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26.6.21

Promising Young Woman (Emerald Fennell, 2020)

Um filme rape & revenge inesperado, mas bem em sintonia com o novo feminismo metooista. Uma jovem não consegue cumprir as expectativas que a família e os amigos têm dela. Ela é brilhante e desiste da universidade quando a melhor amiga é violada por um grupo de colegas e se suicida mais tarde. Ela é brilhante e vai prová-lo ao não deixar em paz a consciência dos que se safaram do crime com a sua amiga. Paris 2021 Bercy 4/5

24.6.21

Lee DANIELS


Um biopic de Billie Holiday não The United States vs. Billie Holiday (Lee Daniels, 2021)

 grandes hipóteses de fugir ao melodramático e então nas mãos de Lee Daniels... Aqui a história pessoal de Billie cruza-se com o lado mais negro do Estado americano. Ignorava esta perseguição implacável à cantora, à mulher. Paris 06.2021 Bercy 3/5

1.6.21

Hidden Figures (Theodore Melfi, 2016)

Um filme interessante que narra duas revoluções na Nasa: o envio do homem ao espaço e o fim da segregação racial das casas de banho. Foi considerado um dos melhores filmes do ano em diversas votações. Melun 2021 TV 3,5/5

10.6.20

Fried Green Tomatos (Jon Avnet, 1991)

As personagens de Kathy Bates e Jessica Tandy conhecem-se num lar de idosos onde mora Tandy e que Bates visita para ver a sogra. Mas esta rejeita-a e Bates acaba por travar amizade com Tandy. Ao longo das suas conversas, Tandy vai contar a história real de duas mulheres e grandes amigas (interpretadas por Mary Stuart Masterson e Mary-Louise Parker) que nos anos 30 se libertaram do jugo dos homens e lutaram contra o racismo (na altura do Ku Klux Klan). Quando este tipo de filmes, à Sherazade, resulta e toca o público, o sucesso acontece e perdura ao longo dos anos. Isso acontece com Fried Green Tomatos, que tem o seu culto e fama de filme feminista. Kathy Bates e Jessica Tandy foram nomeadas a mutos prémios. Melun 2020 (3,5/5)

19.2.20

Gillian ARMSTRONG


Little Women safra 1994 é mais interessante do que a anterior de 1949. Nesta o tecnicolor dava um brilho de Natal a esta história familiar que começava no inverno cheio de neve. A versão de Armstrong é mais sombria e as mulherzinhas March apareceem logo de preto. Mulherzinhas e rapazes que entretanto cresceram mas ainda aí estão, quase 30 anos depois: 
Winona Ryder, Claire Danes, Kirstin Dunsten, Christian Bale, Gabriel Byrne... Uma grande geração de atores. O argumento é de Robin Swicord, que adapta o romance de Louisa May Alcott de 1868. A música é de Thomas Newman (e por ela foi nomeado ao Oscar). Com Winona Ryder (Jo), também nomeada ao Oscar, Trini Alvarado (Meg), Claire Danes (Beth), Susan Sarandon (Mrs. March), Kirstin Dunsten (Amy), Christian Bale (Laurie), Gabriel Byrne (Friedrich Bhaer) e Mary Wickes (Aunt March). Vila do Conde 2.2020 DVD 3,5/5
DVD Little Women Collector UK 2001 DVDTECA 

12.3.18

Greta GERWIG

LITTLE WOMEN (2019)
Esta enésima adaptação do clássico de Louisa May Alcott (1868) é para mim um dos filmes do ano. O seu grande trunfo é o trabalho de adaptação (e de realização) de Greta Gerwig. Ela consegue uma versão fiel e inteligente mas claramente moderna daquela obra oitocentista. O filme exige do espectador uma atenção redobrada face ao que é habitual na adaptação dos clássicos. Gerwig alterna cenas passadas em tempos diferentes; não é novidade, mas está muito bem feito e prova que o cinema pode sempre interrogar e surpreender as obras do passado. O elenco é um luxo: Saoirse Ronan, Emma Watson, Florence Pugh, Eliza Scanlen, Laura Dern, Timothée Chalamet, Tracy Letts, Bob Odenkirk, James Norton, Louis Garrel, Chris Cooper, Meryl Streep. Outro trunfo do filme de Gerwig: a música de Alexandre Desplat. Este, Gerwig e as atrizes Saoirse Ronan, Florence Pugh e Laura Dern têm sido nomeados para vários prémios importantes. Paris 01.2020 Les Halles 4/5


LADY BIRD (2017)
Depois de se afirmar como atriz e argumentista marcante do cinema independente americano nos últimos anos, Greta Gerwig assume com Lady Bird a sua estreia na realização. Um filme à altura dos seus trabalhos anteriores, e continuando a temática central de Gerwig: uma mulher jovem com dificuldades em encontrar o seu lugar na sociedade, perdida entre o que se espera dela e os seus desejos e planos pessoais. Lady Bird (Saoirse Ronan) é uma adolescente prestes a entrar na maioridade, em conflito com o mundo, os pais, as amigas, os namorados. Uma história de coming of age realizada com o talento de quem já nos apresentou Frances Ha, em luta contra o mundo, igualmente egocêntrica, numa idade em que esse egocentrismo já não contava com os pais para o amortecer. Vamos ver como serão as próximas heroinas de Greta Gerwig. Paris 3,5/5

7.2.17

Carl FRANKLIN

Evito ver dramas que lidam com doenças terminais, pois facilmente resvalam para a categoria de dramalhões. Mas ONE TRUE THING (1998) tem Meryl Streep (nomeada ao Oscar) e isso é razão suficiente para ver o filme. Uma jovem jornalista ambiciosa (Renée Zellweger) volta para a casa dos pais (William Hurt e Meryl Streep) para acompanhar a mãe na sua luta contra o cancro. Um filme sem chama. Mas uma vitória para a grande Meryl: foi nomeada ao Oscar, ao Golden Globe, ao Satellite, entre outros prémios. Vila do Conde 02.2017: 2,5/5

6.9.16

Heaven Knows, Mr. Allison (John Huston, 1957)

Robert Mitchum, um marine, e Deborah Kerr, uma freira, encontram-se sós numa ilha ora atacada pelos japoneses ora pelos americanos. Um bom filme sobretudo pelo grande encontro entre dois dos maiores atores de Hollywood. Kerr foi nomeada para o óscar e o golden globe de melhor atriz e Mitchum para o BAFTA. Paris 2016: 3/5.

22.12.13

Bob & Carol & Ted & Alice (Paul Mazursky, 1969)

O filme de estreia de Paul Mazursky, Bob & Carol & Ted & Alice (1969), foi também um dos seus maiores sucessos (de crítica e de público). É um filme bem sintonizado com os valores sexuais da época sendo por isso um documento incrível desses anos libertinos. E continua a ser uma comédia sexual bem divertida, com a maravilhosa Natalie Wood, ícone dos anos 60. Na banda sonora, Quincy Jones e Burt Bacharach. Elliott Gould e o argumento foram nomeados ao Oscar e ao BAFTA. Vila do Conde (2013) 3/5