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2.8.26

Frantic (Roman Polanski, 1988)

Nunca me esqueci deste filme, que apenas vi quando estreou nos anos 80. No entanto, não é um filme muito inspirado. Um casal de americanos chega a Paris e logo nas primeiras horas da estadia, a mulher desaparece. O marido (Harrison Ford) não descansará enquanto não encontrar a mulher, com a ajuda de uma passadora de droga (Emmanuelle Seigner). Paris 01.2017 Christine 21 NOTA 3/5
Polónia

9.7.26

42nd Street (Lloyd Bacon, 1933)

Estreia nos EUA: 23/02/1933

RUA 42
Estreia em Portugal: 14/03/1934
Cinemateca Portuguesa: 20/09/2010

42nd Street é um dos musicais mais importantes da história do cinema, a ponto de ter inspirado, 50 anos mais tarde, um musical da Broadway. Originalmente 42nd Street é um romance de Bradford Ropes, uma escritora e argumentista de Hollywood. A história é típica dos musicais do passado e do presente: a montagem de um espetáculo e a ascensão de uma nova estrela, que substitui à última hora a estrela escalada para a produção. O filme é um típico backstage musical e todas as pequenas histórias que animam as personagens apagam-se para o espetáculo brilhar. Como o filme se passa durante a Grande Depressão, o sacrifício coletivo impõe-se com uma força dramatúrgica própria. Nesse sentido, são impressionantes os ensaios do corpo de bailarinos, levados à exaustão, sob a autoridade do diretor e dos seus acólitos que nada fazem senão gritar. São cenas que vimos muitas vezes, como em A Chorus Line ou Fame. O que faz este filme ser tão maravilhoso que me levou a vê-lo com prazer duas vezes na mesma semana? Não é certamente o seu registo de comédia. Há alguns diálogos ou falas que pretendem fazer rir mas nem nos fazem sorrir. Alguns atores secundários são muito limitados. Valem pela sua fotogenia adequada ao papel mas suspeitamos que pelo mesmo motivo, pelo mesmo papel, vâo aparecer tal e qual em outros filmes. Nem Ginger Rogers escapa a essa pecha do cinema industrializado. O melhor do filme é quando vemos o musical pronto no final, com números musicais e coreografias encenados no palco, tudo concebido e filmado pelo mago Busby Berkeley. Inesquecíveis os travellings das pernas das coristas, sobretudo o que nos mostra o interior das coxas, filmadas como uma arcada de colunas de mármore... As canções de Harry Warren (música) e Al Dubin (letras) são outros dos trunfos do filme, assim como as duas atrizes principais, a estrela consagrada (Bebe Daniels) e a novata que a vai substituir no espetáculo Pretty Lady e tornar-se a nova sensação da Broadway (Ruby Keeler). Os homens não têm grandes oportunidades de brilhar. Paris 02.2019 Sala Christine 4/5 
42nd Street (1933). Argumento de Rian James, James Seymour e Whitney Bolton. Coreografia de Busby Berkeley. Intérpretes: Warner Baxter, Bebe Daniels, George Brent, Ruby Keeler, Dick Powell, Ginger Rogers.
Canções de Harry Warren (música) e Al Dubin (letras)
You're Getting To Be A Habit With Me (cantado por Bebe Daniels)
It Must Be June (cantado por Bebe Daniels, Dick Powell e coro) 
Shuffle Off to Buffalo (cantado e dançado por Ruby Keeler e Clarence Nordstrom, com Ginger Rogers, Una Merkel e coro)
Young and Healthy (cantado por Dick Powell, Toby Wing e coro)
42nd Street (cantado e dançado por Ruby Keeler, cantado por Dick Powell)

Lloyd Bacon, um realizador esquecido de Hollywood, assinou excelentes musicais para a Warner nos anos 30. Pelo menos dois merecem ficar como marcos da comédia musical: 42nd Street (1933) e Footlight Parade (1933). Ambos têm coreografia do grande Busby Berkeley e é em boa parte devido a ele que estes filmes são vistos com prazer e admiração ainda hoje. Os dois filmes também partilham os autores das canções: Harry Warren (música) e Al Dubin (letras).
42nd Street é o mais famoso dos filmes de Bacon/Berkeley e tem lugar cativo na lista dos grandes musicais. Trata-se de um musical de bastidores, pois apresenta a história da produção de um musical da Broadway, com espaço para as intrigas amorosas entre os artistas, para as cenas de ensaios e, claro, para a apresentação do espetáculo em causa e o seu inevitável sucesso. Mas o melhor continua a ser as coreografias de Berkeley e a sua tradução cinematográfica. VC 2015 DVDTECA Nota: 4/5

7.5.26

Funny Girl (W. Wyler, 1968)

Realização de William Wyler
Estreia nos EUA: 18/09/1968

Esta obra de William Wyler é famosa porque é o filme de estreia de Barbra Streisand, que com ele se tornou numa estrela global de primeira grandeza e viria a ganhar, com Funny Girl, o Oscar, o Golden Globe e o Donatello de melhor atriz. Mas, para além das músicas maravilhosas de Jule Styne e Bob Merrill e da estreante Streisand, pouco se aproveita hoje de verdadeiramente relevante neste musical pesado, convencional, que não marcou a sua época, aliás pouco rica em musicais memoráveis. O filme é um biopic de Fanny Brice, estrela dos musicais da Broadway do início do século. Mas o argumento prefere concentrar-se na vida privada de Brice (a sua paixão pelo marido) do que na sua carreira. No entanto, as melhores cenas para mim são as que se passam no meio teatral, no palco ou nos bastidores. Como não sou fã de Streisand, a atriz, não tenho grande apreço por este filme, a não ser pelos brilhantes momentos musicais. Paris 2017 Cinema Christine 4/5

Realização: William Wyler, Argumento: Isobel Lennart Auteur de l'oeuvre originale : Isobel Lennart Produtora: Columbia Pictures, Rastar Productions, Produtor: Ray Stark, Fotografia: Harry Stradling Autores das canções originais: Jule Styne & Bob Merryl ("People", "Don't rain on my parade", "Funny girl", "The Swan")

Intérpretes: Barbra Streisand (Fanny Brice), Omar Sharif (Nick Arnstein), Kay Medford (Rose Brice), Anne Francis (Georgia James), Walter Pidgeon (Florenz Ziegfeld), Lee Allen (Eddie Ryan), Mae Questel (Madame Strakosh), Gerald Mohr (Branca), Frank Faylen (Keeney), Mittie Lawrence (Emma), Gertrude Flynn (Madame O'Malley), Penny Santon (Madame Meeker)

FUNNY GIRL - UMA RAPARIGA ENDIABRADA
Estreia em Portugal: 25/03/1969
Porto: 14/10/1969
FUNNY GIRL (1968)
DVD Columbia 2001
DVDTECA
DVD francês de 2001 com extras, os mesmos da edição original americana da Columbia. Featurettes: Barbra et le cinéma (Barbra in Movieland, no original) Portrait de Barbra Streisand (This Is Streisand), Les succès de Barbra Streisand.

FUNNY GIRL 1964
Original Broadway Cast 1964
CD Angel Records 1992
DISCOTECA

FUNNY GIRL (1968)
Original Soundtrack Recording
CD CBS
DISCOTECA

Dancing in The Dark (Lars Von Trier, 2000)

REALIZADOR Lars von Trier ARGUMENTO Lars von Trier ELENCO Björk, Catherine Deneuve, Vladica Kostic, David Morse, Cara Seymour, Peter Stormare MÚSICA Bjork GÉNERO Drama, Musical PALMARÉS Festival de Cannes: Palma de Ouro, Melhor Atriz, European Film Awards: Melhor Filme e Atriz, Goya: Melhor Filme Europeu ESTREIA 17.05.2000 Festival de Cannes (Estreia mundial) 27.10.2000 (Portugal) VISTO Porto 11.2000 Cinema Charlot & Paris 18.05.2025 Christine Club DVDTECA 

23.4.26

The Last of England (Derek Jarman, 1987)

A Inglaterra reduzida a uma wasteland, é assim que Derek Jarman nos dá a ver a sua Inglaterra dos anos 80. A estética experimental e o discurso poético tornam difícil entendermos a sua mensagem ou será que isso não é fundamental no trabalho de Jarman? Só para iniciados. Paris 07.2017 Sala Christine 2/5

22.4.26

Matinee (Joe Dante, 1993)

Matinee é uma comédia de culto entre os cinéfilos, estatuto conquistado desde a estreia. Só vi o filme agora, e pareceu-me ter a cara dos anos 80. O próprio Joe Dante fez os seus melhores filmes nessa década. Matinee fala sobre cinema popular e sobre o fascínio do cinema de terror sobre os jovens no início dos anos 60. No fundo, as coisas não mudaram muito desde então. Os filmes de terror continuam a atrair um público muito jovem e de comportamento arruaceiro como se vê no filme e nas salas francesas, o que levou certos cinemas a recusar passar filmes do género. Paris 11.2017 Christine 21 N3/5

14.4.26

My Beautiful Laundrette (Stephen Frears, 1985)

5º filme de SF
Este filme de Frears é um retrato justo e implacável da Inglaterra e da sua comunidade indiana e paquistanesa nos anos Thatcher. É também uma história de amizade e de amor entre um jovem de origem paquistanesa e um jovem brit ligado a um grupo racista. O filme foi feito e financiado pela televisão (e pela produtora Working Title), mas a sua qualidade justificou a estreia nas salas. Um dos trunfos do filme e que está na base do seu sucesso internacional é o argumento de Hanif Kureishi, nomeado para o óscar do melhor argumento (ganho por Woody Allen nesse ano). DVDTECA Paris 2016 Christine 3,5/5

13.4.26

Network (Sidney Lumet, 1976)

Um drama satírico sobre a televisão dos anos 70 e do futuro. Vale tudo para fazer subir as audiências. Ainda hoje é atual mas os anos 70 estão estampados no filme. O argumento de Paddy Chayefsky foi justamente consagrado com um Oscar e com um Golden Globe. Aliás as nomeações e os prémios choveram sobre os atores (William Holden, Peter Finch, Faye Dunaway) e sobre o realizador em 1977. Paris 2011 Le Champo & 07.2020 Christine 3,5/5

Days of Being Wild (Wong Kar-wai, 1990)






REAL. ARG Wong Kar-Wai FOTO Christopher Doyle ELENCO Leslie Cheung, Carina Lau, Maggie Cheung, Andy Lau, Rebecca Pan, Tony Leung ESTREIA 15.12.1990 (Hong-Kong) 6.03.1996 Nos Années Sauvages (França)  Leopardo 27/05/2021 DIAS SELVAGENS (Portugal) VISTO VC 2001 TV, Paris 2013 Le Champo, Paris 13.04.2026 Christine NT 4/5

7.4.26

El Rio y la Muerte (Luis Buñuel, 1954)


El Rio y la Muerte (Luis Buñuel, 1954)

ARG Luis Buñuel, Luis Alcoriza, adaptação de Muro Blanco en Roca Negra (Miguel Álavarez Acosta) ELENCO Columba Domínguez, Miguel Torruco, Joaquín Cordero ESTREIA 1.04.2026 (França, versão restaurada,  dist. Les Films du Camélia)
Box 5DVD Albarès 2006
DVDTECA
Inclui os filmes:
El Gran Cavalera (1949)
El Río y la muerte (1954)
La Ilusión Viaja en Tranvía (1953)
La subida al cielo (1952)
La Hija del Engaño (1951)

1.4.26

Kramer Vs. Kramer (Robert Benton, 1979)

KRAMER VS KRAMER (1979)
Uma das boas e mais fortes memórias da minha adolescência, Kramer contra Kramer tem os dois atores que eu mais admirava na altura, Dustin Hoffman e Meryl Streep, ambos galardoados com o óscar por este filme (respetivamente Best Actor e Best Actress in a Supporting Role). Um homem e uma mulher lutam pela guarda do filho menor (diz-nos o título), mas em primeiro plano estão os sentimentos complexos de ser mãe e de ser pai; é um dos melhores que conheço sobre a paternidade. Recebeu o óscar de melhor filme, melhor realizador e argumento (ambos para Benton) e o Golden Globe para melhor filme e melhor argumento. Muito bom. Paris 03.2017 Christine 4/5
ESTREIA 21.03.1980 (Portugal)
PALMARÉS
OSCAR 5 prémios: Filme, Realizador, Argumento, Ator (Dustin Hoffman), Atriz secundária (Meryl Streep). 9 nomeações, inc. Atriz secundária, Ator secundário, Foto, Montagem. GOLDEN GLOBE 4 prémios: Filme, Argumento, Ator, Atriz. NBR Top Ten Films, Atriz (Meryl Streep)
Coleção Jorge Tomé Santos
Programa de sala (Cinema 222)

28.8.24

William WYLER

Jezebel (William Wyler, 1938)
Paris 2023 Écoles Cinéma Club
Paris 2008 Cinémathèque
5/5

Jezebel (1938)
DVD L'Insoumise Edition Collector Turner 2007
DVDTECA

The Letter (William Wyler, 1941)
The Letter é um filme famoso nascido da colaboração entre William Wyler e a atriz Bette Davis. Ambos fizeram ainda Jezebel e The Little Foxes, filmes melhores do que The Letter. Neste, Davis mata o seu amante por ciúmes mas consegue ser absolvida por alegar ter sido seduzida pelo amante, amigo dela e do seu marido. Mas tanto o seu advogado como o seu marido descobrem a verdade. As três personagens não escapam ao peso da consciência e é esse o grande achado do argumento. No entanto, o que mais me seduz neste filme é Bette Davis, no apogeu da sua carreira, e a imagem de Hollywood sobre as sociedades menos desenvolvidas, cheias de mistério e fantasia (a ação do filme passa-se numa plantação de borracha, num país asiático colonizado). Davis, Wyler, Steiner, Tony Gaudio (fotografia) e James Stephenson (num papel secundário) foram nomeados ao Oscar. Paris 03.2017 Christine 3,5/5

Wuthering Heights (1939)
DVDTECA

The Heiress (William Wyler, 1949)
William Wyler realizou um dos meus filmes preferidos (Jezebel) e fez grandes filmes, mas não está entre os realizadores que mais prezo. Demasiado clássico e pouco autoral para o meu gosto. No entanto, muitos dos seus filmes são belíssimos e vejo e revejo-os sempre com prazer. Por acaso, nunca tinha visto A Herdeira, que considero agora um dos seus melhores filmes. Adapta Washington Square de Henry James e tem um quarteto de atores perfeito: Olivia de Havilland, Montgomery Clift, Ralph Richardson e Miriam Hopkins. Recebeu o óscar para melhor atriz (Havilland) e melhor música (Aaron Copland), entre as 8 nomeações que teve. A herdeira é uma (não muito) jovem mulher que vai resistindo ao casamento, acabando por permanecer solteira após uma perspetiva de casamento frustrada. Muito bom. Paris 12.2016 FQL  4/5

The Letter/1940 DVDTECA

Roman Holiday/1953  DVDTECA

The Best Years of Our Lives/1946 DVDTECA

The Children's Hour (1961)
DVD MGM HE 2004
DVDTECA

How to steal a million (1966) DVDTECA


DVDTECA: 

1DVD Jezebel (1938)

1DVD The Children's Hour (1961) + Wuthering Heights


12.7.24

Emilio FERNÁNDEZ

O cinema popular mexicano dos meados do século XX interessa-me desde há muitos anos. Emilio Fernández e Luis Buñuel são os seus expoentes máximos. Recentemente morreu a atriz principal de La red (1953), um inesquecível filme de Emilio Fernández, um dos mais eróticos filmes que vi deste período. Rossana Podestà encontrou no México, neste filme singular de Fernández (muito diferente dos outros filmes que conheço dele), o passaporte para a glória. E a certeza de vir a permanecer para sempre na memória dos cinéfilos. La red (1953) de Emilio Fernández. Paris 2011 Cinemateca Francesa 4/5

SALÓN MÉXICO (1949)
Paris 09.2023 Christine 3.5/5

Maria Candelaria (1943)
DVDTECA
Salón México (1948)
DVDTECA
Enamorada (1947)
DVDTECA

La Perla (1946)
DVDTECA

25.4.24

Wong KAR-WAI 1988-1997

AS TEARS GO BY (1988)
Paris 07.2023 Filmothèque QL
VC 23.08.2024 RTP2
4/5
Ao Sabor da Ambição, Leopardo 27/05/2021

CHUNGKING EXPRESS (1994)
    Lisboa 1996 King*****
    Paris 2013 Champo*****

ASHES OF TIME (1994)
    Paris 2008 Bastille***
    Paris 2024 FQL***

ASHES OF TIME (1994)
Filme de Wong Kar-Wai
Paris 2008 Bastille
Paris 2024 FQL
3/5

FALLEN ANGELS (1995)
Anjos Caídos
    Lisboa 1996 King****
    Porto Passos Manuel 2001****

HAPPY TOGETHER (1997)
ESTREIA 17.05.1997 (F. Cannes) Atalanta Filmes 14.08.1998 FELIZES JUNTOS
VISTO Porto 1998 Nun'Álvares, PV 1998 Octopus, VC 2020 TV, Christine 16.09.2025





12.11.23

Hou HSIAO-HSIEN

LE VOYAGE DU BALLON ROUGE (2007)

A personagem de Juliette Binoche trabalha dando a voz em espetáculos de marionettes e tem um filho que passa mais tempo com a babysitter do que com a mãe. Para além disso, está em guerra com o inquilino de um apartamento seu. O filme, com a lentidão habitual de Hsiao-Hsien, contrapõe ao stress da protagonista, os calmos passeios do filho pequeno e da babysitter, estudante de cinema. Apesar das qualidades do filme, parece-me o menos interessante dos filmes que vi do realizador de Taiwan. VC 07.2021 DVDTECA 2,5/5

MILLENIUM MAMBO (2001)
VISTO: Vila do Conde 07.2006 FICMVC & Paris 03.02.2025 Christine NOTA: 3/5


FLOWERS OF SHANGAI (1998)
A relação entre as concubinas e os clientes ricos dos bordéis de Shangai no século 19. Mas não é um retrato social desse meio. Com paciência e repetindo os planos, os enquadramentos, as situações e as personagens, Hsiao-Hsien aproxima-nos da complexa relação que se estabelece entre um cliente (Tony Leung) e as suas concubinas favoritas. Parece um ménage à trois com as suas hesitações, ciúmes, angústias, dúvidas, mas que evolui num quadro muito codificado e asfixiante. Soberbo. Festival de Vila do Conde 2006 DVDTECA & Paris 09.2020 Reflet Médicis 4,5/5

LES GARÇONS DE FENG (1983)
Filme de Hou Hsiao-Hsien
Paris 2023 FQL 3/5

UN ÉTÉ CHEZ GRAND-PÈRE (1984)
Paris 27.11.2025 Le Champo

Estreia (?) em Portugal: TV, 22.01.1991

THE ASSASSIN (2015)
Bastille 2016

Tempo para Viver e Tempo para Morrer (1985)
Porto 2001 Passos Manuel 4/5

Goodbye South, Goodbye (1996)
VC 2000 TV