REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: S.N. Behrman, Salka Viertel, George Oppenheimer PRODUTOR: Gottfried Reinhardt // Metro-Goldwyn-Mayer ELENCO: Greta Garbo, Melvyn Douglas, Constance Bennett, Roland Young, Ruth Gordon, Robert Sterling, Frances Carson FOTO: Joseph Ruttenberg MÚSICA: Bronislau Kaper ESTREIA: 30.11.1941 (EUA) 9.02.1943 A MULHER DE DUAS CARAS (Portugal) VISTO: VC Televisão, Lisboa Cinemateca, Paris 6.10.2024 Cinémathèque, Paris 24.05.2026 Cinémathèque
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31.3.26
Mata-Hari (George Fitzmaurice, 1931)
Mata-Hari (George Fitzmaurice, 1931)
À excepção da divina Garbo, nada hoje justifica a visita a este filme de 1931, Mata-Hari. No entanto, foi o maior sucesso comercial da divina e um enorme sucesso na Europa à época da estreia. É também um filme anterior à instauração do Código Hays, que impossibilitaria, por exemplo, a cena da dança deste filme.
Mesmo Garbo, a meu ver, não está no seu melhor (como intérprete) pois ainda não se desenvencilhou dos trejeitos que o cinema mudo exigia aos atores. Prefiro a Garbo mais secreta, fria e "inexpressiva" de outros filmes posteriores. Paris: Le Desperado 03.2014 2,5/5
26.11.19
A Rua sem Alegria (Georg W. Pabst, 1925)
Die Freudlose Gasse (A Rua sem Alegria) é o segundo filme de Greta Garbo como protagonista. Mas o seu glamour, já evidente, não é o centro do filme de Pabst que, como em muitos outros filmes, deu particular atenção à miséria material e moral de parte da população alemã nos anos 20. Mas aqui, ao contrário do que acontecia com os dois magníficos filmes com Louise Brooks, é tudo muito negro e a sensualidade de Garbo nunca poderia ser admirada como a de Brooks. Há cenas intensamente trágicas como a do incêndio final, redentor, em que um bebé é salvo à justa (como acontecia num filme de Lang da mesma altura, se não me trai a memória). Paris 11.2019 Le Champo 3/5
23.1.17
George CUKOR 1930s
ROCKABYE (1932)
REALIZADOR: George Cukor ARGUMENTO: Jane Murfin, baseado na peça Rockabye (Lucia Bronder, 1924) PRODUÇÃO: David O. Selznick para a RKO ELENCO: Constance Bennett, Joel McCrea, Paul Lukas, Walter Pidgeon, Jobyna Howland, Clara Blandick, Walter Catlett, Virginia Hammond FOTO: Charles Rosher MÚSICA: Harry Akst, Jeanne Borlini, Nacio Herb Brown, Edward Eliscu ESTREIA: RKO Pathé 25.11.1932 (EUA) VISTO: Paris 30.09.2024 Cinémathèque NOTA: 2.5/5 O filme transpõe para a tela uma peça menor que expõe o estado da moralidade da época: o valor da familia acima da paixão, a reputação das mães solteiras que desejam adotar crianças, o meio artístico como pouco sério e pouco apropriado a criação de uma familia. É um drama, mas não faltam brilhantes cenas de comédia típicas daqueles anos. Maravilhosos Joël McCrea e Constance Bennett.
CAMILLE (1936)
A Dama das Camélias é Greta Garbo e essa é a grande razão para ver e amar este filme, pois não é dos melhores filmes de Cukor. Paris 01.2017 4/5
HOLIDAY (1938)
Holiday não é dos filmes mais marcantes de George Cukor, Katherine Hepburn ou Cary Grant (1938), mas é um filme interessante e representativo de um certo cinema de consciência social dos anos 30. Tratando-se de uma comédia romântica, não deixa de ter no seu centro a história de um homem desprovido de ambição capitalista, apesar dos seus evidentes talentos e das condições familiares que lhe surgem quando fica noivo de uma herdeira milionária. Na origem deste filme está uma peça de teatro de Philip Barry, de 1928, e o argumento é dos notáveis Donald Ogden Stewart e Sidney Buchman. O título português é mais picante do que o original: A Irmã da Minha Noiva. Com Katharine Hepburn, Cary Grant, Doris Nolan, Lew Ayres, Edward Everett Horton. Reposição de uma cópia restaurada no cinema Filmothèque du Quartier Latin. Paris 02.2020: 3,5/5
THE WOMEN (1939)
Uma comédia divertidíssima, com um all-cast feminino (130 atrizes!). George Cukor era o realizador ideal, na época, para este tipo de filme, pois filmou com as maiores atrizes, que foram sempre valorizadas nos seus filmes. The Women passa-se entre a elite nova-iorquina, e a trama principal é a crise do casamento da personagem de Norma Shearer, cujo marido (que nunca vemos, pois nenhum homem aparece no filme) foi conquistado por uma vendedora de perfumes interpretada por Joan Crawford. O filme é falado a uma velocidade tal que há falas que os tradutores franceses simplesmente não traduziram. Há lutas entre mulheres (catfight), chiliques (desmaios) e muitas arranhaduras. Com Rosalind Russell, Paulette Goddard, Joan Fontaine, Lucile Watson, Mary Boland e Florence Nash. Paris 01.2017 Christine 4/5
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