Paris 04.01.2025 Petit Palais
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4.2.25
13.3.23
19.12.22
21.4.22
Gaudi (Musée d'Orsay, 2022)
Deve ser a primeira grande retrospectiva de Gaudi em França. Mas em vida as suas obras já tinham ocupado toda uma sala de uma grande exposição em Paris no início do século XX (vemos na exposição atual a reprodução dessa exposição pioneira). Mas uma exposição de arquitectura é sempre frustrante, pois as obras não estão presentes a não ser através de fotos e desenhos. Paris 2022 Musée d'Orsay 3/5
9.12.19
Le Greco (Grand Palais, 2019)
Greco é um pintor extraordinário. Queria muito conhecer mais obras suas e a retrospetiva do Grand Palais com 71 obras permitiu de facto ter uma visão de conjunto, o que muda bastante a apreciação do pintor. Nasceu na Grécia mas teve uma carreira internacional, o que não era incomum na sua época (séculos 16 e 17). Começou por trabalhar em Creta, onde nasceu, estabeleceu-se depois em Veneza, passou algum tempo em Parma, trabalhou em Roma e, por fim, trabalhou até ao fim da vida em Toledo. Foi nesta cidade que apurou a originalidade do seu trabalho, tão único que só viria a ser justamente valorizado no início do século 20. Valorizado no sentido mais nobre, ou seja, foi apropriado, serviu de alimento à arte moderna. Veja-se o quadro acima apresentado e não será difícil ver onde Picasso, entre outros, se inspirou. Para além dos retratos, a pintura religiosa foi o seu terreno de eleição, e o seu trabalho ajudou o avanço da contra-reforma (católica), em oposição ao protestantismo que se afirmava na altura. Uma das exposições do ano. Paris Grand Palais 4,5/5
22.4.19
Sorolla - Spanish Master of Light (National Gallery, London 2019)
Facto muitas vezes lembrado em Londres, por estes dias. Sorolla não tem uma retrospetiva da sua obra neste país desde 1908, há mais de um século... Nessa época Sorolla era um dos maiores pintores do mundo. Grandes retrospetivas aclamadas pela crítica em Paris, Londres e EUA. Esta fama não foi confirmada no futuro. Mas o pintor de Valencia tem quadros de grande beleza e modernidade como a Siesta (foto) e muitos outros onde trabalha a luz natural, nomeadamente da costa mediterrânea, como poucos pintores seus contemporâneos. Foi igualmente um grande retratista e ainda um pintor atento aos problemas sociais mais graves do seu tempo. Cada uma dessas facetas do seu trabalho mereceu uma sala pelo menos da exposição da National Gallery de Londres. 4/5
30.4.16
Sorolla Tierra adentro (Madrid, 2016)
Há muitos anos visitei o Museu Sorolla em Madrid. Foi há tanto tempo que não me lembrava da beleza dos seus jardins sevilhanos, com uma pequena fonte e bancos em azulejo. É um oásis na malha urbana e vertical de uma cidade que não esconde a sua formação imperial. Agora voltei ao pequeno museu para ver uma exposição temporária, temática, dedicada ao próprio Sorolla. Chama-se Tierra Adentro e apresenta a pintura paisagística do pintor. Para mim, Sorolla é o pintor da luz e do mar, dos corpos e da água. Mas ele afinal também pintou o interior e as cidades. Na exposição há vários quadros que representam Granada, Toledo e várias cidades de Castela. Esses quadros foram pintados num contexto cultural que enaltecia o nacionalismo espanhol e as suas particularidades regionais. A exposição cita vários escritores espanhóis que manifestam o amor pela sua terra. Madrid 3/5
19.9.15
Vogue Like a painting (Madrid, 2015)
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| Erwin Olaf 2013 |
O Museo Thyssen-Bornemisza de Madrid apresenta pela primeira vez uma exposição de fotografia: Vogue Like a painting. Fotografia de moda inspirada na grande tradição da pintura. Adorei descobrir estas fotos de grandes nomes que trabalharam para a revista Vogue: Erwin Olaf, Irving Penn, David Sims, Erwin Blumenfeld entre muitos outros. A fotografia mais comercial pode efetivamente aproximar-se da grande arte. Impressionante. Madrid 2015
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| Mert Alas & Marcus Piggott: Ofelia, Hever Castle, Kent 2011 |
19.7.15
VELÁZQUEZ
L'ÉNIGME VELÁZQUEZ (2024)
VISTO Paris 07.03.2025 Bastille
Era a exposição que mais queria ver na primeira metade do ano e foi realmente a que mais me agradou. Faltou à chamada Las Meninas (suponho que não deve sair nunca do Prado) mas havia tanta pintura excelente para apreciar nesta exposição! Por exemplo o enorme retrato vermelho do Papa Inocêncio X ou Pablo de Valladolid.
Mas a exposição dedicada a Velázquez reservou duas salas ao velazqueño Juan Bautista Martínez del Mazo, que era assistente e genro daquele. Um excelente pintor que vive à sombra do Mestre.
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| A família do pintor Juan Bautista Martínez del Mazo |
13.8.14
La Palangana, uma exposição reveladora
Não ia ao Círculo de Bellas Artes de Madrid ver esta exposição, mas sim a de Alberto García-Alix; todavia foi La Palangana que me agradou mais. La Palangana foi um grupo de fotógrafos reunidos em torno da Real Sociedad Fotográfica de Madrid e que representaram o advento da modernidade da fotografia em Espanha. O fotógrafo saiu à rua para testemunhar o seu tempo e fundar o neorrealismo espanhol possível para a época (finais dos anos 1950). Uma revelação.
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