Um dos raros nomes que marcaram o século em que viveu. Quem não a conhece, mesmo que não a tenha lido? Escreveu muito e viajou muito, acompanhando o marido arqueólogo pelo mundo. As suas persongens célebres (Hercule Poirot) estão aí, mas a marca Agatha Christie também. A fama em vida foi imensa, embora o reconhecimento crítico não atingisse nem de perto a popularidade da autora. Paris 3/5
AGATHA CHRISTIE, LA REINE DU CRIME (2018)
Documentário de André Schäfer

Um bom documentário sobre a rainha (literária) do crime. Os livros que escreveu não deixam adivinhar a mulher forte, independente e bem à frente do seu tempo que foi Agatha. Melun 01.2021 TV 3/5

25.4.18

David GOODIS

THE MOON IN THE GUTTER (1953)
Associo David Goodis ao polar, mas este romance famoso não tem polícias, nem detectives, nem criminosos, nem um assassínio. No entanto a atmosfera faz lembrar os grandes policiais da literatura e do cinema, com a noite como protagonista, as personagens dúbias que parecem morar nos bares noturnos, a mulher fatal e as mulheres da vida sempre a insinuar-se entre a clientela masculina e a brigar com as outras mulheres. O protagonista é um homem que já passou da juventude, desejado pelas mulheres, mas obcecado pelo suicídio da irmã mais jovem, que ele encara como assassínio pois o gesto fatal da irmã foi consequência direta de ter sido atacada e violada no bairro onde moravam. Ele tem uma ideia fixa: apesar de já ter passado um ano da morte da irmã, ele não desiste da ideia de encontrar o responsável. A Lua na Valeta (Teorema) é um romance que retrata a vida de umas quantas ruas perto das docas onde o protagonista trabalha, ruas marcadas pela miséria, pelo crime, pela sujidade, abandonadas por Deus e pelos poderes. A escrita de Goodis é soberba. Leitura de La Lune dans le caniveau, edição de bolso. Paris 03.2018: 4/5

Epaves (1980)
STREET OF THE LOST (1952)

Nos livros de David Goodis certas ruas, particularmente miseráveis, não conhecem senão a tragédia. Li que Goodis se disfarçava de sem abrigo para conhecer a vida dos que chegaram mais baixo na escala da miséria física e psicológica. Neste livro, como o anterior que li (A Luna na Valeta), três ou quatro personagens apenas habitam os cafés de má fama, as ruas porcas em particular os seus becos escuros. Nesse pequeno meio há uma mafia instalada, chefiada por Hagen, que rapta uma jovem japonesa para as suas necessidades de amor sádico. Apenas Chester Lawrence, forte e atraente para as várias mulheres que por aqui aparecem (a esposa Edna, Bertha, Tillie), vai enfrentar Hagen e o seu principal comparsa, Pancho, ás das facas, em cenas duras e geniais, típicas do universo noir. Excelente. Paris 04.2018: 4/5

The Wounded and the Slain (1955)
Um romance particularmente negro, mesmo tratando-se de Goodis. O casal americano James e Cora Bevan, chega à Jamaica num momento muito crítico da sua relação conjugal, que será posta à prova quando James mata acidentalmente um homem e faz tudo para impedir que condenem à morte o homem que foi detido no seu lugar. Dificilmente se poderá ir mais longe na abordagem da solidão humana. James Bevan enceta um percurso suicidário que leve ao seu próprio salvamento e ao salvamento do homem acusado pelo crime que Bevan cometeu. Muito bom. Rio de Janeiro 04.2018 4/5

24.4.18

Mary HIGGINS CLARK

1927-2020



STILLWATCH (1984)
Le Démon du passé, Le Livre de poche 1992

A CRY IN THE NIGHT (1982)
Leituras 2025 Un cri dans la nuit, Le Livre de poche
Personagens: Jenny, galerista Erich Kueger, pintor


A STRANGER IS WATCHING (1977)
La Nuit du Renard foi a primeira obra de Clark traduzida em França em 1980 e acabou logo por ser premiada com o Grand prix de littérature policier. É um clássico do género. Um jovem está prestes a ser condenado à morte pela assassinato de uma jovem mas o verdadeiro assassino continua à solta e a praticar crimes semelhantes. A descoberta da identidade deste assassino torna-se uma corrida contra o tempo, que é fatalmente escasso para o jovem inocente preso. A mecânica da trama é notável mas as personagens principais têm pouca espessura psicológica, não permitindo a construção de um ambiente distinto, próprio de Mary Higgins Clark, como encontro noutros escritores como P. D. James. Estarei enganado? Rio de Janeiro, abril de 2018:  3/5