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14.4.26

My Beautiful Laundrette (Stephen Frears, 1985)

5º filme de SF
Este filme de Frears é um retrato justo e implacável da Inglaterra e da sua comunidade indiana e paquistanesa nos anos Thatcher. É também uma história de amizade e de amor entre um jovem de origem paquistanesa e um jovem brit ligado a um grupo racista. O filme foi feito e financiado pela televisão (e pela produtora Working Title), mas a sua qualidade justificou a estreia nas salas. Um dos trunfos do filme e que está na base do seu sucesso internacional é o argumento de Hanif Kureishi, nomeado para o óscar do melhor argumento (ganho por Woody Allen nesse ano). DVDTECA Paris 2016 Christine 3,5/5

15.3.18

Phantom Thread (Paul Thomas Anderson, 2017)

Phantom Thread é o melhor filme (de produção recente) que vi nos últimos tempos. Uma obra-prima que eclipsa todos os seus concorrentes ao óscar de melhor filme deste ano (e melhor realizador). Um costureiro inglês (Daniel Day-Lewis) dos anos 50, com uma clientela rica e fiel, vive numa fortaleza inatíngivel, não tanto a sua casa-atelier mas sobretudo o seu próprio corpo e mente. Um solteirão inveterado. Mas ele descobre uma nova modelo e musa (Vicky Krieps) para o seu atelier que vai usar a estratégia do assédio (uma das palavras do ano no meio do cinema) para conquistar o costureiro. A história é magnífica, pensei não sei por razão, no universo de Henry James, e a realização e produção são mais do que exemplares. Nomeado para seis óscares (melhor filme, realizador, ator, atriz secundária, banda sonora, costume design), Linha Fantasma apenas ganhou o de Costume Design. Uma vitória que diz muito sobre a Academia mas nada sobre a arte do cinema. Mas a banda sonora de Jonny Greenwood foi nomeada para o Oscar, Golden Globe e BAFTA. Paris 2018: 5/5

9.2.15

The Age of Innocence (Martin Scorsese, 1993)

Os americanos importaram as maneiras de viver europeias quando estavam a formar-se como nação mas carregaram nas tintas e criaram um conservadorismo que asfixiou violentamente as liberdades de muitos. Ellen (Michelle Pfeiffer) e Newland (Daniel Day-Lewis), (auto)reprimidos na sua paixão, foram duas presas nas garras dessa sociedade conservadora dos finais do século XIX. A elite WASP de Nova Iorque também tinha os seus padrinhos, que davam a sua benção ou faziam e desfaziam a reputação das ovelhas negras. E assim o filme entra no terreno da antropologia. Pode não ser o melhor filme de Scorsese, mas é seguramente o mais belo e o que prefiro entre todos os que ele realizou. The Age of Innocence é como certos vinhos, melhora com o passar dos anos. Quando estreou vi-o duas vezes; agora revi-o e todas as qualidades originais desta obra confirmam-se. Mais um filme para o meu top pessoal. Jay Cocks foi nomeado ao Oscar do argumento, Wynona Ryder ao de melhor atriz secundária e Elmer Bernstein ao de melhor score musical. PV 1994 Santa Clara & Paris 2015 FQL 5/5