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4.10.20

Bo WIDERBERG

BEING BO WIDERBERG (2025)
TÍTULO I huvudet på Bo REALIZAÇÃO Jon Asp, Mattias Nohrborg ARGUMENTO Jon Asp PRODUTOR Mattias Nohrborg ESTREIA 15.05.2025 (F. Cannes) 11.06.2025 (França) VISTO Paris 15.06.2025 Le Reflet Médicis 




LA BEAUTÉ DES CHOSES (1995)
Malmö, 1943. Um adolescente e a sua professora tornam-se amantes, mas depressa a relação desgasta-se, não aguentado os problemas familiares de ambos (o irmão do jovem morre num submarino e o pai prima pela ausência, enquanto o marido da professora entra numa depressão alimentada pelo álcool). Belo, como os outros filmes que conheço de Widerberg. Paris 10.2020 Archipel 3,5/5

24.6.20

Adalen 31 (Bo Widerberg, 1969)

Mais um filme magnífico de Widerberg. O seu melhor? Foi nomeado ao Oscar e ao Golden Globe para melhor filme estrangeiro. Foi considerado o melhor filme europeu nos prémios Bodil (Dinamarca) e recebeu o Grand Prix em Cannes. Uma pequena vila prepara-se para viver um verão quente, com uma greve histórica que paralisa boa parte dos homens desde há meses. Mas os jovens iniciam-se na sexualidade e à sua maneira o verão também vai ser quente e inesquecível. Uma jovem fica grávida e  é levada a abortar e outra é hipnotizada pela namorado  para ficar ao seu dispor. Parece um filme de Bergman em que a natureza é cumplice das descobertas eróticas dos jovens. Mas a evolução política dos acontecimentos acaba com a inocência que ainda podia viver-se entre a juventude e a tragédia acontece. Lirismo e política num belo filme dos 60s. Paris 2020 Le Reflet Médicis 4/5

Elvira Madigan (Bo Widerberg, 1967)

Ouvira falar deste belo filme porque a música de Mozart que pontua o romance do casal de foragidos aparece em muitas compilações de música no cinema. Elvira, famosa dançarina de circo, foge com um tenente casado, que por ela deserta e enfrenta a prisão. O filme deve muito ao romantismo de tantas obras do século 19, alimentado por Shakespeare. No filme (e na lenda de fundo histórico na qual se inspira) os amantes preferem a morte à separação em vida. Paris 2020 Le Reflet Médicis 4/5

23.6.20

Joe Hill (Bo Widerberg, 1971)

Um grande filme político do mestre Bo Wideberg, que contrasta com a filmografia intimista de Ingmar Bergman e que infelizmente nunca teve a projeção deste. Mas Joe Hill, que traça a história do sueco-americano Joe Hillstrom, foi premiado em Cannes com o prémio do Júri. Joe Hill era um trovador que lutou pela melhoria das condições de vida dos trabalhadores, deu tudo de si, deu a sua vida pelos menos favorecidos. Paris 2020 Le Reflet Médicis 4/5

19.9.19

Un flic sur le toit (Bo Widerberg, 1976)

Quando um agente da polícia de Estocolmo é assassinado, logo se suspeita que o autor e os motivos do crime encontram-se na própria organização policial. Este thriller tem uma dimensão crítica que faz dele um dos filmes mais interessantes da cinematografia sueca, nos antípodas do cinema de Ingmar Bergman. Foi reposto nas salas francesas em versão restaurada. Em Portugal estreou em 28/08/1980 com o título O Assassino no Telhado. Paris 2019 Luminor 3,5