Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura 1970s. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Literatura 1970s. Mostrar todas as mensagens

2.6.25

Barbara PYM





THE SWEET DOVE DIED (1978)
A DOCE POMBA MORREU
Tradução de Cecília de Moura
Cotovia 1991
BIBLIOTECA

7º QUARTET IN AUTUMM (1977)
Quarteto no Outono
Tradução de Maria Adelaide Ramos
Cotovia 1997
Leituras, julho de 2025
















22.5.24

Françoise SAGAN

OEUVRES (1993)
Bouquins Robert Laffont 1993
Préface de Philippe Barthelet 
BIBLIOTECA

LES FAUX-FUYANTS (1991)
Quatro amigos da alta sociedade parisiense viajam com destino a Lisboa, durante a segunda guerra mundial, enquanto a França está a ser bombardeada pelos alemães. São recolhidos por uns agricultores após perderam o carro de luxo num ataque que fez uma vítima mortal: o motorista deles. Segue-se uma comédia que opõe os parisienses finos aos campesinos grossos. Mesmo assim todos juntos vão salvar as colheitas e a atração sexual entre os dois grupos não faltará. Poderia ser uma peça de teatro como as que Sagan escreveu nos anos 60 (as únicas que conheço). Mas é um romance, divertido muitas vezes, mas também caricatural. A socialite Diane é a personagem mais interessante e parece ser um alter ego da própria Sagan. Ainda não foi desta que me cansei desta escritora francesa. Vila do Conde 07.2020 (3/5)
Le livre de poche, 1979
DES YEUX DE SOIE (1975)
Conhecia os romances (bons) e as peças de teatro (simpáticas) mas desconhecia os contos. O universo estreito da escritora mantém-se o mesmo, de obra para obra. Gente rica, profissionais de topo da cultura e as personagens que são atraídas por quem tem dinheiro e pode garantir conforto material. Foi nesse mundo que Sagan se moveu e fez muito bem em testemunhá-lo literariamente. Em 1975, a juventude de Sagan já passara, e essa experiência caracteriza uma boa parte das personagens desta coletânea de contos. As protagonistas são quase sempre mulheres de meia-idade, confrontadas com as traições dos maridos, e com a traição da própria vida, que não cumpriu o que parecia ser uma promessa. Umas vivem do dinheiro de maridos ricos, outras servem-se do dinheiro para pagar a companhia de um jovem. Em todas a desilusão é evidente. Num dos contos, uma mulher conseguiu afastar dela o marido rico garantindo uma mesada principesca. À primeira contrariedade resolve matar-se... Viagem Porto/Paris 01.2020 3/5

21.8.23

Christopher ISHERWOOD

 
GOODBYE TO BERLIN (Contos, 1939)
Quetzal 2011
Coleção Serpente Emplumada

Círculo de Leitores 1986

Tradução de Filomena Duarte

Ed. Notícias

MISTER NORRIS
Contos de Isherwood
Quetzal 2012


THE WORLD IN THE EVENING (1954)
 O Mundo no Crepúsculo
Temas da Actualidade 1996
Trad. Luís Serrão
Leitura 2003 Porto 2/5

A SINGLE MAN (1964)
Romance de Christopher Isherwood
Quetzal 2011

Editorial Labirinto 1985

George, professor inglês numa universidade americana, acaba de perder o companheiro de uma vida. Nem toda a gente sabia da relação entre os dois, mesmo os vizinhos não sabem que Jim morreu... George terá de aprender a viver só e a reatar as relações com os que ficaram e lhe são próximos: uma amiga, também inglesa, um aluno, o casal vizinho que procura a sua companhia. Tenho de rever em breve o bom filme inspirado neste romance que estreou há alguns anos. Melun 03.2021 (3/5) 

 
MEETING BY THE RIVER (1967)
Quetzal 2012

Encontro à Beira do Rio
Círculo de Leitores
BIBLIOTECA
Leitura 1999 Porto 3/5

CHRISTOPHER AND HIS KIND (1976)
P.O.L. Hachette 1981
Leituras, mars 2025 Melun 4/5

The Memorial (1932) 
A Single Man (1964)
Les joyaux de l'architecture belge / Exhumations (1966)

Eye of the Camera (1993)
BIBLIOTECA

28.5.23

Christa WOLF

Prússia Oriental (hoje território polaco) 1929-2011
Prémio Georg-Büchner 1980
Prémio nacional da RDA
 1° Moskauer Novelle (1961)

LE CIEL DIVISÉ
(Der geteilte Himmel, 1963)
Stock 2011
BIBLIOTECA F

Kein Ort. Nirgends (1979)
Aucun lieu. Nulle part 
Ed. Alinea 1987

25.5.23

Martin AMIS

País de Gales 1949-2023, escreveu 15 romances

1° THE RACHEL PAPERS (1973)


2° DEAD BABIES (1975)

3° SUCCESS (1978)

Dois irmãos dividem o posto de narrador neste primeiro romance que leio de Martin Amis. Gregory Riding, rebento de uma família abastada, e o seu irmão adotivo Terence Service, que foi criado pelos Riding quando ficou órfão aos nove anos (o pai matou a irmã na sua presença e já tinha provavelmente matado a mãe). São agora adultos e partilham um apartamento em Bayswater, Londres, mas não podiam ser mais diferentes um do outro. Greg é muito atraente, tem um grande emprego e tem uma vida social e (bi)sexual invejável. Terry é vendedor por telefone, vive ameaçado de perder o emprego, e tem uma vida social e (hetero)sexual miserável. Conhecemos a história deles pelos testemunhos cruzados com que interpelam o leitor, manipulando-o, tentando anular ou desacreditar a voz do outro. Neste estratagema reside grande parte da comicidade deste romance. Greg, sobretudo ele, é a primeira vítima do seu discurso hiperbólico, auto-glorificador, raiando a caricatura. Talvez por serem muito jovens e ambos rejeitarem a vida de casal, quase só falam de sexo, e as mulheres são todas "gajas". Temos assim um divertido romance sobre uma certa masculinidade (doentia). Tenho de ler mais Martin Amis. Paris/Londres 07.2018 4/5

OTHER PEOPLE: A MYSTERY STORY (1981)

Koba, o Terrível (Teorema, 2003)

HOUSE OF MEETINGS (2007)

Dois irmãos (melhor, meios-irmãos) encontram-se num gulag soviético e entre eles estabelece-se uma rivalidade porque um deles casou-se com uma mulher que o outro também deseja. O narrador-protagonista, um dos irmãos não identificado, passa em revista a história da vida soviética, sobretudo das vítimas do regime, a partir da segunda guerra mundial. Um balanço deprimente, outra coisa não seria de esperar. Curiosamente o outro livro que li de Martin Amis, no início deste mês, Success (1978), trata de dois meios-irmãos que disputam as mulheres a que deitam mão, em particular a irmã dos dois, que mantinha desde a infância uma relação incestuosa com o irmão e mais tarde também com o meio-irmão. Será uma obsessão de Amis esta temática dos irmãos rivais? House of Meetings é menos interessante do que Success. Por vezes, o narrador abusa da informação sobre a realidade soviética que quer transmitir atrapalhando a ficção. Mas a superioridade de Amis sobre quase todos os seus pares não está em causa. A estrutura e a escrita do romance são muito boas. VC 07.2018 3/5 A Casa dos Encontros (Teorema)

MONEY: A SUICIDE NOTE (1984)
Dinheiro (Teorema, 2009; Quetzal, 2012), 

LONDON FIELDS (1989)
London Fields (Teorema, 2009)

YELLOW DOG (2003)

LIONEL ASBO: STATE OF ENGLAND (2012)

THE PREGNANT WIDOW (2010)
A Viúva Grávida (Quetzal, 2010)

THE INFORMATION (1995)
Informação (Quetzal, 2012)

THE ZONE OF INTEREST (2014)
A Zona de Interesse (Quetzal, 2015)

TIME'S ARROW: OR THE NATURE OF THE OFFENCE (1991)
A Seta do Tempo (Quetzal, 2016)

NIGHT TRAIN (1997)
O Comboio da Noite (Quetzal, 2019)

INSIDE STORY (2020)

21.4.22

MURIEL SPARK 10




Aiding and Abetting (2000)
Dois homens apresentam-se no consultório de uma psiquiatra confessando serem um Lorde que anda fugido da polícia por ter morto há décadas a ama dos seus filhos. Qual dos dois será esse Lorde? Mas a psiquiatra também tem uma vida passada, escondida pela sua nova identidade, em que cometeu um crime na sua Alemanha natal. Chantagem, ameaça de pobreza e desespero vão empurrar este trio para uma dança de quem desmascara primeiro o outro. Foi de longe o livro menos interessante que li de Muriel Spark: onde está o génio da escritora do fundamental The prime of miss Jean Brodie (1961)? Li a versão francesa Complices et comparses (Gallimard, 2002). Paris/Londres 2017 2/5
A história de Symposium (1990), ou Le banquet na edição francesa de 1991, centra-se num jantar em que os convivas pertencem à alta classe britânica, milionários mais ou menos cultos, com ou sem título aristocrático. Enquanto jantam a convite de um casal, um bando de gatunos informados pelos empregados domésticos dos ricos, assaltam a casa de um dos convivas e assassinam a mãe de um deles. O retrato deste grupo social é dado com o humor e a ironia habituais de Muriel Spark, uma escritora escocesa que nunca me decepcionou.
"Elle fut si transportée par la célèbre Assomption des Frari que William faillit la supplier de ne pas léviter"
"Ah! le gay mélancolique... mais il est très utile dans un dîner, représenta-t-elle. On peut le mettre à côté d'un arbre: il lui fera la conversation"
Mas neste romance o sobrenatural tem um papel importante através de duas personagens e das peripécias que eles suscitam: o louco Magnus e a sua sobrinha Margaret, que se encontram associados a vários assassinatos. Os romances de Muriel Spark são sempre surpreendentes, mesmo quando trilham caminhos batidos (policial, sobrenatural, comédia da aristocracia) estes são declinados de forma original. Leitura 2016 Morro de S. Paulo 4/5
THE DRIVER'S SEAT (1970)
La Place du conducteur
Folio 1987
Leituras 2025

The Go-Away Bird and Other Stories (1958) 
The Bachelors (1960)
The prime of miss Jean Brodie (1961)
The Mandelbaum gate/196
The public image (1968)
Reality and Dreams (1996) 
The Finishing School (2004) 

19.12.19

Isaac Bashevis SINGER

Enemies, a Love Story (1972)
Inimigos, uma História de Amor
Dom Quixote, 1990

Herman Broder, judeu a viver na América tendo escapado aos nazis, não escapa à sua consciência pesada por viver com duas mulheres: é casado com uma camponesa polaca que o salvou da morte nos campos de concentração e vive com outra mulher, cobiçada por todos os homens mas que o deseja como marido. Há uma terceira mulher, a primeira esposa de Herman, dada como morta, mas regressada à vida (e à vida dele). Herman sente amor por todas, mas ele sabe que está a cometer um crime (secular e religioso). Em suma ele não sabe onde se há-de meter. Não admira pois que Isaac Bashevis Singer não seja bem recebido pelo seu povo. A sua criação, Herman, é assistente de um rabino, escreve sobre temas religiosos, mas encontra-se no centro de uma comédia sexual que não tem defesa possível. Pelo que sei este tipo de personagem aparece em outras obras do escritor nobelizado e é em certo sentido uma projeção do autor. Excelente romance. Póvoa de Varzim 01.2020 4/5

Isaac B. Singer: A Lifel
(Farrar Straus Giroux, 2006)
Isaac Bashevis Singer: A Life (Florence Noiville, 2003)
Apenas conheço a obra de Isaac Bashevis Singer de forma indireta, pelos filmes, nomeadamente a adaptação de Barbra Streisand (Yentl, 1983) de un conto do escritor. A leitura da biografia de Singer, da autoria da francesa Florence Noiville, levou-me a desejar muito ler os romances e os contos do autor que sempre escreveu em Yiddish. A sua vida impressiona, pois atravessou incólume as tragédias do século. Nasceu na Polónia e lá viveu os primeiros 30 anos de vida. Viu os seus (a comunidade judia da Polónia) serem perseguidos pelo polacos, russos e alemães. Antes da segunda guerra seguiu o irmão mais velho, Joshua Israel, também escritor, até Nova Iorque, onde ficaria durante o resto da sua vida. Nos anos 50 tornou-se famoso, primeiro nos EUA, depois no mundo inteiro, quando os seus contos foram publicados (em inglês) em revistas importantes. Facto único na história da literatura: Singer escreveu uma obra dupla, por um lado em Yiddish, por outro em inglês (com a ajuda de vários tradutores), mas estes não eram uma versão fiel dos primeiros, mas tinham características próprias para serem bem recebidos pelo público não judeu. Como muitas vezes acontece na arte, Singer retrata-se nos protagonistas de vários dos seus romances e contos, nomeadamente no que respeita à sua relação libertina com as mulheres (esta dimensão da sua obra nunca foi bem recebida pelos judeus). Em 1978, quando recebeu o Nobel, a sua obra estava nos píncaros (mas ainda levou algum tempo a ser traduzida na Polónia, terra natal de Singer), hoje não sei em que pé se encontra, junto dos leitores, uma obra que me parece fascinante. Paris 4/5

24.4.18

Mary HIGGINS CLARK

1927-2020



STILLWATCH (1984)
Le Démon du passé, Le Livre de poche 1992

A CRY IN THE NIGHT (1982)
Leituras 2025 Un cri dans la nuit, Le Livre de poche
Personagens: Jenny, galerista Erich Kueger, pintor


A STRANGER IS WATCHING (1977)
La Nuit du Renard foi a primeira obra de Clark traduzida em França em 1980 e acabou logo por ser premiada com o Grand prix de littérature policier. É um clássico do género. Um jovem está prestes a ser condenado à morte pela assassinato de uma jovem mas o verdadeiro assassino continua à solta e a praticar crimes semelhantes. A descoberta da identidade deste assassino torna-se uma corrida contra o tempo, que é fatalmente escasso para o jovem inocente preso. A mecânica da trama é notável mas as personagens principais têm pouca espessura psicológica, não permitindo a construção de um ambiente distinto, próprio de Mary Higgins Clark, como encontro noutros escritores como P. D. James. Estarei enganado? Rio de Janeiro, abril de 2018:  3/5